FALECIMENTO: Professor Shozo Motoyama falece em São Paulo aos 81 anos de idade

Faleceu, nesta terça-feira (26), o Prof. Dr. Shozo Motoyama, aos 81 anos de idade (completados no último dia 5 de janeiro), em decorrência de um mal súbito. Deixa viúva Julia Mizuno Motoyama, dois filhos (Shoiti e Shinji) e três netos. O sepultamento estava previsto no dia seguinte para o Cemitério Gethsêmani – Anhanguera.
Físico por formação (graduado em 1967/USP) e historiador por profissão, fez doutorado em Ciências na USP (1971); pós-doutorado (Pesquisador Convidado) no Science and Engineering Laboratory da Waseda University e no Cosmic Ray Laboratory da University of Tokyo (1975); Livre Docência na Universidade de São Paulo (1976). Foi professor titular do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP (1999/2009), diretor do Centro Interunidade de História da Ciência – USP; membro da diretoria do Centro de Estudos Nipo-Brasileiros (Jimonken) desde 1966, ocupou a presidência de 2004 até 2019; diretor do Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil (1991/1997 e 2008/2009) e membro-titular da cadeira nº 15 da Academia Paulista de História.

Centenário – Autor de mais de 32 livros relacionados ao tema da História da Ciência e da Técnica, em 2011, publicou o livro “Sob o Signo do Sol Levante” (sobre a história da imigração japonesa até o advento da Segunda Guerra Mundial). Depois, em 2016, em conjunto com o jornalista Jorge Okubaro, “Do Conflito à Integração – Uma História da Imigração Japonesa no Brasil”, abordando a história da imigração japonesa de 1941 até 2008.
Essas duas obras integram o conjunto de publicações da Associação para Comemoração do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil e do Instituto Brasil-Japão de Integração Cultural e Social sob o título geral de “100 Anos de História da Imigração Japonesa no Brasil” e que reúne ainda a coletânea Centenário : Contribuição da Imigração Japonesa para o Brasil Moderno e Multicultural (vários autores).
Atualmente, atuava como pesquisador sênior na USP e no Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil participava do Centro de Pesquisas de Imigração e Cultura Japonesa e era coordenador curatorial da exposição a ser montada no 9º andar do Museu.
Em novembro do ano passado, participou do 1º Simpósio Internacional de Museus de Imigração Japonesa realizado pelo Bunkyo e Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil.
Presidente da Fundação Kunito Miyasaka, Roberto Nishio conheceu o professor Shozo Motoyama pós-centenário e apesar do pouco tempo de convivência, disse que foi uma honra. “Embora fosse formado em Física, ele ficou mais conhecido como historiador”, destacou Nishio.

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