Pesca desembarcada #2 – Pesque pagues!

Estes empreendimentos caíram no gosto dos pescadores.

Por: Mauro Yoshiaki Novalo

Os pesque-pagues, indiscutivelmente tornaram-se uma das melhores opções de lazer para os pescadores, principalmente para os moradores das grandes capitais. Um dos motivos é a segurança, pois além do estacionamento, alguns tem material de pesca para alugar, o que possibilita ir de mãos vazias. Cada vez melhor estruturados, normalmente tem playground, outros se dão ao luxo de terem piscinas, chalés, e para completar restaurante até com fogão de lenha, sinônimo de comida boa. Enfim, toda a mordomia para você só pensar exclusivamente na pescaria e passar momentos agradáveis com a família. É comum ver pessoas que lá vão só para conferir o prato do dia. E depois de algumas voltas no local, resolvem tentar a sorte nas pescarias.
Dependendo do dia, por presenciarem capturas em grande quantidade, inclusive com espécimes de bom tamanho, imaginam que é fácil. Que é só jogar o anzol iscado e tá tudo certo. As vezes isto até acontece! Mas dependendo da época do ano, condições do tempo, a situação pode ser totalmente adversa, sem nenhum sinal de peixes dispostos a atacar as iscas.
Pela grande diversidade e o bom porte dos espécimes, estes estabelecimentos costumam ter alta frequência, principalmente nos feriados e finais de semana. Pela proximidade dos grandes centros urbanos, a moçada que ia para represas, rios e lagos, encontraram nestes, a facilidade para capturar espécimes encontradas somente em pescarias possíveis a muitos km de distãncia, transformando-os em verdadeiros pontos de encontros, e também de treinos, e para não dizer, são opções bem viáveis se comparadas com as onde é preciso se programar e estruturar para longas viagens. Aquela primeira pescaria que antes era na beira de lagos e rios, hoje facilmente se vê sendo realizada cada vez mais nestes ambientes.
Nas cidades do interior onde ainda é possível praticar com segurança as tradicionais pescarias em lagos e represas, para poder competir com esta situação, se tem a modalidade pegue e pague, onde o frequentador paga uma taxa única e tem o direito de levar tudo que capturar.
Ao redor das capitais, a opção é a pesca esportiva, quando o pescador paga uma taxa X, e pode pescar por quanto tempo quiser (respeitando os horários de abertura e fechamento), sendo obrigatório a devolução dos peixes com segurança á agua. Óbvio que nestes casos, além da taxa ser de valor significativo, os peixes tem variedade e tamanhos maiores para serem o atrativo para principal. Tem a disposição no principal ou em lagos menores, a alternativa de pescar e satisfazer a vontade de levar e saborear peixe fresco em casa, exemplares de menor porte (especificados em regulamentos locais), como por exemplo as tilápias, oferecendo serviço de limpeza, para se ter a comodidade de levar até em filés. Aí sim!!!
São reflexos da mídia de pesca, que atua fortemente mostrando o catch and release (pesque e solte), e esta prática introduzida nos pesque pagues, teve forte aceitação. Isto se traduziu também nos materiais de pesca e acessórios como anzóis sem farpas e equipamentos melhores balanceados para justificar a prática. Além disso, necessariamente forçou os pescadores a estudarem um pouco mais sobre estas estruturas na natureza e prestarem mais atenção em: características e morfologia de peixes, adequar as iscas existentes e etc.
Falando sobre iscas – outro alinhamento oriundo da televisão – pois no seu início os frequentadores praticamente só utilizavam de minhocas, miúdos de frango, pedaços de carne e frios, bichinhos de pão ou laranja e massa. Pouco a pouco, com divulgadores especializados demonstrando variedade de opções: tipo frutas, pão, sementes e principalmente iscas artificiais, foram incorporando e remodelando para usar nestes lagos. Acompanhando atentamente e de olho neste nicho de mercado, pequenos e grandes fabricantes também passaram a investir, produzindo equipamentos, acessórios e iscas voltados para este segmento, e a própria mídia a ter seus especialistas no tema.
Pode-se dizer que tornaram uma extensão da casa do pescador, onde ele pode desfrutar e praticar o seu hobby com segurança e comodidade, pois ficar a beira do lago brigando com variadas espécies e num levantar de dedo, ter a mão a sua bebida preferida, com o direito de posteriormente saborear uma deliciosa e generosa refeição, convenhamos que seja prazeroso.
O material varia de ultra leve a médio, claro que a adrenalina maior vai recair em quem utilizar equipamentos mais sensíveis. Por este motivo, caiu no gosto dos Flyzeiros, que povoam estes locais com suas longas varas de linhas coloridas cortando o ar (sobre esta modalidade específica trataremos numa próxima edição para melhor detalhar suas nuances).
Pode facilmente pescar e se divertir muito com as varas lisas ou telescópicas, onde o sangue frio, paciência e habilidade do pescador vão fazer a diferença entre tirar ou não a fotografia com o peixe no final da luta. Ter um exemplar de respeito na ponta da linha nesta situação, e conseguir finalizar o embate com sucesso, é o significado de ser aprendiz ou um experiente da haliêutica. A única certeza é que os dois estarão felizes e realizados no final.

Carretilha ou molinete vai depender de gosto pessoal, e dependendo da isca e o porte dos peixes pretendidos, para se conseguir longos arremessos, vai precisar de varas mais longas e robustas para aguentar o tranco e a briga com os redondos de respeito de alguns pesque-pagues.
A isca pode variar desde as tradicionais massas, passando por queijo, salsicha, pão de queijo, doce de goiaba, ovo cozido, minhocuçus e etc. Sem esquecer das artificiais: plugs; softs; jigs; imitações de camarão, pequenos insetos e as de ração flutuante; anteninhas subdivididas em outras categorias denominadas conforme a sua montagem (cachos de uvas, aranhas) e outros diversos formatos que surgem como novidade a cada novo dia.
Locais não faltam, você pode escolher a sua modalidade preferida, e degustar uma refeição caseira ou mais requintada de acordo com seu gosto ou bolso.

Lembrar de sempre falar com o responsável, conhecer as regras locais e conseguir indicações de como aproveitar melhor o seu dia, com dicas para capturar o seu desejado troféu,
Quando possível, ótimas pescarias!!!


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