Marília pode ganhar uma praça em homenagem à imigração japonesa

Marcos Rezende ao lado de Keniti Mizuno, do Nikkey de Marília (Câmara Municipal de Marília)

A Câmara Municipal de Marília (SP) aprovou na segunda-feira da semana passada, dia 10, por unanimidade, requerimento do vereador Marcos Rezende (PSD), que propõe a construção de uma praça em homenagem à imigração japonesa no município e em em reconhecimento da contribuição histórica dos japoneses à sociedade mariliense.
Em entrevista ao Jornal Nippak, Rezende – que também é o atual presidente da Câmara Municipal – disse que deve marcar uma reunião nos próximos dias com o prefeito Daniel Alonso, secretários municipais e dirigentes do Nikkey de Marília para indicação de uma eventual área. “Já recebi várias sugestões, incluindo de uma área próxima ao shopping, mas vamos estudar juntos”, explicou o vereador, que em 2018 foi o autor de um projeto que concedeu o título de “Cidadão Mariliense” ao ex-deputado federal e atualmente presidente da Jucesp – Junta Comercial do Estado de São Paulo – Walter Ihoshi, por ocasião das celebrações dos 110 Anos da Imigração Japonesa no Brasil.
“Por sinal, devo essa minha ligação à comunidade japonesa ao Walter Ihoshi, que também foi um dos principais articuladores da visita da Princesa Mako à região”, revelou Rezende, acrescentando que, se tudo correr dentro do planejado, a praça deve ser entregue até o final deste ano. “Do ponto de vista do Executivo, incluindo a alocação de recursos, o projeto está bastante avançado”, garante o vereador, lembrando que Marilia já conta com três monumentos referentes à imigração japonesa – a placa em homenagem à comunidade japonesa – inaugurada no cinquentenário da imigração japonesa (localizada no jardim do Paço Municipal); o monumento da imigração japonesa – também no paço Municipal – e o Monumento Praça Higashi-Hiroshima (em homenagem à cidade irmã de Marília) – “mas nenhuma condizente com o que representa a comunidade e seus descendentes para Marília”.
Localizada no Centro-Oeste Paulista, Marília conta com uma das maiores e mais ativas comunidades japonesas do país – o registro da chegada do primeiro imigrante, Kyotaro Shimoe, data de 1926, ou seja, três anos antes da criação do município.
A proposta, explica Rezende, é que o projeto adote padrões arquitetônicos “semelhantes às construções japonesas, com portais, esculturas, incluindo também aspectos urbanísticos e paisagísticos como os tradicionais lagos, jardins japoneses e cerejeiras”.

Princesa Mako esteve em Marília em 2018 para os 110 Anos (Arquivo/Jornal Nippak)

Princesa Mako – Por causa da importância da cidade no mapa da imigração Marília já recebeu visitas de importantes autoridades japonesas, entre elas a Sua Alteza Imperial, princesa Mako, que esteve na cidade em 2018 nas comemorações dos 110 Anos da Imigração Japonesa.
Na oportunidade, a princesa foi recepcionada por mais de 600 pessoas no Teatro Municipal Waldir Silveira Mello e no Paço da Prefeitura, onde descerrou uma placa comemorativa alusiva à data e participou do cultivo de uma muda de ipê-amarelo – mesmo local onde, há 63 anos, o príncipe Mikasa – até então única autoridade da Família Imperial a visitar Marília (hoje dá nome a uma escola municipal de educação infantil na zona Oeste de Marília) – também plantou um pé de ipê. No final de sua visita, a princesa Mako descerrou uma placa comemorativa do evento.
Marcos Rezende argumenta que a construção da praça atribuiria um valor ainda maior aos 92 anos da presença japonesa em Marília, seguindo o exemplo de outros municípios e cidades como Pompeia, Garça, Tupã, Suzano e Bastos – todas no Estado de São Paulo – além de Cascavel e Curitiba, no Paraná.
A ideia é “enriquecer o município e oferecer mais opções de turismo e lazer aos munícipes”, diz Rezende.

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