Presença de público surpreende no primeiro fim de semana de reabertura do Pavilhão Japonês

Cônsul visita o Pavilhão ao lado de Kurita, Rodrigo Goulart e seu pai, Antonio Goulart, e Ágata Takiya (fotos Aldo Shiguti e Jiro Mochizuki)

Reaberto no último final de semana (2 e 3) depois de praticamente um ano e meio fechado por conta da pandemia, o Pavilhão Japonês recebeu um público acima das expectativas, conforme estimativas do presidente da Comissão de Administração do Pavilhão Japonês, Claudio Kurita. Segundo ele, cerca de 1500 pessoas passaram pelo local no sábado e domingo para conferir a exposição “Bonsai – Forma e Tempo”, que ficará em cartaz até o dia 21 de novembro – com 150 peças, é considerada a maior já realizada no Estado de São Paulo.
De acordo com Kurita, não fosse a chuva que caiu sobre a capital paulista na tarde de domingo, a presença de público teria sido maior. Mas, assim mesmo, superou – e com sobras – a visitação de antes da pandemia, quando a média de público que costumava visitar o Pavilhão Japonês era de 100 pessoas por dia.
Quem foi também pôde aproveitar algumas novidades desta nova fase do Pavilhão, como a cafeteria e a lojinha de souvenirs, além das obras de acessibilidade, como o elevador, a calçada e a rampa que dá acesso ao prédio principal.
“Foi show de bola”, definiu Kurita, explicando que a equipe da Comissão anotou “três golaços” que contribuíram para essa primeira conquista. Segundo ele, o primeiro “gol” foi o Pet Friendly, que permitiu aos donos entrarem com seu animal de estimação – o que antes era proibido –; o segundo foi o sistema de múltipla entrada, que dá direito ao visitante entrar e sair do Pavilhão quantas vezes quiser; e, o terceiro, foi a venda do “pacote família” (com desconto nos ingressos).
“Na verdade, foram mudanças que não precisaram de grandes investimentos e que trouxeram resultados positivos”, destacou Kurita, lembrando ainda o projeto da artista Erica Mizutani, que através de uma parceria com a Tintas Coral, pintou um bonito painel no lago das carpas em homenagem à imigração japonesa.

Apropriação – “Ainda temos muito que fazer, mas nos deu uma enorme satisfação ver as pessoas utilizando os mobiliários e se apropriando do espaço como se o Pavilhão também fosse deles”, comemorou Kurita, lembrando que a partir desta quinta-feira, 7, entra em vigor a entrada gratuita as quintas e nos próximos dias será instalado o piso podotátil. E, até o final deste ano, está prevista a estreia das experiências culturais pagas, com atividades como workshops de arte e culinária, sessões de cinema e cerimônia do chá.
“Sabemos que a presença de público teve muito do efeito da divulgação da mídia e que a tendência é que esse número caia um pouco, mas a ideia é termos sempre bons conteúdos e transformar o Pavilhão em um espaço em que a pessoa sinta vontade de voltar mais vezes”, conta ele, destacando que, futuramente, o espaço também deve ganhar um bicicletário. “Para isso, vamos buscar outras parcerias”, destaca Kurita que, como costuma dizer, “ isso ainda não é o final”.

Em casa – “Nossa prioridade até o final do ano será melhorarmos algumas coisas, como nosso sistema contra incêndio e o nosso próprio atendimento”, revelou, afirmando que o público ainda pode esperar “muitas surpresas”.
Na sexta-feira, 1º, um dia antes da reabertura ao público, o Pavilhão Japonês recebeu alguns convidados especiais que puderam conferir as novidades em primeira mão. Estiveram presentes Renato Ishikawa, presidente do Bunkyo (Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social) – entidade que administra o espaço – a cônsul geral em exercício, Komuro Chiho, o vereador Rodrigo Goulart e seu pai, Antonio Goulart, e a arquiteta e curadora da exposição, Ágata Takiya, entre outros.
Pela primeira vez no Pavilhão desde que desembarcou no Brasil, a cônsul Komuro lembrou que está há apenas três meses no Brasil mas já se encontra há quase três anos longe do Japão. “Aqui estou me sentindo em casa”, disse ela, afirmando que ficou encantada com o local e até aproveitou para tirar algumas fotos.
Komuro elogiou, principalmente, a harmonia entre a natureza e o estilo arquitetônico japonês. “É uma combinação que traz um sentimento de paz muito grande”, disse a cônsul, que também ficou encantada com a exposição de bonsai e com o acervo do Pavilhão Japonês.
Já o presidente do Bunkyo parabenizou a equipe da Comissão de Administração do Pavilhão Japonês e agradeceu os patrocinadores.

Logomarca – Autor da emenda que destinou R$ 110 mil para as obras de acessibilidade, o vereador Rodrigo Goulart destacou a importância de preservar o espaço. “O Pavilhão Japonês é, com toda certeza, um dos grandes marcos da comunidade japonesa não só pela sua história mas também por contar a trajetória dos pioneiros japoneses na cidade de São Paulo e mostrar a importância dessa imigração para o desenvolvimento do Estado de São Paulo e para o país. Agora, este símbolo ganha ainda mais destaque não só pela grande reforma que aconteceu e que conferiu um visual muito mais agradável para quem frequenta o parque e mas também pela questão da acessibilidade”, disse o parlamentar, explicando que “agora, cem por cento dos frequentadores do Ibirapuera podem ter acesso a todos os espaços do Pavilhão”.
“Foi uma honra e uma satisfação poder proporcionar essa melhoria não só à comunidade nipo-brasileira como também à população de São Paulo, que agora podem ver todas as as belezas e as mais diversas exposições da nossa cultura e da história japonesa na cidade de São Paulo”, disse Rodrigo Goulart.
Na ocasião, foi apresentada também a nova logomarca do Pavilhão, desenvolvida em parceria com a empresa A10.

Sobre o Pavilhão Japonês –Situado dentro do Parque Ibirapuera, o Pavilhão Japonês foi construído conjuntamente pelo governo japonês e pela comunidade nipo-brasileira, sendo doado à cidade de São Paulo, em 1954, na comemoração do IV Centenário de sua fundação. Com visitas disponíveis de quinta à domingo, o espaço é considerado um dos raros pavilhões fora do Japão a preservar as características originais. O local é uma das referências das autoridades japonesas em visita ao Brasil.

VISITAS AO PAVILHÃO JAPONÊS E EXPOSIÇÃO “BONSAI – FORMA E TEMPO”
LOCAL: PARQUE DO IBIRAPUERA – ACESSO PELO PORTÃO 10 (AV. PEDRO ÁLVARES CABRAL, S/Nº – SÃO PAULO – SP)
FUNCIONAMENTO:
QUINTA-FEIRA, SEXTA-FEIRA, SÁBADO, DOMINGO E FERIADOS
HORÁRIO: DAS 10H ÀS 17H.
INFORMAÇÕES:
(11) 3208-1755 OU
PAVILHAO@BUNKYO.ORG.BR
CONTRIBUIÇÃO – ADULTO:
R$ 15
ESTUDANTE COM CARTEIRINHA:
R$ 7
IDOSOS A PARTIR DE 60 ANOS:
R$ 7 (LEI 10.741/2003 – ESTATUTO DO IDOSO)
CRIANÇAS DE 5 A 12 ANOS:
R$ 7
CRIANÇAS ATÉ 4 ANOS:
ISENTO
ENTRADA FRANCA TODAS AS QUINTAS-FEIRAS
– DOADORES DA “CAMPANHA AMIGO” PODERÃO UTILIZAR SEUS INGRESSOS

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