CANTO DO BACURI > Mari Satake: Esperança

Estamos aqui, às vésperas da última edição do ano, também a última edição do Jornal Nippak. Junto-me ao editor e repito: Gratidão. Gratidão é a melhor palavra que cabe para me referir às pessoas que nestes últimos anos deram acolhida às…

CANTO DO BACURI > Mari Satake: Presente de aniversário

Aquele seria um dia como qualquer outro, mas com um diferencial significativo apenas para ela. Era a data de seu aniversário. Vivendo sempre só e de forma quase que totalmente reclusa, não gostava de fazer alardes sobre a data. Na verdade,…

CANTO DO BACURI > Mari Satake: Perda de tempo?

Novamente, final de ano. Segunda quinzena do mês de novembro que neste 2021, tem se apresentado friozinho, na maior parte dos dias. Por aqui, os afazeres habituais desta época do ano. Não. Não estou animada mas, como sempre, farei o que for…

CANTO DO BACURI > Mari Satake: Finados de 21

Primavera gelada. Novembro chegou, mais alguns dias e o triste ano acaba. Por aqui, vamos seguindo com nossas vidas. Vacinados e ainda mascarados. Nossas saídas de casa ainda se limitam às visitas aos consultórios médicos e dentários,…

CANTO DO BACURI > Mari Satake: A manifestação

Também nesta última, 2 de outubro, não compareci às ruas. Até a véspera, estava determinada. Desta vez, iria me juntar aos demais. Até havia combinado com a velha amiga Celeste, amiga das tantas outras idas às praças e avenidas, iríamos nos…

CANTO DO BACURI > Mari Satake: Encontro casual

Por aqui, a vida segue. Enclausurados, permanecemos a maior parte do tempo em nossas casas. São poucas as saídas. Ao médico, ao dentista, aos laboratórios dos exames médicos anuais ou semestrais. Também às lojas que garantem a nossa…

CANTO DO BACURI > Mari Satake: Obrigada, Malu!

Ontem eu estava de molho. A dor era intensa mas, com algumas atividades já engatilhadas, não poderia simplesmente esperar que ela se fosse por si mesma. Apelei para o analgésico. A dor se foi mas não levou consigo o mal estar do dia. Parte…

CANTO DO BACURI > Mari Satake: Sonata de Tóquio

Por aqui, as notícias do dia a dia são de estarrecer. Sábado chega e não conseguimos dizer qual foi o pior dos acontecimentos da semana. O que temos é um festival de atrocidades cometidos contra a população que, talvez em sua maioria, nem…

CANTO DO BACURI > Mari Satake: Agosto de 2021

Pelo vidro da janela, um sol tímido, passageiro, a claridade logo dá lugar à sombra. Em seguida, reaparece. Some novamente. Constante, apenas o farfalhar das folhas das árvores que ainda resistem, no grande terreno lá fora. Início de um…

CANTO DO BACURI > Mari Satake: Air doll

O filme é de 2009. Nem sei se passou por aqui no circuito comercial. Não me lembro. Se passou, escapou de minha atenção. Nos velhos tempos normais, ficava sempre atenta às programações das salas de cinema. Mas enfim, vi agora num dos canais…

CANTO DO BACURI > Mari Satake: De volta a Brasília

Aconteceu instantes atrás. Numa leitura rápida do texto da vez passada, leio que não prometo estar lá em 2023 e levo maior susto achando ter cometido algum ato falho; já querendo me desculpar, mando mensagem ao editor. Imediatamente, me dei…

CANTO DO BACURI > Mari Satake: Paisagem pela janela

A primeira vez em que lá estive foi num final de ano. Devia ser 1997/98. Século passado! O país era outro, nós éramos outros. Apesar de estarmos sempre reclamando e clamando por dias melhores, éramos felizes. Durante o ano, corríamos o…

CANTO DO BACURI > Mari Satake: Estranhos Bichanos

Como se estivesse à espera, assim que ouviu novas vozes entrando pela casa, deu um salto e preguiçosamente caminhou em direção à porta. Talvez quisesse dar as suas boas vindas ao novo ser que estava chegando. Afinal, de certa forma, ele era…

CANTO DO BACURI > Mari Satake: Dona Hercília

Moradora antiga aqui da vizinhança, lembro-me dela sempre sorrindo. Poucas foram as vezes em que nos falamos algo que extrapolasse os limites dos simples bom dia/boa tarde, mas, de modo geral, nela havia algo que a destacava das outras…

CANTO DO BACURI > MARI SATAKE: Maio de 2021

Sente saudades daqueles dias em que se sentava e sem muito esforço conseguia contar suas histórias. Agora, tudo parece mais difícil. Poderia ter permanecido naquele estado de abandono, de esvaziamento de si mesma. Seria sua morte. Mas não,…

CANTO DO BACURI > Mari Satake: Não. Não se desespere

Vai passar. De alguma forma, vai passar. Há um ano quase, estamos assim. Presos em nossas casas. Cuidando para garantir a nossa sanidade mental e física. Se em abril de 2020, ao assistirmos pequenos trechos daquela famosa reunião…

CANTO DO BACURI > Mari Satake: Dona Helô

Nestes tempos pandêmicos quase todos mudamos a nossa rotina. Aqui no pedaço tem uma figura bastante singular. Estatura mediana, magra, corpo ágil e fisionomia sempre muito séria. Até pouco tempo atrás, melhor dizendo, até antes da pandemia,…

CANTO DO BACURI > Mari Satake: É preciso dar um basta

O telefone toca. Imediatamente, ela põe de lado o tecido que começou a bordar. Seus movimentos já não são ágeis. Até conseguir chegar até o aparelho são muitos os toques de chamada. Desde a última vez que caiu quando repentinamente se…