CANTO DO BACURI > Mari Satake: O futuro

Se dependesse apenas de sua vontade ele jamais voltaria. Havia o corpo do pai a ser velado. Da família só tinha restado ele e o pai. O pai já estava acamado há anos. Estavam sem se ver também há anos. Mas mesmo longe, ele nunca deixou de…

CANTO DO BACURI > Mari Satake: Susto

Naquela manhã, ela se levantou bem cedo. Cuidou de seus afazeres, deixou a casa organizada, pegou tudo que precisava e saiu. Daquela vez, não se preocupou em fazer hora porque estava adiantada. Saiu com folga. Com tanta folga que o trânsito…

CANTO DO BACURI > Mari Satake: Ivy

Sentada naquela mesa, no meio de tantas outras, apinhadas de gente, ela só queria descansar. Estava exausta. Precisava se recompor. Aquela área de alimentação, ali à beira mar, era o que tinha no momento. Por algumas horas, era uma sem…

CANTO DO BACURI > Mari Satake: Setenta anos

É, meu amigo, a coisa aqui tá preta. Mas fique tranquilo, não vou desfiar rosário nenhum. Não vale a pena. E também para quê? Caso lhe falasse algo, você simplesmente diria que nada disso lhe pertence. A cidade e seus habitantes que fiquem…

BACURI / MARI=Março de 2019

17今、言い訳はもうありません。すべてが穏やかに見えた年の初めは、単なる記憶です。カーニバルは到着するのに時間がかかりました。彼は来て行きました。端から端まで人々は彼らの愚痴を示しました。それは面白いかもしれません。しかしそうではありません。悲劇的で恥ずべきことです。 カーニバルは通りました。激しい暑さが続きました。水はすべてのものと一緒に到着しました。国の最大の都市の水と泥。恥です。泥の中の水路 それからゴミが山積みになります。逆の生活…

CANTO DO BACURI > Mari Satake: Desajustes

Chegou ali sem quase nada saber. Ficou encantada com aquele mundo de regras, ritos, cantos e alegorias. Dos mais graduados aos tão novatos quanto ela, via todos envoltos no encantamento. Às vezes, acreditava que também ela poderia ser…

CANTO DO BACURI > Mari Satake: Manbiki Kazoku

Em português, ganhou o título: “Assunto de Família”. Passou pela primeira vez no Brasil durante a programação da última Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Atualmente, está em cartaz desde a primeira quinzena do mês em circuito…

CANTO DO BACURI > Mari Satake: 2019

O calendário marca. O ano é novo. Aqueles dias iniciais de nada fazer, agora são lembranças recentes. As contas novamente batem à porta, as datas dos compromissos habituais se aproximam, os amigos começam a dar sinal de vida. Só agora ela…

CANTO DO BACURI > Mari Satake: Noite de Natal

Começo de noite no centro daquela imensa cidade. Do alto, da sacada de seu quarto de hotel ela apenas observava. A noite começava a cair. Pelas ruas homens e mulheres carregados de pacotes e sacolas andavam apressados nos dois sentidos.…

CANTO DO BACURI > Mari Satake: Dezembro

Tarde da noite. Silêncio na vizinhança. Vez ou outra, de muito longe, escuta o apito do guarda noturno que percorre pelas ruas. Pensa nas suas longas noites improdutivas. Se ao menos ainda pudesse ir até o mar para nadar. Mas agora, isso…

CANTO DO BACURI > Mari Satake: Até breve

Naqueles dias, ele sentia que precisava retirar-se dali. Estava cansado de ter que sempre dar as mesmas respostas que sabia. Ninguém mais, as ouvia. E se alguém ouvia, era apenas como se ouve uma daquelas canções de salas de espera de…

CANTO DO BACURI > Mari Satake: Um xerife?

Naquele hipotético país, havia uma parcela significativa da população que era muito, mas muito pobre. Comer as três refeições diárias era algo impensável para eles. Quando muito, comiam um prato de comida por alguns dias seguidos para em…

CANTO DO BACURI > Mari Satake: O pequeno homem

Num hipotético país, era o filho único de família endinheirada. Criado pelos empregados via muito pouco o pai ou a mãe. Pequeno ainda, reinava dentro de casa. Verdadeiro tirano em miniatura. O pequeno tirano cresceu. Não muito, é verdade.…

CANTO DO BACURI > Mari Satake: O baloeiro

Era um sábado. Estava trabalhando no velho fogão do salão do templo e vi o rapaz se aproximando. Primeiro ele parou do lado de fora e, pelo vidro dos janelões, ficou me observando. Fiz que não percebia. Não demorou muito e ele entrou. Sem…

CANTO DO BACURI > Mari Satake: Pequenas estórias

Era um sábado. Estava trabalhando no velho fogão do salão do templo e vi o rapaz se aproximando. Primeiro ele parou do lado de fora e pelo vidro dos janelões ficou me observando. Fiz que não percebia. Não demorou muito e ele entrou. Sem…

Comédia

Acordei com o alerta do celular. É um pequeno vídeo que recebi de uma amiga dos anos recentes. Confesso que este tipo de vídeo, na maior parte das vezes, acabo deletando sem me dar ao trabalho de abrir. Abri e usei quase cinco minutos…

Mistérios…..

Pode isso? Quero mandar a mensagem pelo já velho dispositivo chamado email usando o teclado do notebook e o que tenho à minha frente é uma tela em branco. Oh deuses! Por que me castiga? O aparelho é novo, nem ano fez ainda e agora isso?…

CANTO DO BACURI > Mari Satake: Voltando a São Paulo

Fomos colegas de faculdade. Não estudávamos na mesma classe e nem mesmo frequentávamos a mesma modalidade. Mas sempre que os horários de término das atividades diárias coincidiam, fazíamos juntos o trajeto de volta para nossas casas.…

CANTO DO BACURI > Mari Satake: Chá das quatro

A amiga diz que não entende. Para mostrar que está em plena posse de suas faculdades mentais, ela mostra toda a sua produção destes dias de clausura voluntária. Explica-se dizendo que andar pelas ruas a entristece. Homens com cachorros,…

CANTO DO BACURI > Mari Satake: Esmeralda

Não me lembro quando e nem como foi que ela chegou e a mãe lhe deu abrigo. A casa não era grande, os filhos eram muitos, ainda havia a avó. O fato é que ela passaria a dormir lá nos fundos do quintal onde tinha a edícula que a criançada…