PARANÁ: Ministro Carlos França e Nishimori discutem aumento de exportação de carne suína do PR para o Japão

Com o ministro Carlos França, o deputado Luiz Nishimori falou sobre as relações bilateriais (Facebook/Luiz Nishimori)

Em conversa informal com o ministro das Relações Exteriores Carlos França, no último dia 28, no Itamaraty, o deputado federal Luiz Nishimori (PL-PR) tratou sobre o aumento das exportações da carne suína produzida por cooperativas e empresas do Estado do Paraná para o Japão. Japão e Coreia do Sul estão entre os mercados que o Brasil deverá focar para ampliar suas vendas de carnes, após o país obter o status sanitário de área livre de febre aftosa sem vacinação para mais Estados. O governo brasileiro já possui negociação com esses países.
Nishimori também espera conquistar novos mercados e atrair mais investimentos para o setor no próximo ano, quando está programada a Foodex Japan 2022, que acontece entre 8 e 11 de março, no Makuhari Messe International Convention Complex, em Chiba (província vizinha a Tóquio).
Considerada a maior feira de alimentos e bebidas do Japão, a Foodex costuma reunir cerca de 85 mil compradores que comercializam dentro do país e é a única feira no Japão que conta com uma participação organizada pelo governo brasileiro.
Até lá, Nishimori acredita que as restrições para entrar no país nipônico estejam menos rigorosas. “Por enquanto ainda está muito complicado”, disse Nishimori ao Jornal Nippak.
Na audiência com o chanceler, o parlamentar também falou sobre a implementação de uma política pública para um Plano Nacional de Industrialização, “a começar pelos insumos agrícolas que não estão sendo produzidos atualmente no Brasil”.

Parque Industrial – O parlamentar explicou que, no mesmo dia, apresentou uma indicação ao Ministério da Agricultura e ao Ministério da Economia sugerindo a adoção de medidas efetivas para a criação de um Parque Industrial destinado à produção de fertilizantes, defensivos agrícolas e produtos veterinários.
“Se pretendemos manter e ampliar nossa presença no mercado internacional de produtos agropecuários, precisamos de investimentos públicos que apoiem o trabalho competente que temos realizado no setor”, disse Nishimori, afirmando que também pretende defender “a bandeira da industrialização”.
Segundo ele, o exemplo vem de países como o Japão e a Coreia do Sul, “que não tiveram vergonha de copiar e hoje são exemplos para o mundo”. “No pós-guerra, o Japão copiava os relógios suíços e carros dos Estados Unidos, enquanto a Coreia do Sul copiou os aparelhos de tevê do Japão “, diz, afirmando que “tem que ter coragem para copiar”.
A ideia, explica, é trazer “material humano de fora”. “Em dez anos o país mudará e em 15 vira uma potência”, assegura o parlamentar, revelando também que indicou o nome do presidente da Jica (Japan International Cooperation Agency), Shinichi Kitaoka, para ser homenageado pelo governo brasileiro.
Kitaoka esteve no Brasil em 2019 quando ministrou, no Salão Nobre da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), a palestra especial da Cátedra Fujita-Ninomiya: “A modernização do Japão e as relações nipo-brasileiras”, realizada em comemoração à criação da Cátedra Fujita-Ninomiya (Programa de Estudo do Desenvolvimento Japonês) – programa realizado em parceria entre a Jica e a USP a partir daquele ano e que contou com a participação de mais de 500 pessoas.

O parlamentar em visita ao Hospital Universitário de Maringá (Facebook/Luiz Nishimori)

Saúde – Em setembro, Luiz Nishimori esteve no Hospital Universitário de Maringá para entregar três incubadoras neonatais, fruto de emenda parlamentar no valor de R$ 100 mil reais. Na ocasião, o parlamentar se reuniu com a superintendente da instituição, Elisabete Kobayashi, que destacou a importância dos novos equipamentos “O HUM recebeu três incubadoras, por meio da emenda do deputado Luiz Nishimori, que vieram em boa hora para a nossa UTI neonatal. Os equipamentos substituirão os antigos, que já estavam defasados e sem peças para substituição. Estes recursos têm sido muito importantes para que o nosso hospital tenha segurança e qualidade no atendimento aos pacientes” concluiu.
O Hospital Universitário Regional de Maringá atende pacientes somente pelo Sistema Único de Saúde – SUS e é referência no estado. A maternidade, que iniciou as atividades em 1994, tem capacidade para internação com 15 leitos de alojamento conjunto e realiza cerca de 90 partos por mês. As incubadoras já estão em uso.

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