Quem inventou o tênis de mesa?

Tema é motivo de polêmica antiga (CBTM)

Trata-se de uma polêmica antiga. Ingleses dizem que foram eles, pois fundaram a Federação Internacional em 1926, na Inglaterra, que organizou o 1º Campeonato Mundial da ITTF. Já James Gibb, um norte americano, criou a bola de celuloide e registrou a marca da palavra onomatopeica, “pingue-pongue” e, portanto, se diz inventor oficial.
No entanto, estudando a história, eu acredito que foi na Índia, quando soldados ingleses queriam praticar o tênis de campo, mas o forte calor o tornava impraticável ao ar livre, então foram nas sombras, embaixo das árvores e montaram uma mini quadra de concreto, ou seja. a mesa de tênis, dai surgiu a modalidade.
Desde 1988, em Seul, já se tornou esporte olímpico e, sem dúvida, hoje é uma das Federações que possui mais países filiados.
Mas a história da evolução do esporte, nas técnicas e regras, são pontos interessantes para poder compreender mais sobre o tênis de mesa.
A empunhadura (forma de segurar a raquete) desde seus primórdios era o “shakehand”, estilo aperto de mão – chamado no Brasil de clássico –, mas no Mundial de 1952, na primeira participação do Japão, eles introduziram o estilo caneteiro, “penholder”, já que tinham mais habilidade nessa forma de agarrar a raquete, pois utilizavam diariamente os famosos pauzinhos para comer “hashis”.
Em Bombay (na Índia), de 7 provas em disputas, surpreenderam o mundo e ganharam 4 ouros (Individual masculino, duplas masculina e feminina, equipes feminina). E Hiroji Satoh foi campeão mundial usando uma raquete coberta com esponja, nunca antes utilizada nas competições, dai o mundo inteiro aderiu a essa novidade, borrachas com esponja.
Nos 113 anos da imigração japonesa, vale ressaltar que além do estilo e material, também inventaram um poderoso golpe, chamado de “topspin”, que os demais países passaram a utilizá-lo, por isso o Japão dominou por muitos anos este esporte de precisão e velocidade.
A melhor geração de mesa-tenistas japoneses, foi no famoso pós-guerra, quando não tinham muita estrutura para treinar, falta de espaço, sem materiais adequados, e uma enorme quantidade de atletas para poucas mesas.
Por não terem um biótipo avantajado, com boa envergadura e potência, eles se aperfeiçoaram nas movimentações e preparo físico, mudando o conceito de que o tênis de mesa não era similar ao “snooker”, ou seja um jogo de bar, mas sim esporte profissional.
Os europeus ficavam impressionados com a seriedade dos japoneses que encaravam como esporte, com alongamentos, corridas, treinamento de sombra “katas” (movimento sem bolas), enquanto eles bebiam, fumavam e se divertiam, assim como num esporte de salão como pebolim, cartas e sinuca.
O sentimento dos atletas era muito diferenciado dos demais no mundo, com foco, determinação, dedicação, estudo das técnicas, e sacrifícios, “GAMAN” que também utilizaram para o reerguimento do pais na área industrial.
Na próxima semana falaremos das evoluções do material, “doping” na raquete e mudança das regras para atrair mais publico e melhorar a plástica do jogo.

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