PARQUE DAS NAÇÕES: Hatiro Shimomoto afirma que projeto se enquadra ‘nos princípios que norteiam os ODS’

Hatiro Shimomoto, autor do projeto Parque das Nações (Aldo Shiguti)

Idealizador do projeto Parque das Nações – maior centro poliesportivo cultural, de lazer, turismo e gastronômico do país – o coordenador da Comissão Organizadora do Parque das Nações, o “sempre deputado” Hatiro Shimomoto espera contar com recursos do Japão através dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) – conjunto de metas propostas pela Organização das Nações Unidas (ONU) dentro da Agenda 2030.
O projeto será apresentada ao cônsul geral do Japão em São Paulo, Ryosuke Kuwana. A reunião, ainda sem data definida, deve contar com a presença de membros da comissão, entre eles Toshio Ichikawa e Akira Kawai, respectivamente presidente e vice do Kenren (Federação das Associações de Províncias do Japão no Brasil); o presidente do Bunkyo (Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social), Renato Ishikawa); o chefe de Gabinete da Casa Civil do Governo do Estado de São Paulo, Carlos Takahashi e o arquiteto Jiro Kimura.

Orientações – O objetivo da visita, segundo Shimomoto, será “ouvir e receber orientações” do cônsul para que o projeto seja encaminhado ao governo japonês. Uma vez superada esta etapa, o ex-deputado acredita no sucesso da empreitada. Para ele, o Parque das Nações está “perfeitamente enquadrado nos princípios que norteiam os ODS”. Orçado em pouco mais de US$ 485 milhões – conforme levantamento prévio –, a ideia é buscar recursos do governo japonês e também por meio de Parceria Público Privada (PPP).
“Em reunião realizada em junho de 2017, o Japão inovou e promoveu organizações privadas e ONGs sem fins lucrativos e decidiu lançar o ‘Premio ODS do Japão’, diz o documento entregue ao cônsul. De acordo com o material – que o Jornal Nippak teve acesso – “o Japão pretende se tornar um modelo para o mundo na implementação de medidas para atingir os ODS e fará esforços tanto no Japão quanto em cooperação com outros países para alcançar sociedades sustentáveis em todo o mundo, onde ninguém é deixado para trás”.

Gastronomia internacional – O terreno já existe. Com uma área de 66,25 alqueires, está localizado na Rodovia Ayrton Senna – na entrada do Aeroporto de Guarulhos, em Cumbica. O projeto prevê contemplar as principais entidades nipo-brasileiras – entre elas o Bunkyo e o Kenren (com todos os seus 47 kenjinkais – além de entidades esportivas e seis Consulados (Japão, Itália, Espanha, Portugal, China e Coreia do Sul).
Entre outras construções, haverá espaços para dois museus da imigração japonesa – sendo um mais moderno – auditórios, um centro gastronômico internacional (com restaurantes dos países representados pelos seus Consulados) e até a réplica de um castelo japonês.

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