SOLIDARIEDADE: Movimento Água no Feijão divulga novas estratégias para 2021

A chef Telma Shiraishi, o voluntário Marcos Alonso e o coordenador Murilo Saito na Comunidade Vietnã (divulgação)

Após 8 meses de atuação e 63.000 refeições distribuídas, o Movimento Água no Feijão (MANF) encerrou a primeira fase do projeto no dia 23 de dezembro. Inicialmente, a ação foi planejada para durar apenas 1 mês, mas graças ao apoio dos patrocinadores, apoiadores e pessoas físicas, o grupo conseguiu manter as refeições diárias para a comunidade de Heliópolis, de maio a dezembro de 2020.
“Foi surpreendente como o projeto cresceu rápido e conquistou tanto engajamento em tão pouco tempo. Mesmo agora, nós nos surpreendemos com o alcance e a mobilização, pois o esperado seria perdermos impacto junto aos apoiadores ou a força do voluntariado que se desgasta com o passar do tempo”, comenta Telma Shiraishi, idealizadora do MANF.
Um dos principais trunfos do projeto foi a equipe talentosa, formada por jovens representantes das entidades realizadoras (JCI Brasil-Japão, Abeuni, Comissão de Jovens Bunkyo, Aliança Cultural Brasil-Japão, Abjica, KIF Brazil, Asebex e Japan House São Paulo).
“Um dos fatores do grande sucesso de nosso movimento foi a articulação de tantas competências em várias esferas diferentes: pessoas físicas, jurídicas, entidades e instituições. E tantos elos da cadeia unidos pela mesma causa: produtores, fornecedores, cozinheiros, administradores, articuladores, comunicadores, membros da comunidade… E eu fico particularmente orgulhosa ao ver tantos jovens engajados, contribuindo com dinamismo e novas formas de trabalho e de interação. Confesso que eu aprendo muito com eles, e também rejuvenesço com sua energia e entusiasmo”, lembra a chef.

Mudança – Em 2021, sob a liderança da JCI Brasil-Japão, o Movimento Água no Feijão Isso anunciou mudanças em sua forma de atuação. Agora sob a coordenação de Tatiana Satake, da JCI Brasil-Japão, o grupo vem com equipe renovada e novos projetos para apoiar as entidades parceiras da chef Telma Shiraishi, começando pelo Quebrada Alimentada, do chef Rodrigo Oliveira do restaurante Mocotó e sua esposa Adriana Salay, que distribui refeições e alimentos para a população carente na zona Norte de São Paulo. Em abril e maio, a entidade beneficiada será a Gastromotiva, fundada pelo chef David Hertz. “A ideia agora é atuar ajudando outros movimentos que fazem a distribuição de marmitas”, conta Tatiana, explicando que “as doações serão usadas para comprar insumos para estes movimentos”.
Segundo ela, a ideia é atuar até o final do ano quando, espera-se, que a pandemia esteja mais controlada. “Começamos o ano com a meta de comprar insumos com o excedente do ano passado e com o que arrecadarmos durante cada mês será revertido para a parceria de cada mês. Por exemplo, mês passado fizemos com a Quebrada Alimentada e compramos insumos para eles com o que foi arrecadado até março”, conta ela, lembrando que a ação na Comunidade Heliópolis – a maior favela de São Paulo – foi encerrada no ano passado.

Água no Feijão vai continuar ajudando quem mais precisa, agora como apoiadora de outros movimentos (divulgação)

Gratidão – Para Telma Shiraishi, apesar do distanciamento e das dificuldades provocadas pela pandemia, “nunca estivemos tão conectados pelo coração e por um propósito que nos leva além de nossas limitações e próprios desafios”. Só posso agradecer muitíssimo a todos e tantos que nos acompanham nessa jornada incrível!”, finaliza a chef Telma.

Mais informações sobre o Movimento Água no Feijão e como contribuir estão disponíveis no site:
www.aguanofeijao.org.br
e nas redes sociais:
Instagram e facebook:
@aguanofeijaobr
E-mail:
contato@aguanofeijao.org.br

Comentários
Loading...