CANTO DO BACURI > Mari Satake: Até quando?

A amiga Celeste andava meio sumida. Dia desses liguei para saber como está. Atendeu-me com uma voz trancada, parecia que falava com muita dificuldade. É minha amiga parecia nada bem. Injuriada consigo mesma, disse que nada consegue fazer em…

MARI SATAKE: Abril 2020

Tarde quente de outono. Céu azul brilhante, sem nuvenzinha alguma querendo encobrir o sol. Vento suave entrando pelas janelas escancaradas. O pátio vazio. Adiante, a praça das crianças. Nenhuma criança, nenhum pai, nenhuma mãe. Nem aqueles…

CANTO DO BACURI > Mari Satake: Conserva de vegetais

São várias. Mas uma em especial, sempre evocava nela aquela doce saudade de um tempo em que a casa era cheia. A mãe sempre ativa cuidando o tempo todo em manter a família satisfeita com os pequenos gostos de cada membro. O pai tinha os…

CANTO DO BACURI > Mari Satake: Quarta-feira de cinzas

Em outros tempos, conforme vinha chegando o carnaval, era um tal de arrumar a mochila e correr para algum lugar bem afastado da agitação do dia a dia e se dar ao prazer do desfrute, simplesmente descansando. Sem livros, sem jornais ou…

CANTO DO BACURI > MARI SATAKE: Sobrevivência II

Segunda-feira caótica na cidade. Poucos carros nas ruas do bairro. Poucos pedestres. Ela mesma, não fosse o falso esquecimento na sexta-feira, não estaria andando debaixo daquela chuvinha insistente. Mas é dia 10, as contas não esperam e…

Sobrevivência

Tá fácil para você? Sorte a sua. Por aqui, a coisa está nada bonita. Muito pelo contrário. Mas, pensando sobre isso, chego à conclusão que nem sou a pior das pessimistas que sempre achei. Afinal de contas, a minha volta tudo parece em…

CANTO DO BACURI > MARI SATAKE: 2020

2019 foi um ano difícil. Mas sobrevivemos. Estamos inteiros. Em muitos casos, ainda cuidando dos reparos necessários. 2020 mal começou e já fomos tomados por notícias seriamente preocupantes vindas do lado de lá. Dias sombrios também por…

CANTO DO BACURI > MARI SATAKE: 2020 vem aí

Na sala de espera apenas velhos, velhas. Vez ou outra, um rosto mais jovem. Mas estes, sempre trazem em seu traje superior a chamativa etiqueta vermelha grudada. De acompanhante. E ela é mais uma velha entre tantos outros. Apesar de há…

CANTO DO BACURI > Mari Satake: Parasita

Trancafiados no pequeno cubículo um porão qualquer. Celular empunhado, o garoto reclama que sua conexão foi cortada. O pai sugere que corra ao canto oposto de onde está e levante o braço ao máximo. A irmã canta uma serie de letras e…

CANTO DO BACURI > Mari Satake: Retomando…

Os dias se sucedem. Um atrás do outro. Ela se abandona em seu ritmo, fechada, enclausurada no espaço dos pequenos cuidados consigo própria. O corpo vai reagindo, a pele vai se regenerando. Ela se olha no espelho e se vê, outra vez, magra…

CANTO DO BACURI > Mari Satake: Dia das bruxas

Logo cedo, a pequena se esmera com a nova fantasia. Desde o começo ela anunciou, não gosta dessa história de se fantasiar de bruxa. Ela que tudo consegue com os pais, tias e avós, bateu o pé firme dizendo que não queria saber de roupa de…

CANTO DO BACURI > Mari Satake: Resistir

Estava com saudades aqui da coluna. Felizmente, neste tempo todo, ficou aqui o bom amigo cobrindo o espaço da coluna. Gratidão. Confesso. Existe uma dificuldade inicial. Falar sobre o quê? Dos livros que li? Dos filmes que queria ter ido…

CANTO DO BACURI > Mari Satake: O vice

É jovem ainda. Herdeiro de uma tradição que remonta há mais de quatro séculos em país altamente civilizado, antes dos trinta anos de idade, veio a passeio ao país. Sua estadia por aqui foi de apenas alguns poucos dias. Havia uma extensa…

CANTO DO BACURI > Mari Satake: O futuro

Se dependesse apenas de sua vontade ele jamais voltaria. Havia o corpo do pai a ser velado. Da família só tinha restado ele e o pai. O pai já estava acamado há anos. Estavam sem se ver também há anos. Mas mesmo longe, ele nunca deixou de…

CANTO DO BACURI > Mari Satake: Susto

Naquela manhã, ela se levantou bem cedo. Cuidou de seus afazeres, deixou a casa organizada, pegou tudo que precisava e saiu. Daquela vez, não se preocupou em fazer hora porque estava adiantada. Saiu com folga. Com tanta folga que o trânsito…

CANTO DO BACURI > Mari Satake: Ivy

Sentada naquela mesa, no meio de tantas outras, apinhadas de gente, ela só queria descansar. Estava exausta. Precisava se recompor. Aquela área de alimentação, ali à beira mar, era o que tinha no momento. Por algumas horas, era uma sem…

CANTO DO BACURI > Mari Satake: Setenta anos

É, meu amigo, a coisa aqui tá preta. Mas fique tranquilo, não vou desfiar rosário nenhum. Não vale a pena. E também para quê? Caso lhe falasse algo, você simplesmente diria que nada disso lhe pertence. A cidade e seus habitantes que fiquem…

BACURI / MARI=Março de 2019

17今、言い訳はもうありません。すべてが穏やかに見えた年の初めは、単なる記憶です。カーニバルは到着するのに時間がかかりました。彼は来て行きました。端から端まで人々は彼らの愚痴を示しました。それは面白いかもしれません。しかしそうではありません。悲劇的で恥ずべきことです。 カーニバルは通りました。激しい暑さが続きました。水はすべてのものと一緒に到着しました。国の最大の都市の水と泥。恥です。泥の中の水路 それからゴミが山積みになります。逆の生活…

CANTO DO BACURI > Mari Satake: Desajustes

Chegou ali sem quase nada saber. Ficou encantada com aquele mundo de regras, ritos, cantos e alegorias. Dos mais graduados aos tão novatos quanto ela, via todos envoltos no encantamento. Às vezes, acreditava que também ela poderia ser…

CANTO DO BACURI > Mari Satake: Manbiki Kazoku

Em português, ganhou o título: “Assunto de Família”. Passou pela primeira vez no Brasil durante a programação da última Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Atualmente, está em cartaz desde a primeira quinzena do mês em circuito…