O poder da mídia no esporte

Clube Itaim Keiko, no bairro da Saúde (zona Sul de São Paulo): referência do tênis de mesa no país (divulgação)

Nos Jogos Olímpicos, a exposição dos atletas na tevê, a competição, as partidas, as medalhas, as vitóias, derrotas, choros, resiliência, sacrifícios e com muita emoção/alegria nas imagens transmitidas, faz com que haja um “boom” na procura dos clubes para praticar o esporte.
Esse é o tipo de apoio que os esportes amadores necessitam e não como acontece atualmente, onde apenas o futebol, a luta e o voleibol aqui no Brasil, tem espaço na mídia.
Muitos ainda não entenderam que através do esporte saudável, teríamos muito menos casos de obesidade, estresse, depressão, e diminuiria o confinamento das pessoas para games, redes sociais e aplicativos através de contatos virtuais. Que tal trocar os remédios por raquetes e bolinhas??? Chega de sedentarismo, vamos suar, caminhar, treinar, planejar e aprender as técnicas e os segredos de cada modalidade.
Num clube, com treinamento em grupo, você aprende a conviver com as pessoas, respeitar as regras, cumprir horários pré-estabelecidos, e aprende que as vagas para participar de uma Olimpíada, não se compra, e precisa sim por parte do atleta, muita dedicação, determinação, entrega e foco.
No caso do tênis de mesa em especifico, muitos praticam sem orientação e jogam por muitos anos, treinam, treinam … mas não evoluem, já que não executam os golpes corretamente e com qualidade.
Por isso é importante fazer aula e treinar para corrigir a mecânica dos movimentos, alavanca, harmonia das articulações, posicionamento, ou seja os truques e as técnicas para não errar.
Um exemplo claro, e o atleta de final de semana, “kaikans”, que sem a ajuda de um profissional, fica com as dicas dos amigos e não melhoram e consequentemente, não ganham.
Durante as Olimpíadas o aumento de alunos no clube Itaim Keiko JJ Yamada, referência do tênis de mesa no pais, foi de 30%, por isso tivemos que acrescentar os horários e dividir as turmas para respeitar os protocolos da Covid-19 (veja na foto as duas turmas unidas no momento da transição, turma 1 e 2).
Será que vamos ter que esperar as próximas olimpíadas para ter novamente o apoio na TV?

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