Gratidão não tem preço

(Arquivo pessoal)

Notícias sobre o anuncio da última edição do Jornal Nippak me deixaram muito triste e me fez refletir no papel que os descendentes exercem, para manter unida e acesa as tradições da cultura japonesa.
Atualmente estamos na 5ª e 6ª gerações de descendentes e eu sendo da 3ª, também pouco falava e lia japonês, mas sempre quis ter notícias dos acontecimentos sobre a nossa comunidade no Brasil. O que acontece na colônia japonesa? Destaques, eventos culturais, campeonatos, shows, ou seja, nikkeis brilhando no cenário nacional. Sou um acumulador…. Tenho um imóvel em que armazeno de tudo, pois sempre fui um colecionador, lembranças tais como: Reportagem e programas de campeonatos, flamulas, chaveiros, pins, recordações dos países, VHSs, Fita K7 e DVDs, panfletos e folhetos do mundo, etc.; mas queria destacar uma ala japonesa, com recortes em revistas, jornais e na mídia, sobre os líderes e empreendedores nikkeis de sucesso. Admiro todos e tenho orgulho de também ter traços japoneses, e mais ainda, depois de passar a representar uma empresa japonesa no Brasil e ter ido mais de 80 vezes para o Japão.
O mapa aproximado de descendentes no mundo e bastante curioso, somos os campeões com cerca de 2 milhões, seguido dos EUA com 1,350 milhões. Na organização do Pan-americano Nikkei de Esportes, chamado de Confraternização Desportiva em 2008 no Brasil, comemorando 100 anos da imigração japonesa no Brasil, viajei e fui visitar vários líderes nikkeis dos países da América do Sul, representando o Comitê Organizador, para convida-los oficialmente em nosso evento, no qual faço parte desde 1977. Conversando com Argentinos, Paraguaios, Chilenos, Uruguaios e Bolivianos, chegamos aos seguintes números na época: Peru – 300mil, Argentina – 45mil, Bolívia – 13mil, Paraguai – 7,5mil, Chile 3mil, Uruguai 700.
Essas informações, nos enriquecem e essa sabedoria nos motivam cada vez mais a trabalhar em prol da comunidade, e algumas das minhas contribuições no tênis de mesa, foram:
Estou ainda na organização do 71º Campeonato Brasileiro Intercolonial desde 1984, criei o Circuito Fedeesp com um novo conceito de torneios, atualmente sou Presidente do clube ItaimKeikoJJYAMADA, 30 anos campeão da Federação e formador de vários atletas para seleção brasileira e olímpica, Diretor de Tênis de Mesa da FUPE (Universitária) e FEDEESP (Escolar), faço parte do Comitê Organizador do Confra, sou comentarista na Bandsport, TVNsport, professor de tênis de mesa na Hebraica, Medicina Santo Amaro e consultor em vários clubes de SP.
Já não faço mais parte destes, mas: Criei o Departamento de Tênis de Mesa do Nippon CC em 1975, estruturei a modalidade no Piratininga de 1977 a 2014 criei a Liga Nipo Brasileira em 2004, cuidei 10 anos da CBDU tênis de mesa de 1994 a 2003, ministrei palestras gratuitas em quase todos os kaikans de SP e vários no Brasil, colaborando sempre na estruturação dos mesmos.
Mas agradeço muito ao Raul Takaki e em especial ao batalhador Aldo Shiguti, que é incansável na divulgação da coletividade nipo-brasileira, com certeza a pessoa indicada para falar sobre o tema, pois conhece todos os líderes e eventos, tem conhecimento de sobra para orientar que são as pessoas que lutam para nossa cultura sobreviver, sendo um super profissional dedicado, sensato e com muita credibilidade em nosso meio.
E assim termina um ciclo, mas torcendo para que mantenham a iniciativa da representatividade dos nossos ancestrais.
Gratidão eterna para o Jornal Nippak !!!!

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