Exposição do artista Elias Muradi prossegue até 19 de fevereiro na Fundação Mokiti Okada

Obras de Muradi realçam os vazios, expõem lacunas e aproximam-se do sagrado (divulgação)

A mostra “Uma Ontologia do Vazio – o imaterial e o material na obra de Elias Muradi”, em exposição na Fundação Mokiti Okada, em São Paulo, poderá ser apreciada até o dia 19 de fevereiro.
Com curadoria de Jurandy Valença, as obras de Muradi realçam os vazios, expõem lacunas e aproximam-se do sagrado. “Ele nos contempla com um universo visual e sensorial repleto de possibilidades”, diz Valença.
Muradi começou a desenhar ainda criança, tendo como inspiração sua mãe, que pintava quadros, e o incentivou a desenvolver seu talento para as artes. Em 1982, ele passou a frequentar cursos na Fundação Mokiti Okada. “Eu iniciei com a pintura, e depois passei a migrar para esculturas, relevos e objetos, mas o desenho sempre permeou tudo”, afirma o artista.
Ele considera que seu trabalho amadureceu a partir dos anos 90, quando começou a participar de inúmeras exposições importantes em espaços consagrados como os Museus de Arte Moderna de São Paulo e de Salvador, Museu de Arte Contemporânea de Niterói e Museu de Arte de Brasília.
Depois de fazer duas viagens ao Japão com o objetivo de estudar a fundo a vida do artista e filósofo Mokiti Okada, patrono da Fundação que leva seu nome, e os lugares por onde ele passou, Muradi tomou mais consciência de sua percepção e começou a produzir de maneira constante. “Normalmente, o artista, mesmo antes de começar a produzir, já quer ter uma galeria para expor. Eu me propus a fazer o trabalho primeiro e, ao ter contato com minhas obras, Jurandy Valença se interessou em ser o curador da mostra.”
Muradi conta que, desde o início, desejava fazer a exposição na Fundação, que voltou a sediar mostras de arte. “Tenho imensa gratidão pelo lugar que praticamente me formou e me acolheu. Eu me concentrei muito neste trabalho, fiz tudo com muita profundidade. É diferente a forma como vejo hoje os materiais que utilizo, como a madeira, as peças de argila e os metais. Passei a conviver com eles sabendo que tudo tem vida e espírito.”

Serviço – As visitas podem ser feitas presencialmente na Fundação Mokiti Okada às segundas, quartas e sextas, das 10h às 16h, com agendamento prévio e entrada gratuita. O endereço é Rua Morgado de Matheus,77, Vila Mariana, São Paulo. Para realizar o agendamento ou fazer as visitas virtuais entre no site http://eliasmuradi.fmo.org.br/.

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