VARAS

Continuando a falar sobre equipamento de pesca, hoje trataremos dos utilizados para o arremesso de iscas, bem como são fundamentais no trabalho de cansar o peixe.

Por: Mauro Yoshiaki Novalo

Diversos fabricantes originam variados tipos e modelos para atender a solicitação para diferentes modalidades, espécies de peixes e situações de pesca. Fora isso, rod builders (montadores de varas) montam de acordo com a característica de cada pescador, personalizando a vara e propiciando uma melhor pegada e melhor desempenho para variadas condições. Quer conhecer mais sobre o assunto, consulte www.morofishing.com.br

Composição
Pode ser natural como o caniço de bambu (muito utilizado na pescaria de barranco) ou industrializado em fibras de: vidro, epóxi, carbono entre outros – e até mesmo mista utilizando a combinação destes, com o objetivo de melhorar a sua performance. Estes materiais e seus compostos vão dar origem a varas de ação mais leve ou mais pesada, que poderão ser mais, ou menos flexíveis. As mais comuns são de fibras de vidro e de carbono maciça, tubulares ou telescópicas.

Partes da vara
São formadas pelos: cabos (grips ou handles) e pelos corpos (blanks). A ponta mais grossa dos blanks é chamada de butt e a outra extremidade de tip (ponta).
Os demais componentes são os passadores ou guias (guide) e ponteiras (tip top). Os passadores são montados de forma a acompanhar a curvatura do blank e podem interferir no resultado final da ação da vara, dependendo do tamanho, quantidade e sua distribuição.

Cabos
Os cabos das varas (grips) devem ser confortáveis, com bom acabamento e material de qualidade. Podem ser confeccionados de cortiça, EVA ou madeira. Entre diversos, podemos citar:
pitching: desenvolvido especialmente para o uso com molinete. Tem comprimento de 8 a10 polegadas e pode ser empregado em quase todos os tipos de pesca.
steelhead: usado em vara comprida – mais de 7 pés – e arremessos longos, como na praia. O comprimento do cabo pode passar de 13 polegadas, é indicado para peixes grandes e brigas longas.
flipping: indicado para o uso com carretilha, seu comprimento varia de 9 a 11 polegadas para varas de mais de 6,5 pés.
musky: cabo para equipamentos pesados. O comprimento é normalmente superior a 10 polegadas, para varas de no mínimo 6,5 pés e para linhas com resistências superiores a 25 libras. Indicado para ser utilizado com carretilha.

Classificação
Quanto ao comprimento, peso de arremesso, poder ou força, capacidade de peso e resistência das linhas e ações:
Ultra lights (UL) ou ultraleves: comportam linhas de até 6 lb (2,7 kg) e iscas de até 6g (1/32 a 3/16 onças). Para pesca de lambaris, pequenas tilápias, trutas, manjubas, saicangas e peixes de pequeno porte.
Lights (L) ou leves: devem ser usadas com linhas de 6 lb (2,7 kg) até 12 lb (5,4 kg) e iscas de 4 g a 11 g (1/4 a 3/4 onça). Para pesca de peixes como tilápias, matrinchãs, tabaranas, robaletes, pequeno black bass e betaras.
Médium (M) ou médias: para linhas de 10lb (4,5kg) a 14 lb (6,4 kg) e iscas de 7 g a 21 g (1/4 a 7/4 onças). Excelente para peixes do porte dos: robalos, black bass, traíras, sargos, piraputangas, carpas, pequenos tucunarés e pacus.
Heavy (H) ou pesadas: voltadas a linhas de 16 lb (7,2 kg) a 30 lb (13,6 kg) e iscas de 11 g a 28 g (3/8 a 1 onça). Para pesca de peixes com o porte de jaús, pirararas, meros, badejos, grandes garoupas, grandes pintados, dourados do mar, pirarucus e cações.
Musky: leva o nome de um peixe barra pesada dos EUA. Especiais para linhas acima de 35 lb (15,9 kg) e iscas de 40 g a 300 g. Para peixes como: atuns, piraíbas, grandes jaús e meros.

Ação da vara
Indica o ponto em que a vara começa a se vergar sob uma determinada força, e principalmente o tempo de recuperação da haste (o tempo que a ponta da vara necessita para retornar a posição inicial).
Se a haste da vara se curvar cerca de 1/4 do blank, a ponta demorará menos para voltar a posição natural, sendo considerado uma vara ultra-rápida.
A disposição dos passadores no blank pode determinar mudança de comportamento desta ação, principalmente nos guias com fixadores nas duas extremidades.
Ultra-rápida – Curva-se somente na ponta (cerca de 1/4 do seu comprimento).
Rápida – Flexiona 1/3 do comprimento.
Média – Curva-se aproximadamente na metade de seu comprimento.
Lenta – Praticamente todo o seu comprimento se flexiona – muito flexível.

Tipos
As varas podem ser fixas ou de lançamento, para uso com carretilhas ou molinetes e se dividem em:

– fixas ou simplesmente caniço: também conhecidas como varas lisas, são inteiriças ou em mais partes, de comprimentos variados. São de fibra vidro, de bambu ou de carbono, sem passadores, porta carretilha ou molinete. Sua classificação quanto: ação, resistência e tamanho é a mesma das varas convencionais. É a velha e conhecida “vara caipira”, como a tradicional vara de bambu.
– surf cast: vara para pesca com comprimento que supera 3,90 m, tendo como referência principal sua capacidade de arremesso ou casting weight indicada em gramas.
– spinning (molinete em inglês): varas específicas para utilização com molinetes, normalmente de pequeno e médio porte (até 7 pés), largamente utilizada na pesca embarcada.
– baitcast (casting = carretilha em inglês): vara construída para ser usada com carretilhas e aplicada para pesca de lançamento com iscas artificiais.
– trolling: equipamento desenvolvido para pesca de corrico. São varas curtas de grande resistência e pontas grossas; dependendo da categoria de pesca possui roldanas no lugar de passadores.
– fly: caniço utilizado para o arremesso de sua linha que é específica, pois as iscas desta modalidade não possuem peso para serem arremessadas como em outros estilos. Assim sendo, a linha é que transporta a isca até o local desejado.

Dica
É a vara que trabalha e cansa o peixe, isto é, depois do peixe fisgado, é levantar a ponta da vara e só quando estiver no movimento de descida, manivelar para recolher a linha. Caso contrário pode causar sérias avarias, na sua carretilha ou molinete, caso tente utilizá-los como “guindaste”.
É comum ver principiantes ao utilizar varinha de mão (as famosas caipiras ou lisas) se desesperar ao pegar um bom espécime e ir apoiando a mão cada vez mais próximo da ponta, é preciso lembrar que esta curvatura é que cansa o peixe e isto pode resultar em quebra. O correto é segurar no cabo e acompanhar a briga, apontando a ponta para onde o peixe está indo. Bom é usar um salva-vara e aí caso perceba que a briga vais ser boa, basta deitar a vara inteira na água e segurar pelo mesmo e até o peixe cansar.
Como percebeu, as indicações sobre varas são muitas e dependem basicamente do peixe e em qual tipo de estrutura você vai pescar. Com estas considerações apontadas pode escolher dentre as diversas marcas e tipos, veja no site www.uhobby.com.br o modelo para sua modalidade preferida e que efetivamente vai ser o mais eficiente para utilizar.
Ótimas pescarias!


Apoio

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