O caminho das pedras até alcançar uma Olimpíada

Acredito que todos já vivenciaram esta cena, quando admiravam um amigo(a) na escola, ou da infância, num clube, ou seja um atleta diferenciado que se destacava numa ou mais modalidades esportivas. Com certeza vinha em nossa mente, que este seria um possível atleta olímpico.
Mas nem sempre o talento e pré-requisito para chegar lá.
Temos vários exemplos de talentos que não vingaram, já que são inúmeros pontos e etapas a serem vencidas para se tornar um atleta olímpico.
Começar a aprender numa boa escola e com uma idade entre 5 e 8 anos.
Apoio total dos pais e disponibilidade para leva-los e acompanhar toda evolução.
Ter bons professores e diferentes estilos de parceiros para treinar (canhoto, atacante).
Ter um bom planejamento de carreira e participar das competições importantes.
Fazer estágios em países onde são especialistas na modalidade.
Participar em eventos internacionais como treinos (Training Camp) e competições.
Não atropelar as etapas da idade, categoria, evolução e formação do corpo.
Pai-trocínio $$$ no inicio da carreira e patrocínio de excelentes marcas de materiais, para ter bom desempenho e performance.
Equipe multidisciplinar atuante (psicólogo, preparador físico, fisioterapeuta, coach, nutricionista, médicos etc.).
Ser Campeão estadual, nacional, continental e de Abertos Internacionais (Opens).
Jogar numa liga profissional em algum pais, Europeu ou Asiático, já que no Brasil não temos nível técnico e nem organizacional para a evolução.
Manter corpo saudável e adequado para a modalidade, biótipo especial de atleta.
Ser disciplinado 100%, não somente no treino e competições. Em casa !!!
Apenas jogar bem, não basta… tem que estar bem, politicamente no time Brasil.
Estudar e falar vários idiomas para aproveitar ao máximo os treinamentos e também para intercambio visando novos clubes e competições.
Não basta ter talento, tem que treinar muito e estar preparado para as oportunidades.
Através dos números e registros, podemos verificar que a maioria que chegaram lá, foram mais esforçados do que talentosos.
No caso do tênis de mesa, que e minha especialidade, acredito que não difere muito de outras modalidades considerada amadoras, com pouca visibilidade e apoio, como: tiro com arco, esgrima, judô, badminton, etc.
Se algum dos 15 itens acima falhar, há uma grande possibilidade de não se tornar um atleta de alto rendimento Olímpico. O caminho e árduo e precisa de muita gente apoiando para tal.
Pelo que puderam perceber, “Olimpíadas? para poucos”.

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