Livro de tanka perpetua memória poética de Shizuko Imoto

Lançamento aconteceu no dia 31 (reprodução)

Aconteceu no dia 31, às 18h30 (horário de Brasília), a festa virtual de lançamento do livro “Dona Maria aos 100 : Tanka de Shizuko Imoto” (Intercultural, 88 páginas). No dia, foi programada sessão de perguntas e respostas e sorteios de vários brindes. Com editoração eletrônica da designer gráfica Erika Kamogawa, o livro é uma homenagem do filho Jaime Itaru Imoto à sua mãe, Shizuko Imoto – ou Dona Maria, como também era conhecida. Ou melhor, “Dona Maria, mãe de quatro filhos [Júlio, Mizue, Harumi e Jaime], do foto Jaçanã”, que veio a falecer em 2018, dois anos antes de completar 100 anos de idade.
Ricamente ilustrado com fotos da família e de sua trajetória, a publicação traz 50 tankas, sendo 43 da co-autora, Dona Shizuko – “colhidos ao acaso dentro do pequeno tesouro” – e 7 do autor, Jaime Imoto, além de relatos da convivência entre mãe e filho.

Dona Shizuko com os quatro filhos (Julio, Mizue, Harumi e Jaime) (reprodução)

O prefácio é assinado pelo casal Masato e Sônia Ninomiya, amigos de longa data do autor. Advogado, tradutor e presidente do Ciate (Centro de Informação e Apoio ao Trabalhador no Exterior), Masato conheceu Jaime em 1972, ano em que foram bolsistas do governo japonês.
“Já na maturidade, descobrimos que Jaime é poeta! Herança familiar, nosso amigo hi-tech também compõe tanka!”, escrevem Masato e Sônia, lembrando que “Dona Shizuko celebrou a verve poética do esposo publicando, in memoriam, os seus tankas”. E continuam: “Poetar em um terceto de cinco, sete e cinco sílabas e um dístico de sete e sete sílabas (sim, tanka tem apenas 31 sílabas) exige, talvez, a mesma tenacidade que se deva ter para encontrar uma solução apropriada a um projeto hi-tech”, assinalam.

Dona Shizuko com o marido, Atsushi (reprodução)

De acordo com Jaime, o pai, Atsushi, conhecido simplesmente como ‘Jun’, da província de Yamaguchi, pertencia ao grupo Yashiju, que costumava se reunir no Bunkyo (Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social). Era dono de um estúdio de fotografia. Faleceu em 1984. A mãe, nascida na província de Osaka, veio para o Brasil em 1926 a bordo do Santos Maru. E apesar de seu interesse por tanka, só deixou a arte aflorar após a morte do marido, quando o homenageou com um livro. E não parou mais.
Como encerra Jaime: “É a alma que fala. Preciosas palavras, atos e momentos triviais da vida de uma existência. E tive a satisfação indescritível de descobrir fragmentos de sua pessoa, os quais conseguimos reunir com a ajuda e dedicação das minhas irmãs, meu irmão e familiares”.
Festa Virtual de Lançamento do livro “Dona Maria aos 100: Tanka de Shizuko Imoto”

Quando: Dia 31 de janeiro, às 18h30 (horário de Brasília) pelo Zoom (https://us04web.zoom.us/j/6609773488?pwd=Y0hUcWRuT0pmRUtwTFAzeUs0aVhOZz09)

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