Kiyoshi Harada realiza premiação da monografia vencedora do III Concurso e lança coletânea

Participantes da premiacao do III Concurso de Monografia realizado em formato online (reprodução)

Gustavo Kenji Matsumoto foi o grande vencedor da terceira do Concurso de Monografia, idealizado pelo jurista Kiyoshi Harada com apoio da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social – Bunkyo –, Associação Brasileira de Ex-Bolsistas do Gaimusho Kenshusei e da Câmara Júnior Brasil-Japão com o intuito de despertar o interesse dos jovens nikkeis e não nikkeis para o desenvolvimento de atividades culturais, especificamente aquelas voltadas para a manutenção e difusão da cultura japonesa para que ela se perpetue ao longo das gerações.
O anúncio do campeão foi feito pelo ministro aposentado do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Massami Uyeda durante cerimônia de premiação realizada em formato remoto no último dia 18 e que contou com as presenças da cônsul geral adjunto do Japão em São Paulo, Chiho Komuro; dos vice-presidentes do Bunkyo, Roberto Nishio – na ocasião representando o presidente da entidade, Renato Ishikawa – e Rodolfo Wada; do professor Sedi Hirano; do presidente da JCI Brasil-Japão, Vitor Cesar Nakamura e do presidente da Associação Brasileira de Ex-Bolsistas do Gaimusho Kenshusei, Leandro Hattori, além de Kiyoshi Harada e sua esposa, a também advogada Felícia Harada, e o vencedor.
O evento serviu também para o lançamento da coletânea de monografias sobre a cultura japonesa apresentadas nos dois primeiros concursos.
Kiyoshi Harada lembrou que a terceira edição teve que ser adiada sucessivamente por conta da pandemia terminando finalmente em agosto com cinco dos 13 trabalhos inicialmente inscritos. Ele explicou que os membros da Comissão Julgadora se reuniram remotamente em meados de outubro para a escolha da monografia vencedora.

Dra. Felícia Harada com o troféu do vencedor e Kiyoshi Harada (reprodução)

Perplexidade – Presidente da Comissão Julgadora, o ministro Massami Uyeda destacou a dificuldade para apontar um vencedor “tal a qualidade dos participantes”. “Houve até um certo impasse com monografias com notas semelhantes”, disse Uyeda, explicando que o tema deste ano versava sobre “O Espírito Coletivo na Comunidade Nipo-Brasileira: Realidade ou Mito ?”
“Tivemos momentos em que o corpo de jurados ficou perplexo com a excelente qualidade das redações até que um dos jurados acabou inclinando seu voto para um desempate”, afirmou o ministro, que em seguida proclamou o nome de Gustavo Kenji Matsumoto como o vencedor.
Segundo Uyeda, a qualidade da monografia desenvolvida por Gustavo Kenji Matsumoto “aponta um horizonte muito promissor de uma pessoa que tem uma visão da realidade e uma concepção verbo-espacial bem equilibrada e bem centrada”.
Coube a Dra. Felícia Harada entregar simbolicamente o cheque no valor de R$ 11 mil, o troféu de campeão e a medalha de participação – e que todos tiveram direito.

Novos caminhos – Em seu agradecimento, Gustavo ressaltou que, durante toda a construção e pesquisa para elaborar seu trabalho, pôde aprender muito, o que “permitiu refletir e abrir novos caminhos e pensamentos sobre a realidade nipo-brasileira”. Ele destacou que todo esse conhecimento adquirido será “duradouro e será aplicado não só no âmbito comunitário mas também no âmbito pessoal”. E concluiu agradecendo o suporte da família, em especial do irmão, Guilherme Seigo Matsumoto, e da namorada, Júlia Otsuka.

Gustavo Matsumoto: “O conhecimento adquirido será duradouro” (reprodução)

Metamorfose – Representando o presidente do Bunkyo, Renato Ishikawa, Roberto Nishio observou que “a nossa luta pela preservação da cultura japonesa não está sendo em vão”. “A cultura japonesa está sendo legada a um grupo de jovens que vem trilhando o mesmo caminho e realizando várias tentativas de melhorar a nossa cultura. Até recentemente, a história da imigração japonesa no Brasil tem sido contada de forma presencial pelos isseis e nisseis. Agora, os sanseis e os yonseis vem pesquisando profundamente a questão da comunidade nipo-brasileira como nessa questão do espírito coletivo”, disse Nishio, acrescentando que o vencedor se mostrou “bem preparado”.
Já o presidente da JCI Brasil-Japão agradeceu a oportunidade para que os jovens possam expressar suas opiniões. Segundo Vitor Cesar Nakamura, além de trazer fatos, a pesquisa “nos instiga a pensar de forma diferente”.
A cônsul Chiho Komuro destacou que o tema deste ano “é muito interessante e vale para analisar e refletir sobre o futuro da comunidade nipo-brasileira”. Ela afirmou que estava muito “curiosa” e “ansiosa” para ler a monografia vencedora e aprender “os velhos e novos fatores deste espírito coletivo para que o Consulado também possa refletir na política do governo japonês esses fatores”.
Sedi Hirano disse que também estava feliz em fazer parte da Comissão Julgadora que outorgou o prêmio ao jovem pensador da cultura japonesa dentro de uma realidade brasileira e que muito honra não só a cultura japonesa mas honra também a cultura brasileira que vai se metamorfoseando e criando uma especificidade bem brasileira dentro de uma marca nipônica que é aquilo que nós herdamos dos nossos pais”.
O brinde foi feito por Rodolfo Wada.

Capa da Coletânea de Monografias (reprodução)

Coletânea – Na sequência, Harada deu início à solenidade de lançamento do coletânea de monografias. Patrocinado pela Fundação Kunjito Miyasaka, a publicação reúne 16 trabalhos apresentados nos dois primeiros concursos, realizados, respectivamente, em 2018 e 2019. Harada explicou que o objetivo que compõem a primeira coletânea, “foi no sentido de prestigiar e estimular a participação de monografistas para deixar um registro para posteridade, além de deixar também um rico acervo sobre a cultura japonesa em seus múltiplos aspectos para ser lembrado e estudado por gerações vindouras”.

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