Para quem vai nos pesque-pagues pescar com isca natural

Dicas sobre uma das preferidas pelos pescadores: a massa.

Por Mauro Yoshiaki Novalo
Para uma isca ter os resultados esperados, podemos identificar os seguintes itens (não necessariamente nesta ordem):
1)formato
2)movimento
3)odor
Seguindo estas indicações provavelmente sua isca terá o efeito desejado, e obvio que dependendo do material e tipo, algum item poderá não estar presente ou ter sua ação diminuída, o que implica dizer que isto tem de ser compensado para os outros critérios restantes.
Outra questão de suma importância é a definição do peixe pretendido, pois aí você terá um leque menor de iscas e assim facilitará para melhores resultados.
PEIXE ALVO
Quando os peixes estão ativos, exemplo deste verão com altas temperaturas – observamos muita movimentação e rebojos na superfície dos lagos – o posicionamento da isca é contribuição fundamental para se ter ataques. Nestas condições, a chance de escolher determinada espécie diminuem, mas em contrapartida tem aumento considerável no número de batidas, com variedade de espécimes.
Como temos sortimento quando se fala em isca natural, a pauta de hoje é a MASSA. Falaremos sobre outras iscas em edições futuras.

Dos 3 itens assinalados no início para servir de atração, podemos considerar que neste caso o fundamental é investir no odor. Então quando for adquirir ou fazer a sua própria, conferir os ingredientes necessários para realçar o máximo este elemento.
A consistência é o segredo para funcionar como atrativo durante um tempo maior, assim deve estar grudenta o suficiente para aderir bem ao anzol, sendo que para determinadas espécies deve também ter a propriedade de se desprender aos poucos, para atrair mais a atenção.
Na hora de colocar no anzol, moldar a massa no anzol com cuidado, sem apertar muito. Pode também formatar como uma coxinha, e enfiar a ponta do anzol, de baixo para cima na parte mais larga da isca.
Caso esteja utilizando varinha de mão, depois de iscado, apenas levante a ponta da vara e com um movimento giratório posicione a isca no local desejado, deixando afundar nágua.
Vai encontrar nas lojas diferentes tipos de massas e em várias apresentações, sejam aquelas que só faltam acrescentar água ou então prontas para utilizar. Para as no formato de pastilhas você vai precisar de acessórios extras para iscar de forma prática e rápida. Claro que pode improvisar montando os chicotes adequados a tralha que estiver utilizando.

ANZÓIS

Prefira os com uma pequena mola, que servirá de estrutura, para modelar a massa. Ajuda muito na hora do arremesso, pois minimizam a chance da massa se soltar. Se não tiver, usar 2 anzois e posicionar um de costas para o outro.
Atualmente tem chuveirinhos para todos os tipos de peixes além das para as carpas, e mesmo se utilizar os específicos para estas, não se espante com batidas de matrinxãs e piaus.

POSICIONAMENTO DA ISCA
Fator que pode significar um intervalo maior ou menor de ações e fisgadas certeiras. Pois os peixes conforme as espécies, procuram ficar em profundidades diferentes, em temperatura que propicie melhor conforto térmico.
Escolhido o peixe alvo, tem-se os pontos prováveis onde posicionar a isca com chances maiores de sucesso. Ex.: peixes de couro durante o dia, costumam ficar mais para o meio dos lagos e no fundo, subindo a superfície quando se sentem seguros, e a noite, na beirada e locais rasos, quando efetivamente saem a caça. Já os grandes redondos são facilmente vistos rebojando e fazendo algazarra na superfície dos grandes lagos mas nada impede de serem capturados no fundo.
Como muitos destes lagos são artificiais, não tendo nelas estruturas para servir de abrigos, resta ao peixe ficar circulando, diferentemente do seu comportamento na natureza.
Assim, o ideal para maioria dos peixes é posicionar a isca próximos a superfície ou no fundo. Procuradas na meia profundidade, as carpas, principalmente as cabeçudas – preferidas pelo seu grande porte – é tentar localizá-las, começando pela superfície e ir descendo. As capins costumam disputar alimentação próximos a superfície, e as espelhos, no fundo. Preferência também das grandes pirararas e outros exemplares de couro.
Quando não se conhece o local, a entrada e saída de água, são bons pontos para dirigir seus lançamentos. O primeiro pela boa oxigenação da água, e o segundo por ser o local onde invariavelmente vai parar grande parte da ração lançada e de quebra, concentrar os peixes.

EQUIPAMENTO
Para os grandes bitelos é ir de tralha media, 150 m de linha com bitola equilibrada com restante do equipamento, e líder de pelo menos 0,40 a 0,60 mm de diâmetro. Suporte para varas fortes, cadeiras ou banquetas propiciam o conforto ideal para as longas brigas que vai travar.
Quando possível, ótimas pescarias!!!


Apoio

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