Fatos que marcaram o ano de 2021

Clube Itaim Keiko JJYamada, no último dia 11: preparando futuros campeões (arquivo pessoal)

Este foi um ano pós-pandemia muito conturbado, protocolos, vacinas, insegurança, incerteza e muitos eventos cancelados. Destaque para a Olimpíada de Tóquio, Mundial nos EUA, e Campeonato Brasileiro em Joinville (SC), batendo recorde de participantes.
Dois fatos foram mais marcantes, para nos da comunidade japonesa:
A primeira foi, a não realização do Campeonato Brasileiro Intercolonial de Tênis de Mesa em Curitiba, após 70 anos consecutivos de comprometimento com os mesa-tenistas nikkeis, de todo o pais, uma pena; porem em fevereiro de 2022, faremos o evento no Nippon Country Club, graças a atual Diretoria do clube que nos apoiou, compreendendo da importância de se manter a tradicional e uma das maiores competições de tênis de mesa, que com certeza e a mais antiga da América Latina.
E a segunda, que esta será a última edição do Jornal Nippak, fato bem triste para um excelente veículo de informação sobre realizações da nossa cultura, aproveito para agradecer ao Raul Takaki e Aldo Shiguti que nos ofereceram, durante mais de 11 anos a oportunidade de falar um pouco do tênis de mesa, principalmente porque entre 10 atletas da seleção brasileira adulta, 9 são nikkeis.
Destaco também um novo recorde histórico do clube Itaim Keiko JJYamada, que se consagrou pela 30ª vez, o melhor clube de São Paulo, junto a Federação de Tênis de Mesa do Estado de São Paulo, mas que não conseguiu em Joinville SC, o tricampeonato consecutivo na Confederação Brasileira de Tênis de Mesa, ficando em segundo lugar na eficiência geral.
Lembrando que a maioria dos clubes de tênis de mesa em SP, tem subsídios de órgãos da Prefeitura, ou de uma Associação Cultural, ou tem espaços compartilhados com outras modalidades, ou de um clube esportivo que tem outros esportes, kaikans etc.
O diferencial do clube Itaim Keiko JJYamada, e que tem vida própria, ou seja, atualmente sobrevive sem nenhum apoio, por isso e independente, exclusivo e especifico para a modalidade, se mantem com a ajuda dos voluntários (pais) e da mensalidade dos alunos que o frequentam. Essa difícil missão, se tornou mais árdua na época de pandemia, onde ficou fechado, pagando aluguel, IPTU e despesas. Por isso, graças a todos os colaboradores, se tornou uma potência na formação de atletas para seleção brasileira, considerado uma fábrica de talentos, pois não consegue manter os principais jogadores, por não ter verba para oferecer salários aos mesmos. Associações com mais verba e apoio, tem levado os nossos atletas, por muitos anos. Os 4 atletas olímpicos que começaram conosco, (Hugo Hanashiro, Gustavo Tsuboi, Jessica Yamada e Eric Jouti), atuam por outros clubes
O mais importante do que formar campeões, e que o Itaim Keiko JJYAMADA, formou uma família para criar e educar os meninos, tornando-os saudáveis, disciplinados e bons cidadãos.
Este foi o legado da nossa fundadora Sra. Minako Takahashi e o patrocinador por 30 anos, Sr. Kyozo Abe da Itaim Iluminação, nestes 38 anos de vida.

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