Pesque e solte: alguns equipamentos facilitam este procedimento

Indicamos a seguir, alguns itens que auxiliam o pescador para liberar o peixe com segurança.

Por: Mauro Yoshiaki Novalo

Em matéria no mês passado, anotamos informações coletadas sobre uso do bogagrip e manuseio de peixes, mostrando inclusive radiografias e aspectos relativos ao tema.
Encontramos variedade e fartura quando se fala em acessórios, artigos etc. para compor a sua tralha de pesca. O desejo é de ter o máximo possível, mas alguns são decisivos para a prática da pesca esportiva – o pesque e solte. Dentre eles, o que não pode faltar são os alicates e tesouras, isto mesmo, no plural, pois estes artigos podem atender a diversas situações.

– Tipo boga grip

Se utilizados de forma correta, posicionam e imobilizam o peixe para retirada do anzol, evitando o contato maior com o corpo do mesmo, impedindo a retirada de camada de proteção superficial deste.

– Alicate de bico

Para retirar o anzol com segurança da boca do peixe, mantendo os dedos longe de qualquer dentição ou espinho.

– Alicate de corte
Como diz o nome, para corte de linhas, arames e etc. Para os adeptos de iscas artificiais, recomenda-se ter um especial para cortes de arames de diâmetros maiores, ex.: garatéias. Acidentes durante a pescaria sempre podem ocorrer, e nesta situação, um de boa qualidade resolve a questão rapidamente.

– Para abrir split rings (saca argolas)

São modelos produzidos com um dos bicos com formato apropriado para facilitar a troca destes artefatos, facilitando a troca de garatéias das iscas artificiais.

– Pinça de aço (forceps)
Instrumento cirúrgico amplamente utilizado nos ambulatórios e hospitais, possibilita agilidade para retirar o anzol, quando o mesmo finca em lugar onde o alicate de bico não alcança.

– Boca de jacaré ou similar
Confeccionados em plástico duro, indicados para peixes com boca frágil

ÁGUA SALGADA
Para pescarias neste ambiente, é utilizar os confeccionados em material que não sofrem a ação da corrosão (aço, alumínio etc.).

LEMBRETES

Tempo fora da água
Quanto menor o tempo de permanência fora da água, maior será a garantia de sua sobrevivência. Não há regra básica, pois depende de vários fatores, como tempo de briga e estado de cada peixe. Pode-se se dizer que espécies de escama possuem bem menos resistência que as espécies de couro. E os que vivem em águas mais rápidas e oxigenadas, normalmente possuem menor resistência fora da água que os de águas mais lentas.

Queda do peixe
Esse é um dos fatores mais prejudiciais à saúde do peixe. Cair das mãos, batendo no barco ou em pedras é bastante comprometedor, não sendo raro o peixe morrer com o baque. A queda pode provocar lesões nos órgãos internos, que posteriormente podem ocasionar a morte do animal.

Soltura

Água doce
É colocar o peixe na água, apoiar com as mãos por baixo do corpo (pelo ventre) para se recuperar lentamente, e só liberar quando estiver em condições e ele sair por conta própria.
Liberar o peixe na mesma região de sua captura, e estando em águas rápidas – se possível – posicionar em um remanso para não obrigá-lo a nadar na correnteza, quando ainda estiver cansado.

Água salgada
Pode parecer estranho, mas a recomendação é lançar e impulsionar o peixe de cabeça em direção a água, para num único movimento, no salto, entrar no mar e ter a oxigenação necessária para se recuperar.

Posição
Fora da água, procurar mantê-lo sempre na horizontal, pois há espécies que podem ter seus órgãos internos comprimidos quando segurados por muito tempo pela boca ou pela cauda.

Oxigenação
Os peixes consomem muita energia e oxigênio durante a briga, e um pouco mais quando são retirados da água para fotos. Assim, quando recolocados na água, geralmente estão fracos e com pouco oxigênio. Procure não soltar antes que esteja totalmente recuperado. Dessa forma, as chances de sobrevivência aumentam muito.

Dicas
⦁ Utilizar tralha de pesca compatível com a espécie e o tamanho de peixe que se pretende capturar
⦁ Pescar com anzol sem farpa, para facilitar a soltura do peixe
⦁ Utilizar o alicate de contenção facilita a retirada do anzol da boca do peixe, o que reduz o tempo de sua devolução para a água, diminuindo o estresse e evitando acidentes
⦁ De preferência, retirar o anzol da boca do peixe mantendo-o na água
⦁ Molhar as mãos quando for segurar o peixe. Mãos secas, panos (mesmo molhados) e papel retiram o muco, que é a primeira barreira contra doenças
⦁ Não tocar nas brânquias (guelras) dos peixes, esse órgão faz parte do sistema respiratório, e devido a sua fragilidade, pode ter filamentos das lamelas que compõem os arcos branquiais rompidos, favorecendo a manifestação de agentes patogênicos
⦁ No caso do peixe engolir o anzol, não tente retirar puxando pela linha ou enfiando o dedo, se não tiver fórceps ou outro acessório específico para usar, corte a linha próximo da boca (com comprimento suficiente para não funcionar como uma agulha) e solte-o
⦁ O peixe somente deve ser liberado depois de completamente recuperado. Caso esteja sem reflexo ou com o equilíbrio abalado, poderá tornar-se alvo fácil de predadores, ou se deixar levar pela correnteza, chocando-se contra pedras, galhos ou outros obstáculos.

Em torneios de pesca, quando os peixes são acondicionados por um curto período de tempo para pesagem e posterior soltura, não utilizar produtos químicos como profilaxia, a não ser que seja prescrito por um profissional competente. E mantenha o local de guarda, sempre aerado.
Cuidado ao manusear peixes com dentição e de grande porte, pois podem causar acidentes sérios. Não utilizar o alicate tipo boga para os peixes grandes ou sem dentição, prefira o passaguá, será muito mais seguro para o pescador e para devolvê-los com segurança para água.
Quando possível, ótimas pescarias!!!


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