REDESCOBRINDO JAPÃO: Emi Imai pretende estender projeto para outras escolas estaduais

Cerca de 50 alunos participaram das atividades online da disciplina eletiva Redescobrindo Japão (divulgação)

Realizado entre março e junho deste ano, o Projeto Redescobrindo Japão, Disciplina eletiva da Escola Estadual Major Arcy, na Vila Mariana (zona Sul de São Paulo), deve ser ampliado para outras instituições da rede estadual de ensino de São Paulo. A informação é da coordenadora do projeto, Emi Imai, que, segundo ela, “levou alegria a cerca de 50 alunos através das atividades da arte/educação da cultura japonesa na pandemia”.
As atividades, em sua maioria agendadas todas às sextas-feiras, das 11 às 12h ou das 13 às 14hs, conforme a disponibilidade das agendas dos profissionais, teve início no dia 12 de março 2021 com “Ikigai”, com o professor Jun Mabe da Mabe Academy para busca de auto conhecimento. Na sequência foram realizados workshops sobre “Oficina de desenho estilo mangá” (com Fabrizio Torao Yamai); “Dicas de Segurança” (com o tenente-coronel Douglas Shoichi Sano); “A História Secreta dos Ninjas” (com Carlos Fujinaga); “Arte do Kendô 1” (com Tabita Takayama); “Feng Shui” (com Helen Spalter); “Arte do Kendô 2” (com Tabita Takayama); Kirigami” (com Naomi Uezu); “Arte da Pipa” (com o engenheiro Ken Yamazato); “Origami” (com Tchami Elisa Asanuma); “Arte de Escrever Hiragana” (com Emi Imai); “Vamos Aprender Canção Japonesa” (com Teruco Kamitsuji); “Mottainai – Sustentabilidade na Prática” (com Tiemi Yamashita) e a “Arte do Shogui” (com André Gonçalves).
Ex-aluna do Major Arcy, Emi Imai conta que decidiu apoiar o projeto porque, além de ter um carinho com a escola pelo fato de ter frequentado a instituição, os educadores da EE Major Arcy – o diretor Felix Rogério Moreira Tomitan, a coordenadora PCG Laura Sanches e os professores Ronaldo Santos Ornelas e Nilso Campagnaro – são muito dedicados e preocupados com futuro dos alunos”.
Uma preocupação, aliás, que também é sua. “Me preocupo com o futuro do Brasil. É muita corrupção, individualismo e muitas vezes presenciamos a falta de educação até mesmo entre os adultos. E como as crianças vão crescer neste ambiente? Por isso resolvi arregaçar a manga e trabalhar”, disse ela, lembrando que o projeto teve início em 2019, quando o professor Ronaldo dos Santos Ornelas a procurou em busca de uma palestra aos alunos sobre a cultura japonesa.
”Convidei-os para receber workshops de origami e Oshibana-e na XVIII Exposição de Oshibana-e e por convite da escola ministrei, em novembro daquele ano, workshop na própria instituição sobre a educação e cultura japonesa”, explica Emi Imai, acrescentando que, na ocasião, o diretor Felix Rogério Moreira Tomitan solicitou para continuar com esta parceria.

Experiência – “Reuni as pessoas/os amigos que já trabalharam comigo nas atividades voluntários e na hora apoiaram a causa e meu objetivo que tracei, o de difundir no Brasil a educação/cultura japonesa para melhorar futuro dos alunos e do Brasil”, destaca ela, que contabiliza 38 anos na área de investimento – atualmente na VMPG Investimento – e tem se dedicado como voluntária/coordenadora dos eventos sobre a arte da cultura japonesa, acumulando experiência em diversos eventos do Bunkyo (Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social), como coordenadora da Bunka Matsuri do Pavilhão Japonês, em 2018, e como responsável pela programação do Salão Nobre do Bunkyo, em 2019, no Bunka Matsuri, além da Comissão de Jovens do Bunkyo, Escoteiro Caramuru e da JCI Brasil-Japão, (Comissão Sênior após 40 anos de idade) e coordenadora/representante dos eventos da Arte de Oshibana-e da professora Alice Midori Imai, pioneira que introduziu a técnica de Oshibana no Brasil.

Oportunidades – “Através de workshops nas escolas estaduais tendo os contatos diretos e dando oportunidades aos alunos, eles podem pesquisar e aprofundar mais seus conhecimentos após cada workshop. Além das disciplinas propostas pelos professores, eu também estou sempre junto com os educadores acompanhando os resultados destes eventos. A expectativa é que este projeto traga muito mais oportunidades aos alunos, como disciplina, dignidade e ter omoiyari (ter espaço no coração para colaborar com o próximo), concentração/foco nas atividades, superação e ser digno na cada etapa da sua vida”, diz Emi , explicando que, para a realização do projeto buscou apoio de instituições de empresas renomadas para patrocínio de materiais para os workshop de artes”.

Gratidão – “Sou grata aos professores da cultura japonesa que voluntariamente aderiram e colaboraram para realização destas atividades de workshops on line. Sou senpai dos alunos. Senpai e Kouhai são ordenamento no trato baseados em status e hierarquia. Essas palavras são usadas com carinho e apreço e não como posicionamento de que alguém é superior a outra pessoa. No Japão a relação de respeito entre senpai e Kouhai é para vida toda. E estes alunos podem seguir este caminho, após formados, espero que se lembrem sobre tudo que aprenderam e transmitam esses ensinamentos aos alunos da escola, colaborando assim com os professores”, afirma.
Segundo ela, este projeto contou também com apoio da Federação Paulista de Kendò e da professora Tábita Takayama, diretora de CBK e FPK e campeã paulista, brasileira e Latino Americana. “Quando a pandemia da Covid-19 estiver mais controlada, os alunos da eletiva do projeto Redescobrindo Japão poderão ter aulas de kendô na Associação Beneficente Provincianos Osaka Naniwa Kai”, revela Emi Imai, afirmando que, “o mais positivo é que vamos poder dar continuidade a este projeto e ampliá-los para outras escolas”. “É um trabalho de formiguinha, mas tenho esperanças de colher bons frutos no futuro”, conclui

Apoio – O Projeto “Redescobrindo Japão” contou com apoio institucional da Abjica, Aliança Cultural Brasil-Japão, Areae Escola de Artes, Bunkyo, Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil, Seinen Bunkyo, Confederação Brasileira de Kendô, Consulado Geral do Japão em São Paulo, Federação Paulista de Kendô, JCI Brasil-Japão e M abe Academy; e apoio e patrocínio da Acrilex, Ateliê de Oshinaba-e by Alice Midori Imai, Cartonagem Bonilha, Engenheiro de Pipa Ken Yamazato, Hirota Food Supermercados, KIF Brasil (Koyamada Foundation International Brazil), Kirigami Naomi Uezu, Nova Papel, Vempraliba e VMPG Investimento.
Para saber mais: @emy.imai

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