Kagoshima realiza evento com pratos típicos de Amami

Keihan: prato não é encontrado nem mesmo em restaurantes (divulgação)

Para celebrar o título concedido pela Unesco, que em 2021 reconheceu a ilha de Amami, na Província de Kagoshima, como Patrimônio Natural Mundial, a Associação Cultural Kagoshima do Brasil realizará, no próximo dia 31, evento com a venda de Keihan e Kashamochi, dois pratos típicos da região.
Keihan é um bowl de arroz com frango desfiado, shiitake, omelete, wakame, cebolinha, casca de mexerica e um caldo de frango. Em 2007, o keihan foi incluído na ‘Seleção de 100 pratos típicos do campo, da montanha e do mar’ pelo Ministério da Agricultura, Silvicultura e Pesca,
Dizem que este prato originou-se no período Edo, quando os habitantes das ilhas de Amami, sob domínio do clã feudal de Satsuma, serviram uma refeição à base de frango para recepcionar os oficiais de Satsuma. Conta-se que as mulheres da ilha cozinhavam na esperança de que o banquete preparado por elas fosse suficiente para apaziguar um pouco os oficiais intimidadores.
Os habitantes de Amami entregavam ainda, como tributo, o açúcar mascavo produzido a partir da cana-de-açúcar que cultivavam dentro de uma rigorosa política tirana.
Quanto ao Kashamochi, trata-se de um bolinho de arroz glutinoso com yomogui, que tem um sabor bem característico e por isso é considerado um prato único.
O kit com dois keihans custa R$ 125 e o Kashamochi sai por R$ 10 (com 2 unidades). A Associação oferece, como cortesia, sachê do autêntico chá da província.
Sergio Masaki Fumioka, atual presidente da associação, conta que tanto o keihan como o kashamochi não são encontrados nem mesmo em nenhum restaurante tradicional o que os tornam ainda mais especiais. Para o evento, seu preparo ficou a cargo do Kuwazuru, que também tem ligações com a província de Kagoshima.
“Dependendo da procura, quem sabe futuramente não possamos colocá-los também como opção para os visitantes do Festival do Japão”, avisa a vice-presidente Kátia Akemi Uchimura, lembrando que o evento mobilizou o Fujinbu, o Seinen, ex-bolsistas e a Diretoria da associação.
“Seremos o segundo país no mundo – depois do próprio Japão – a celebrar este reconhecimento. Por isso, a ideia é colocar o máximo de informações possíveis”, diz Sergio, que assumiu a Presidência em março deste ano.

Akemi Uchimura (vice) e Sergio Masaki Fumioka (presidente) (divulgação)

Segundo ele, o intuito é tornar a ilha de Amami um destino conhecido dos brasileiros que pretendem explorar a natureza fugindo um pouco dos lugares tradicionais. “Trata-se de um destino diferente e pouco conhecido da maioria dos turistas”, diz Sergio, explicando que Amami está situada ao sul de Kagoshima e recebeu o título da Unesco por abrigar plantas e animais – como o coelho preto e algumas espécies de sapos – que não são encontradas em nenhuma outra região da Ásia.

Serviço – Os pedidos para retirada ou entrega (em um raio de 10 km a partir da Liberdade), devem ser feitos impreterivelmente até o dia 25. As retiradas devem ser feitas em três horários: das 10 às 11h; das 11 às 12h e das 12 às 13h, em dois endereços: no Espaço Hakka (Rua São Joaquim, 460, na Liberdade) e na sede do Kenjinkjai (Rua Jurupeba, 199 – Jabaquara): No caso de entrega será cobrado uma taxa adicional no valor de R$ 10.
Reservas e esclarecimentos devem ser feitos pelo: https://wa.me/c/551138622540
Outras informações pelo Whatsapp: 11/ 998311328

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