O Gabinete do Japão aprovou a lei para ratificar o acordo comercial da RCEP, que inclui a China

24/02/2021 – 13:17:59 JST – TÓQUIO – O Gabinete do Japão aprovou na quarta-feira um projeto de lei para ratificar o maior acordo de livre comércio do mundo assinado no ano passado por 15 países da Ásia-Pacífico, incluindo a China.

A Parceria Econômica Global Regional, que cobre um terço do comércio e da população mundial, se tornará a “fundação do comércio na Ásia”, disse o ministro do comércio japonês, Hiroshi Kajiyama, em uma coletiva de imprensa.

“Para estabelecer uma ordem econômica desejável na região através da implementação constante deste acordo, espero que ele seja aprovado pelo parlamento em uma data antecipada”, disse Kajiyama, referindo-se à sessão de Dieta em andamento no Japão até junho.

O acordo comercial, assinado em novembro passado, eliminará as tarifas sobre 91% das mercadorias e estabelecerá regras comuns sobre investimento, propriedade intelectual e comércio eletrônico. Espera-se que ele revigore as cadeias de abastecimento na região e o torne mais eficaz para as empresas”.

Será o primeiro acordo comercial do Japão tanto com a China, seu maior parceiro comercial, quanto com a Coréia do Sul, seu terceiro maior, num momento em que as negociações para seu pacto trilateral ainda não foram concluídas.

Além do Japão, China e Coréia do Sul, a RCEP é composta pela Austrália, Nova Zelândia e os 10 membros da Associação das Nações do Sudeste Asiático. A ASEAN agrupa Brunei, Camboja, Indonésia, Laos, Malásia, Mianmar, Filipinas, Cingapura, Tailândia e Vietnã.

O acordo entrará em vigor após a ratificação por seis membros da ASEAN e três dos outros países.

Um acordo especial foi feito para facilitar o retorno da Índia, depois que Nova Delhi, apesar de ser um dos membros fundadores, saltou todas as negociações desde novembro de 2019, em meio à preocupação de que seu déficit comercial com a China crescesse.

A Índia está isenta de uma regra que impede a entrada de novos participantes na estrutura por 18 meses após a entrada em vigor do pacto.

==Kyodo

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