Nipo de Campinas busca alternativas para sobreviver à crise com criatividade e união

Américo Okubo, Akira Komiyama, Aquico Miyamura e jovens do Juniakai de Campinas (Célia Kataoka)

Com o cancelamento de inúmeros eventos sócio-culturais e esportivos, além das atividades educativas presenciais, o Instituto Cultural Nipo-Brasileiro de Campinas vive momentos preocupantes devido à pandemia da Covid-19. A comunidade campineira, em especial os da comunidade japonesa da região, também sentem falta do Festival do Japão, Feira Oriental, Haru Matsuri, Carnaval, Festa Junina, Feijoada, Cursos de Karaokê, Bonenkai, entre outras atividades.
Atualmente alguns eventos acontecem, de forma reduzida, pois algumas pessoas têm medo de sair de casa e ficam em total isolamento. A Feira Oriental, por exemplo, do dia 11 de abril, aconteceu graças a ajuda de diretores, voluntários, jovens e pais dos jovens, pela primeira vez no sistema “ drive thru” seguindo todos os protocolos exigidos pela vigilância sanitária como uso obrigatório de máscaras, medição de temperatura e álcool em gel em vários locais.
“O Nipo atualmente sobrevive graças as reservas financeiras acumuladas, e às campanhas de arrecadação realizadas com apoio de associados, diretores, amigos e voluntários. Precisamos nos unir e ser criativos sempre, pois um dia os recursos podem acabar”, lamenta Tadayoshi Hanada, presidente do Nipo Campinas. Ele sempre se pautou numa administração forte e criativa para manter o Instituto.
Segundo Tadayoshi, as despesas são altas como salários dos funcionários, encargos, impostos, manutenção, contas de luz e água, entre outros. A anuidade dos associados cobrem apenas dois meses, e os outros meses são de recursos advindos dos eventos e campanhas de arrecadação financeira.
“Como administrador sempre me preocupei com o financeiro do Nipo e hoje conto com o apoio da diretoria, dos jovens, dos pais dos jovens, dos amigos para a realização de alguns eventos”, disse Hanada. Os eventos culturais e gastronômicos realizados como “Feira Oriental”, “Karê Nigth”, “Feijoada”, “Pizzada”, “Strogonoff” e “Noite do Lamen” foi bem aceito pela comunidade e ajudaram na arrecadação para o Nipo Campinas. O objetivo dessas atividades também foi o de ser um estratégico “workshop” para os participantes no aprendizado e na preparação dos pratos. “Muitos jovens nunca entraram na cozinha do Nipo e já estão se familiarizando com o preparo dos pratos gastronômicos podendo ajudar melhor nos grandes eventos” disse Hanada, prevendo uma mudança de voluntários na cozinha. “Precisamos nos preparar para o pós pandemia, com novos voluntários já prontos para colaborar”, completa.
Sob o comando do casal Fumino e Hiromiti Yassunaga na cozinha e com os jovens na liderança de Akira Komiyama e Guilherme Marcelino, através das redes sociais, os voluntários, em todos os pequenos e grandes eventos, respondem positivamente e rapidamente” É preciso se modernizar e ser ágeis na organização”, disse Guilherme, presidente do Juniakai do Nipo Campinas, sempre presente na organização dos eventos.

“Campinas Sem Fome” – O Instituto Cultural Nipo-Brasileiro de Campinas está colaborando com a Prefeitura Municipal local aderindo à “Campanha Campinas Sem Fome” com arrecadação de alimentos não perecíveis e materiais de higiene. “Precisamos ser solidários aos mais necessitados e ajudar o próximo sempre que pudermos”, disse Tadayoshi Hanada, que disponibilizou as dependências do Nipo como ponto de arrecadação dos produtos. O horário de funcionamento é das 8 às 17 horas. Aos sábados até as 12 horas. Localizado no bairro Jardim Guanabara na Rua Camargo Paes, 118.
(Célia Kataoka, especial para o Jornal Nippak)

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