Tênis de mesa nas Olimpíadas

Calderano, Paco, Jouti, Tsuboi e Ishiy (da esquerda para a direita) (arquivo pessoal)

Desde a fundação da ITTF, a Federação Internacional de Tênis de Mesa, em 1926, o tênis de mesa lutou muito para ser considerado um esporte olímpico. Até 1952, com a 1ª participação do Japão em Campeonatos Mundiais, quando surgem algumas novidades, como o estilo japonês de segurar a raquete, “caneteiro”, “pen-holder”, a utilização da esponja nas raquetes e com a conquista de 4 ouros dos 7 em disputa, a modalidade ainda era encarada como esporte de bar/botequim como o “snooker”, “pebolim”, “jogo de cartas”, “dardos”. A partir de então, passa a ser um “esporte”, muito técnico, com muita preparação física, muito treinamento e deu um salto para se tornar olímpico.
A influência do japonês, bicampeão mundial, o Sr. Ichiro Ogimura, que foi presidente da ITTF, e o excelente trabalho dos demais membros da Federação Internacional, conquistaram esse espaço e o tênis de mesa se tornou Olímpico somente em 1988, Seul (Coréia do Sul).
Mas dai, a hegemonia não era mais do Japão. Na ala masculina, de 11 ouros em disputa, a China ganhou 8, e no feminino, de 11 ouros em disputa, a China ganhou todas, totalizando 19 ouros, Coreia do Sul 2 e um para a Suécia, comprovando que a China se tornara o pais da modalidade.
Já o Brasil, antes de sonhar com medalhas, sempre teve, primeiro, a dura missão de classificar seus atletas na seletiva continental, onde mais de 20 países disputam apenas 6 vagas para jogar no individual e mais um para equipes ou duplas, desde que seja campeão nessa modalidade na classificatória.
Brasileiros nos Jogos Olimpicos – Em 1988 (Seul, na Coréia) apenas Claudio Kano e Carlos Kawai. 1992; (Barcelona, na Espanha) Claudio Kano, Hugo Hoyama, Lyanne Kosaka e Monica Dotti, 1996 (Atlanta, nos Estados Unidos), a equipe seria a mesma, porém um acidente fatal tirou Kano das Olimpíadas, portanto, Hugo Hoyama, Giuliano Peixoto, Lyanne Kosaka e Monica Doti; 2000 (Sidney, na Austrália) Hugo Hoyama, Carlos Kawai e Ligia Silva; 2004 (Atenas, na Grécia) Hugo Hoyama, Thiago Monteiro, Hugo Hanashiro, Ligia Silva e Mariany Nonaka; 2008 (Beijing, na China) Thiago Monteiro, Gustavo Tsuboi, Hugo Hoyama e Mariany Nonaka, 2012 (Londres, Inglaterra), Gustavo Tsuboi, Hugo Hoyama, Thiago Monteiro, Ligia Silva, Caroline Kumahara e Gui Lin; 2016 (Rio de Janeiro, no Brasil) Hugo Calderano, Gustavo Tsuboi, Cazuo Matsumoto, Caroline Kumahara, Gui Lin, Bruna Takahashi e em 2020 (Tóquio, no Japão) Hugo Calderano, Gustavo Tsuboi, Vitor Ishiy, Bruna Takahashi, Jessica Yamada e Caroline Kumahara.
As nossas melhores participações foram em 1996, quando Hugo Hoyama, foi campeão em seu grupo com 4 atletas, vencendo um campeão mundial, Jorgen Persson (Suécia) e passou para a fase final, perdendo entre os 16, de virada para Petr Korbel (República Tcheca), que acabou ficando em 4º lugar. E com Hugo Calderano, também perdendo entre os 16. para Jun Mizutani (do Japão), após estar vencendo um set por 10-6, quando faltava apenas um ponto, mas o japonês seguiu vencendo em foi bronze no individual e prata nas equipes.
Nesta Olimpíada, Hugo Calderano tem muitas chances de fazer o país sonhar com uma medalha, já que ele será o 4º cabeça de chave da competição, (1) Fan Zhendong (CHN), (2) Ma Long (CHN), (3)Tomokazu Harimoto (JPN), portanto, com grande possibilidade de chegar entre os 4 para enfrentar um chinês na semifinal. Do Fan e Harimoto, Calderano já conseguiu vencê-los nos circuitos mundiais, mas do Ma long, atual campeão olímpico 2016 e tricampeão mundial 2019, 2017 e 2015, ele jamais venceu.
Nas equipes masculinas também temos um pouco de chance, pois somos o 6º cabeça de chave, somente atrás da China, Japão, Alemanha, Coreia do Sul e Suécia.
Vamos cruzar com uma destas potências nas quartas de final.
Vamos sonhar e torcer!!!

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