EXPERIÊNCIA JHSP: De templos e ryokans à peregrinação, ‘Experiência JHSP’ apresenta a cultura e gastronomia de Setouchi Oeste

Claudia apresenta a tradicional rota Caminho de Shikoku (reprodução)

A Japan House São Paulo apresentou, no último dia 21, a segunda edição do evento “Experiência JHSP: Cultura e Gastronomia de Setouchi Oeste”. O projeto, que teve sua primeira edição realizada em julho apresentando províncias da região leste – Okayama, Hyogo, Kagawa e Tokushima – teve como destino as outras três províncias, localizadas na região oeste de Setouchi: Ehime, Hiroshima e Yamaguchi.
Conhecida pelas belezas naturais de seu mar que é o maior mar interno do Japão, Setouchi se destaca como o único local escolhido do Japão como um dos “52 lugares para se ir em 2019” pelo ranking do jornal New York Times. A série apresentou novas e interessantes perspectivas de diversas regiões do país nipônico, abordando diferentes temas como estilo de vida, cultura, produtos tradicionais, história, arte contemporânea, natureza, festivais e literatura.
Apresentado no estúdio pelo presidente da JHSP, Eric Klug, e pela atriz Bruna Aiiso – além da chef Telma Shiraishi, do restaurante Aizomê – a viagem teve como primeira parada a ilha de Ikuchi, em Hroshima, onde a jornalista e produtora do Peach no Japão, Piti Koshimura, falou ao vivo de um ryokan (acomodação típica japonesa).
Antes, a chef Telma Shiraishi apresentou a primeira parte da viagem gastronômica – para quem adquiriu o kit – com as comidas regionais: senzanki (frango frito ao estilo de Ehime), Kimpira renkon (raiz de lótus refogada ao saquê e shoyu, apreciada em Yamaguchi) e o okonomiyaki (panqueca recheada com verduras, carne de porco e yakissoba, ao estilo de Hiroshima).
Piti explicou que o trajeto entre Tóquio e Ikuchi, costuma demorar, em média, duas horas e meia de trem bala e que na ilha, além dos ryokans, é possível encontrar também outros tipos de acomodação. Como dica do designer Kenya Hara, mostrou um guntû (hotel flutuante) e falou ainda sobre a Rota de Shimanami, que liga Ehime e Hiroshima e conta com sete pontes em seu percurso.

Peregrinação – De Matsuyama, na ilha de Shikoku, Claudia Morikawa apresentou uma das rotas de peregrinação mais famosas do mundo. e uma das poucas circulares existentes. O Caminho de Shikoku é formado por 88 templos sagrados e, por ser circular, o peregrino pode começar a peregrinação de qualquer ponto. Em média, demora-se cerca de 40 dias para concluir o percurso, que tem início em Ehime e termina em Kagawa.Hoje, em dia o trajeto pode ser feito também de ônibus ou de carro. Como atrações, Claudia mostrou uma árvore com mais de mil anos e as hospedarias que recebem os visitantes.
Em Hiroshima, Jyoji Konishi, da terceira geração de criador de nishikigois (carpas coloridas), falou sobre os peixes que são considerados pelos colecionadores “joias que nadam”. No estúdio, o presidente da Associação Brasileira de Nishikigoi, Looney Onishi tirou dúvidas dos convidados e explicou que hoje as carpas são uma forte fonte de amizade entre os países.

Rota Shimanami inclui sete pontes em seu percurso (reprodução)

Taimeshi – No segundo momento gastronômico do evento, a chef Telma Shiraishi ensinou o prato principal do encontro que celebra duas versões do Taimeshi, tradicional da região de Ehime, que consiste na combinação de arroz, peixe e outros ingredientes clássicos da gastronomia japonesa.
O prato ao “Estilo de Uwajima” leva em seu preparo sashimi de pargo, kaiso, arroz, ovo cru, shoyu, mirin e dashi, gergelim branco e outros temperos. Já a versão ao “Estilo de Matsuyama” é feita com pargo shioyaki, arroz, caldo tipo osuimono de pargo, Kombu do dashi, gengibre palitinho e outros temperos.
No encerramento, o presidente da JHSP lembrou que, no início de 2022 será apresentado um “apanhado” de Setouchi. Segundo ele, a ideia da “Experiência” é mostrar lugares “surpreendentes” e ainda pouco conhecidos dos brasileiros.

Comentários
Loading...