Evolução, técnica e tecnologia

Cola rápida (divulgação)

Depois de anos tentando se tornar um esporte olímpico, através de um ótimo trabalho da Federação Internacional (ITTF), fundada em 1926, o tênis de mesa conseguiu este feito, somente em 1988.
Porém, em meados de 2004, foi pressionado para proibir o artifício do famoso “Doping na Raquete”, inventado na década de 70, com risco de sair das Olimpíadas, devido a uma substância altamente tóxica, usada nas borrachas, o “tolueno”, solvente considerado cancerígeno, que os atletas manipulavam diariamente, inúmeras vezes, para aumentar a velocidade da bola. O produto chamado de “cola rápida”, alterava a característica da esponja, esticando-a e tornando a bola 25% a 30% mais veloz.
Por isso, desde 2006, foi introduzido o uso obrigatório de colas à base de água e dai, equipamentos poderosos foram criados para detectar o uso desse solvente, punindo os atletas que continuavam utilizando. Agora, todas as raquetes dos mesa-tenistas são inspecionadas em vários aspectos dentro da regra, para serem liberadas para o jogo.
Para os mesa-tenistas que se adaptaram a ter bolas a quase 200 km por hora, essa redução foi dramática, pois podemos fazer uma analogia com a Fórmula 1, carros atingindo 300 km/h, terem que reduzir os motores devido a um novo regulamento.
Mas, para a plástica do tênis de mesa, foi uma regra benéfica, pois aumentaram os “rallies”, aquelas sequências de troca de golpes que já não existiam mais, assim como no voleibol, que criou a figura do líbero, para o mesmo fim. O público quer ver o show, os pontos longos e não vê-lo terminar num saque ou em poucos segundos, através de um golpe potente com muita técnica.

Bola – Na década de 2000, novas regras também melhoraram o visual do esporte, por exemplo, a ITTF aumentou o diâmetro da bola de 38mm para 40mm, reduzindo se o efeito e velocidade da mesma e posteriormente na década de 2010, obrigou as fábricas a trocar o material de celuloide para plástico, acarretando no mesmo objetivo.

Pontuação – Para terminar com as longas partidas, reduziram-se os pontos e quantidade de serviços por atleta. Sets de 21 pontos, diminuíram para 11 pontos, de 5 saques para cada um, agora são apenas 2, e a regra do saque limpo, ou seja, sem a obstrução do corpo ou cotovelo na hora de servir, o que facilitou a recepção da mesma, aumentando se os “rallies”.
O objetivo da Federação Internacional é bastante louvável, que é o de atrair mais público para as partidas de tênis de mesa, querem jogos bem disputados e com o visual que impressiona, qualquer um, que já tentou dar suas raquetadas nas tradicionais brincadeiras de pingue-pongue lazer no colégio, clube, condomínios e praças.

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