Kenren comemora sucesso da Paella

Diretores do Kenren e voluntários durante a Paella da Kenren (Aldo Shiguti)

Realizado no último dia 18, a Paella da Kenren superou as expectativas dos organizadores. “Nossa meta inicial era vender cerca de 400 paellas. No final, acabamos vendendo 465”, comemorou o presidente da Federação das Associações de Províncias do Japão no Brasil, Tochio Ichikawa, ainda nas dependências da Associação Cultural e Assistencial Mie Kenjin do Brasil, no bairro de Vila Mariana (zona Sul de São Paulo).
Segundo ele, a Paella foi a primeira de uma série de ações que a Kenren pretende colocar em prática até o final deste ano. A próxima deve ser uma ação entre amigos que terá 50% de sua arrecadação destinada para os próprios kenjinkais que, assim como a Federação, também estão enfrentando dificuldades por conta da pandemia.
Ichikawa lembra que a história da Paella começou devido a falta de capital de giro da Kenren. “Em março estávamos em uma situação realmente muito difícil e por isso pensamos em fazer algumas atividades para poder pelo menos pagar as conta do mês”, conta Ichikawa, explicando que, “de lá pára cá”, a entidade assinou o segundo aditivo com a GL events referente à locação dos pavilhões da São Paulo Expo para a realização do Festival do Japão que, a exemplo de 2020 também teve a edição deste ano adiada para 2022.
“Solicitamos o retorno de 20% do que foi pago para poder ter capital de giro e com isso tivemos um pequeno fôlego”, disse Ichikawa, destacando que, além disso, a Fundação Kunito Miyasaka também acabou contribuindo com cerca de R$ 100 mil como apoio cultural do Festival do Japão.
“De qualquer forma, decidimos realizar a Paella porque não é bom ficar parado”, conta Ichikawa, explicando que os coordenadores da Paella puderam tirar lições valiosas. “Tivemos fatos importantes como, por exemplo, pessoas idosas que fizeram questão de pagar com dinheiro e no dia. Não estávamos preparados para isso, mas tivemos que abrir exceções. São coisas que temos que pensar para o futuro e nos preparar, mesmo para o Festival do Japão”, disse Ichikawa que, mais uma vez, elogiou o trabalho dos voluntários que contribuíram para a realização da Paella da Kenren. “A força do voluntariado é algo de maravilhoso porque eles fazem com amor. E isso já acontece há anos no Festival”, constatou.

União – Para o presidente do Mie Kenjinkai, Takashi Shimokawa, o momento é de “compartilhar”. Segundo ele, o espaço do kenjinkai é um exemplo. “Esse espaço não serve apenas para uso próprio e por isso devemos compartilhar com a Kenren, que está atravessando um momento difícil”, conta Shimokawa, explicando que, por enquanto, a associação Mie está recorrendo às reservas financeiras para poder se manter. “Estamos torcendo para que a situação se normalize o mais breve possível para que possamos realizar nossas atividades, pois uma hora a fonte seca”, observa Shimokawa.
Para Neuza Shirata, da Associação Cultural Gunma Kenjin do Brasil, mais que o aspecto financeiro – que também é importante – eventos como a Paella servem para estimular o espírito de união entre as gerações e os próprios kenjinkais.
No dia, a reportagem do, Jornal Nippak constatou a presença de muitos jovens. “Acredito que a integração e o vínculo que se acaba criando entre os voluntários é muito importante”, diz Neuza, que já havia participado da segunda edição do Festival Gifu-Mie-Gunma realizado lá mesmo, na associação Mie.

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