JIN SHIN JYUTSU: Cinco minutos para o tratamento das dores e do estresse por meio do toque

Técnica depende de apenas cinco minutos e pode ser realizada em qualquer ambiente (divulgação)

Atualmente, as doenças do corpo e da mente podem ser definidas como consequências da rotina moderna, visto que muitas vezes o estresse e a ansiedade podem afetar o organismo, assim como a carência de diversos fatores, como: bom sono, alimentação equilibrada e tempo para autocuidado. Na falta de cuidados com o corpo e presença de dores e estresse, uma solução rápida e simples tem sido o Jin Shin Jyutsu.
Essa técnica depende apenas de 5 minutos do seu tempo e pode ser realizada em qualquer ambiente e em qualquer momento, necessitando apenas de si mesmo, sendo comum a auto aplicação que depende apenas da pressão nos pontos corretos das mãos.
O toque realizado durante o Jin Shin Jyutsu funciona assim como uma massagem, liberando a tensão em algumas áreas conhecidas como caminhos energéticos. Esses que são responsáveis pela nutrição das células e harmonização da mente, corpo e emoção, que devem estar em equilíbrio para um bom funcionamento do ser.

Técnica possibilita a melhoria de qualidade de vida e bem-estar (divulgação)

Origem do Jin Shin Jyutsu

O Jin Shin Jyutsu tem sua tradução literal como Arte do Criador, uma vez que essa é uma maneira natural do indivíduo de eliminar as doenças que afetam a mente e o corpo.
No início dos anos 90, o método foi redescoberto pelo Mestre Jiro Murai (1886 – 1960), engenheiro agrônomo, nascido em Ishikawa e diagnosticado aos 26 anos com uma doença incurável. Após a desilusão de cura, Murai se isolou em uma montanha por sete dias, onde lembrou de mestres que jejuavam e meditavam segurando os dedos em posturas específicas, conhecidas por múdras.
Passando-se os sete dias realizando as mesmas posições e mantendo o jejum, o Mestre Jiro Murai percebeu uma grande melhora em seu bem-estar, surpreendendo a si e aos demais que duvidavam de sua recuperação.
A partir de então, Jiro passou a estudar mais sobre o Jin Shin Jyutsu e os pontos de energias vitais do corpo, teorias que foram comprovadas por diversas pessoas com diferentes desarmonias que colocaram prática os seus ensinamentos.
Em 1940, o Mestre conheceu a nipo-americana Mary Burmeister (1918 – 2008), que visitava o Japão, e a convidou para participar de suas pesquisas. Essa parceria durou 12 anos e foi responsável pela disseminação desse conhecimento ao Ocidente. Já que, ao voltar para os Estados Unidos, Mary traduziu os ensinamentos de Murai e passou a ensinar e praticar em outras pessoas o Jin Shin Jyutsu.
Assim, a Arte do Criador passou a ser não apenas do Japão, mas do mundo. Comprovando seus inúmeros benefícios e surpreendendo a todos.

Praticantes também podem sentir diminuição de tristeza, estresse e raiva (divulgação)

Benefícios

Para quem ainda não experimentou o Jin Shin Jyutsu, difícil acreditar que pressionando levemente alguns pontos da mão parte da dor física e emocional podem desaparecer. Apesar disso, tocar nos caminhos energéticos do corpo garante destravar os pontos tensos e equilibrar o fluido de energia, capaz de trazer bem-estar, relaxamento, paz e diminuição das dores.
Além disso, os praticantes dessa arte ainda podem sentir:

  • Aumento da coragem e da autoestima;
  • Diminuição da tristeza, estresse e raiva;
  • Melhoria do sono e fim da fadiga;
  • Bloqueio das dores de cabeça e enxaquecas;
  • Bom funcionamento dos órgãos, como rins, fígado, coração e intestino;
  • Facilidade para emagrecer;
  • Harmonização do corpo, mente e alma.

Como praticar o Jin Shin Jyutsu

Não apenas nas mãos, mas, em todo o corpo, há 26 pontos de energia conhecidas por travas de segurança. Essas são responsáveis por sinalizar a desarmonização do organismo, bloqueando o fluxo de energia e provocando reações fisiológicas e psicológicas no indivíduo, de modo que esse busque alguma solução para minimizar os sintomas.
O Jin Shin Jyutsu pode ser realizado por profissionais em sessões que duram de 40 minutos a 1 hora e funcionará assim como uma massagem executada em todo o corpo. Contudo, antes de mais nada, será perguntado tudo sobre seus incômodos e desequilíbrios, possibilitando que sejam destravados os pontos corretos.
Referente à auto aplicação, é uma prática desenvolvida por Mary Burmeister como forma de simplificar e tornar acessível a Arte do Criador, possibilitando a melhoria da qualidade de vida e bem-estar de muitas pessoas.
Para iniciar, basta ter algum tempo disponível, envolver, sem pressionar, um dos dedos com a mão por um período de 3 a 5 minutos.
Esse método pode ser repetido em todos os dedos das mãos, ou voltado a um problema específico, já que cada um está ligado a um ponto de equilíbrio. Caso tenha optado por efetuar em todos os dedos, não se preocupe, pois serão destravados apenas os caminhos energéticos necessários, logo, pense nisso como um tipo de meditação ou autocuidado.

Toque libera a tensão em algumas áreas conhecidas como caminhos energéticos (divulgação)

Qual ponto energético tocar?

Em primeiro lugar, é importante lembrar que as emoções são fatores que desregulam nosso metabolismo. Assim é compreensível a relação dos dedos com o corpo e a mente, funcionando da seguinte maneira:

  • Polegar: ligado à ansiedade e preocupação, tende a auxiliar no funcionamento do fígado e do estômago;
  • Indicador: é o ponto energético do medo, relacionado também aos rins e à bexiga, assim como às dores nas costas;
  • Médio: dissipa a raiva, a frustração, os problemas do fígado, da vesícula biliar e incômodo nos olhos e na testa;
  • Anular: acaba com a tristeza e o apego, equilibrando a respiração, o funcionamento do intestino e curando as dores de ouvido;
  • Mínimo: acalma, diminuindo a necessidade de esforço e a pretensão. Consequentemente, ajudando o coração e o intestino, diminuindo inchaços.

Além disso, as mãos também são compostas por suas palmas, que quando pressionadas tendem a diminuir o cansaço e o estresse que podem vir de problemas do momento ou do passado, então saiba qual mão deve ser tocada, pois a direita tem relação com o presente, enquanto que a esquerda é ligada ao passado.
Com o Jin Shin Jyutsu, as pessoas podem ser livre de complicações e cheias de equilíbrios, elementos que deviam ser comuns a todos, mas têm se tornado cada vez mais raros devido ao estresse e correria da vida atual. Sabendo disso, a prática tem se tornado cada vez mais requisitada e praticada no mundo ocidental, acabando com a monotonia e aceitação de uma vida decadente.
(Mariana Kisaki)

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