Ikoi-No-Sono recebe subsídios da Jica para custeio e investimentos

Ikoi, que assiste atualmente 52 residentes, não passava por uma grande reforma “há quatro ou cinco anos” (divulgação)

Fundada em 1953 por Dona Margarida Vatanabe, a Assistência Social Dom José Gaspar “Ikoi-No-Sono”– que atualmente assiste 52 idosos fragilizados entre independentes, dependentes e semi-dependentes que necessitam de cuidados especiais – teve dois projetos aprovados pela Jica (Japan International Cooperation Agency), a Agência de Cooperação Internacional do Japão, no Programa de Subsídios à entidades de imigrantes: um de custeio, no valor de R$ 84.525,50 e outro na modalidade de investimentos em instalações, com recursos de R$ 3.055.101, 93 (com contrapartida de R$ 305.510,19).
Os subsídios da modalidade investimentos em instalações serão aplicados em obras que devem ficar prontas até março de 2022. Conforme o segundo vice-presidente da Ikoi, Izumu Honda, a maior delas refere-se à adaptação dos dois pavilhões – o Frei Bonifácio e o D. Margarida – às exigências legais e prevê a transformação dos 55 quartos atuais em suítes, ou seja, todos os quartos terão banheiro. “Atualmente, temos um banheiro para dois quartos”, conta Honda, explicando que somente esta reforma deve consumir R$ 1.619.020,41.
O projeto também prevê outras obras menores, como a reforma da cozinha, construção de uma farmácia – que facilitará a manipulação de medicamentos – e de banheiros no Pavilhão Chibata Miyakoshi.

Covid-19 – A Jica, assim como o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Governo Japonês, decidiu disponibilizar a concessão de subsídios para ações necessárias à consolidação e estabilidade da vida dos imigrantes japoneses e seus descendentes preocupada com a situação das entidades nikkeis impactadas pela pandemia do novo coronavírus.
O plano de ajuda emergencial do governo japonês destinado às entidades assistenciais, educacionais, culturais e esportivas da comunidade nipo-brasileira visando superar a crise financeira gerada pela pandemia do covid-19 foi lançado em março deste ano em reunião online que contou com a participação da Diretoria e Regionais do Bunkyo (Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social) atendendo à solicitação da Embaixada do Japão e da própria Jica.
Ajuda providencial – Apesar de afirmar que o Ikoi-No-Sono está superando as dificuldades nesse período pandêmico, Izumu Honda destaca que a entidade não teria como promover as reformas sem a ajuda providencial do Programa de Subsídios da Jica. “Estávamos sem fazer uma grande reforma há quatro ou cinco anos. Nesse período estávamos fazendo apenas pequenas intervenções pontuais. Algumas obras, como a construção de banheiros adaptados no Pavilhão Chibata Miyakoshi, a gente já sonhava há muito tempo, mas não tínhamos dinheiro para executá-las”, conta Honda, que agradece a atenção que o escritório da Jica deu ao projeto, bem como aos tradutores voluntários que ajudaram a entidade.

Vista aérea da associação, localizada em Guarulhos (divulgação)

Kansha – Segundo o vice-presidente, especialmente na pandemia, a preocupação com a saúde e bem estar dos idosos exigiu uma atenção ainda maior por parte da entidade por conta de todos pertencerem ao grupo de risco. “A faixa etária média é de 88 anos, ou seja, trata-se de uma população extremamente suscetível”, disse Honda, destacando que “houve casos de funcionários, mas nenhum residente do Ikoi-No-Sono precisou ser internado”. “Tivemos dois casos leves que foram tratados no local mesmo”, disse ele, que atribui o fato aos protocolos seguidos pela equipe do Ikoi. “Assim que surgiram os primeiros casos paramos com as visitas”, conta, afirmando que a entidade também soube se resguardar financeiramente durante a pandemia.
“Fizemos até a Kansha Live – Mina san Arigato cuja finalidade foi somente para agradecer todas as pessoas que nos ajudaram e continuam nos ajudando”, diz ele.

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