Prefeitura renova com Kenren Termo de Cooperação para conservação do Ireihi

No local é celebrado todos os anos culto religioso em memória às almas dos antepassados pioneiros (arquivo)

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, formalizou na quarta-feira, dia 6, a renovação do Termo de Cooperação “Adote Uma Obra Artística” com a Federação das Associações de Províncias Japonesas no Brasil (Kenren), que garante à entidade o direito de continuar cuidando e preservando o Monumento em Homenagem aos Pioneiros da Imigração Japonesa Falecidos (Ireihi) localizado dentro do Parque do Ibirapuera.
O primeiro termo foi concedido em julho de 2018 nas comemorações dos 110 anos da imigração japonesa ao Brasil. Até a data, o Kenren corria o risco de perder a responsabilidade pelo monumento, em função da privatização do Ibirapuera. O Ireihi só foi retirado do processo licitatório por interferência do vereador Aurélio Nomura junto a Prefeitura e após vários despachos, primeiro com o então prefeito João Dória e depois com Bruno Covas. Outro símbolo mantido fora da privatização graças às conversas de Nomura com o Executivo foi o Pavilhão Japonês, sob os cuidados da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa (Bunkyo).

Insistência – Ambos os termos foram entregues oficialmente pelo prefeito Bruno Covas em cerimônia realizada em outubro de 2018, no Bunkyo. Na oportunidade, Covas comentou sobre a insistência de Nomura para obter os documentos. “Em todos os momentos em que me encontrava com ele, Nomura nunca se esquecia de me cobrar”, revelou o prefeito.
“Este novo Termo de Cooperação é uma prova de que a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, reconhece o trabalho de zeladoria, o esforço para manutenção e preservação desse marco da história dos japoneses no Brasil que vêm sendo feitos com muito carinho pelo Kenren há 46 anos”, afirma o vereador Aurélio Nomura.

Relevância – Entre as considerações da Secretaria da Cultura para a formalização do Termo de Cooperação destacam-se “a necessidade de planejamento, conservação e recuperação de patrimônios públicos; a limitação orçamentária enfrentada pela atual administração da PMSP, bem como o atendimento ao pedido de conservação feito pela Federação das Associações Japonesas do Brasil.
O Departamento do Patrimônio Histórico da Secretaria de Cultura (DPH-SMC), por sua vez, foi favorável ao termo dada a relevância do monumento e à necessidade para o Município.

Em 2018, Nomura foi agraciado pelo Bunkyo e Kenren com um Diploma de Gratidão por sua atuação junto à Prefeitura no caso do Ireihi (Arquivo)

Aprendizado – Presidente do Kenren, Toshio Ichikawa disse ao Jornal Nippak que a “seleção do tutor ocorrerá a cada três anos através de um processo aberto no Diário Oficial da Prefeitura, ocasião em que os eventuais interessados em sua administração manifestam e apresentam a sua proposta”.
Por isso, conta, “a atuação do vereador Aurélio Nomura e de sua equipe foi fundamental por ser um processo novo após a privatização do Parque do Ibirapuera e com a nova concessionária Urbia Parques”. “Estamos gratos pela intermediação nesse processo, foi um aprendizado para todos”, comentou Ichikawa, lembrando que a Kenren, através de uma empresa especializada, faz a limpeza e conservação semanal do Ireihi, “mantendo o local para a visitação dos frequentadores do parque”.

Significado – Construído em 1975, o Memorial em Homenagem aos Imigrantes Pioneiros Falecidos está situado dentro do Parque Ibirapuera, na zona Sul de São Paulo, ao lado do Pavilhão Japonês. Trata-se de uma lápide de granito preto polido em formato retangular pesando cerca de 5 toneladas onde se encontra escrito: “Monumento aos Pioneiros da Imigração Japonesa Falecidos”. A caligrafia em japonês é de autoria do ex-primeiro-ministro do Japão Kakuei Tanaka, que ocupou o cargo entre1972 a 1974.
A preservação e a conservação do monumento, local por onde passam todas as autoridades japonesas em visita ao Brasil para render homenagens aos imigrantes já falecidos, é de grande importância pois simboliza a trajetória de um povo e é um bem do município”, completa Nomura.

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