Ubarana

Elops saurus
Por: Marcelo Szpilman e ilustração de Antônio Woyames

Coloração: Dorso cinza-azulado com flancos e ventre prateados e amarelados. As nadadeiras costumam estar amareladas.

Características: Corpo alongado e fusiforme com o focinho pontudo. Boca terminal e pouco inclinada. A origem da dorsal única está situada praticamente no meio do corpo. Pélvicas em posição pouco anterior à dorsal. Peitorais situadas atrás do bordo inferior do opérculo. Caudal furcada. Escamas bem pequenas.

Ocorrência: Nas águas tropicais e temperadas quentes do Atlântico e Pacífico. No Brasil, são mais comuns no Norte e Nordeste, porém ocorrem também no Sudeste.

Habitat: Pelágicas costeiras e oceânicas das áreas neríticas, costumam ser encontradas nas águas rasas das baías e enseadas, podendo habitar também as águas salobras das embocaduras dos rios ou mesmo subir pelos mesmos. Os espécimes juvenis são comuns nos mangues, lagoas e baías hipersalinas.

Hábitos: Solitários ou em cardumes, os indivíduos jovens costumam frequentar as águas mais rasas enquanto os adultos preferem o mar aberto, onde pode ocorrer a formação de grandes cardumes e o acasalamento. Possuem o hábito de nadar bem próximo da superfície, muitas vezes passando por cima dela e dando saltos para fora da água. Alimentam-se principalmente de pequenos peixes e crustáceos. Os juvenis comem também larvas de insetos. Apresentam um estágio de larva, transparente e denominada leptocephalus, durante a primeira fase de seu desenvolvimento.

Captura: Sua carne, de qualidade inferior devido à grande quantidade de “espinhas”, pode ser encontrada fresca, salgada ou congelada. São capturadas principalmente com vara de pesca, linha de mão, garateia e corrico. Na pesca esportiva oferecem boa resistência e dão bonitos saltos quando fisgadas. Em alguns lugares, como em Cuba, a ubarana é utilizada como isca na pesca do atum e na produção de ração animal.

Outros nomes vulgares: albarana, barana, robalo-da-pedra, ubarana-açu (BA), urubaiana-pau (BA) e urubaiana-verdadeira (CE).

*Marcelo Szpilman, biólogo marinho formado pela UFRJ, com Pós-graduação Executiva em Meio Ambiente (MBE) pela COPPE/UFRJ, é autor dos livros Guia Aqualung de Peixes (1991) e de sua versão ampliada em inglês Aqualung Guide to Fishes (1992), Seres Marinhos Perigosos (1998), Peixes Marinhos do Brasil (2000) e Tubarões no Brasil (2004). Diretor-presidente do Aquário Marinho do Rio de Janeiro, membro do Conselho da Cidade do Rio de Janeiro (área de Meio Ambiente e Sustentabilidade) e colunista do site Green Nation.

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