Evolução na tralha do pescador!

A vara destinada a pesca é um dos artigos que evoluíram e muito, incorporando os avanços tecnológicos mais recentes.

Por: Mauro Yoshiaki Novalo

Tecnologia sempre é assunto atual, e hoje mostraremos um pouco do desenvolvimento na área, focando um equipamento essencial para o pescador. Quem se lembra das antigas varas de fibra de vidro e cabo de madeira, sabe muito bem o quanto evoluiu este material, ao ver nas lojas a infinidade de ofertas para o pescador. Uma grande quantidade de modelos, diversidade de marcas com grandes diferenças de preços e sempre com inovações sendo apresentadas. Fica difícil para o iniciante saber qual é a mais indicada para suas pescarias.
Varas telescópicas lisas ou de mão, com preços superiores a R$ 200, ou para uso com carretilha, “spincast” ou molinete, passando de R$ 2.000, contrastando com conjuntos (combos) de preços irrisórios. Isto sem falar nos rod builders nacionais, que montam de acordo com a preferência e bolso do pescador.
Esta enorme variação de preços se deve à atualização de construção do “blank”, qualidade dos componentes e claro, do fabricante, sinônimo de altos investimentos em tecnologia de ponta.
A composição dos “blanks” varia em bambu, fibra de vidro, grafite (carbono) ou a mistura destes. Também encontramos os de última geração, confeccionados em carbono com filamentos de níquel, titânio e kevlar. Seus formatos podem variar em: tubular, maciço ou misto.
As varas de fibra de vidro atuais são resistentes, duráveis mas não tão rápidas como as de grafite. Muitos fabricantes modernizaram muito estas características e renovaram seu catálogo com varas para fly, na categoria slow fishing – que sinaliza trazer muitas novidades em se tratando de equipamentos, e continuam fortemente indicados para pesca de espera, vertical (com jumping jig).
As de grafite (fibras de carbono) além da leveza e sensibilidade, tem ótima resistência ao esforço, portanto as preferidas para pesca com isca artificial, onde se tem necessidade de muitos arremessos por dia.
Encontramos varas específicas para cada modalidade de pesca, espécie de peixe, destacando que marcas tradicionais e de boa qualidade, trazem impressas no corpo da vara, os valores limites tanto para linha como para iscas a serem utilizadas.
Os modelos variam entre: telescópicas; inteiriças; 2 partes ou mais. Sua utilização segue indicações como por exemplo: surfcast (praia), spinning (molinete), baitcasting (arremesso de iscas artificiais), trolling (corrico), jigging (pesca vertical – jumping jig), slow fishing e fly (pesca com moscas), inclusive para esta modalidade, destaca-se também as de bambu – embora ainda hoje construídas artesanalmente, acrescentou-se muita técnica e materiais de última geração no processo.

Uma dúvida que sempre fica na mente do pescador é se tem diferença entre a vara inteiriça ou em partes? Podemos adiantar que todas são submetidas a inúmeros testes e se no final, estão nas prateleiras das lojas, pode adquirir sem medo, desde é claro que sejam marcas confiáveis e de tradição, a praticidade das varas em partes facilita muito o seu armazenamento e transporte.
As resistências variam de ultraleves (até 6 libras), leves (6 – 12 libras), médias pesadas (10 – 20 libras), pesadas (acima de 25 libras) e por exemplo, no mercado norte-americano, temos as extra-pesadas “Musky” (acima de 35lb) destinadas a grandes espécimes de couro.
Cabe relembrar também a ação de retorno da ponta da vara: slow (lenta), moderate (moderada), medium fast (média rápida), fast (rápida), extra-fast (extra- rápida). Aqui cabe a ressalva que um rod builder, conforme a disposição e os passadores utilizados na montagem pode configurar melhor estas ações, personalizando-as ainda mais. Outra consideração recai nos comprimentos, que dependem do modelo, modalidade de pesca, biotipo e gosto do pescador. Isto sem citar as destinadas para pescarias grandes peixes de água salgada, assunto para edição futura.
Tudo o que foi dito até agora, sofre interferência direta do material utilizado para confecção da mesma. Uma vara de bambu não vai ter a mesma ação de uma de carbono com o mesmo comprimento e diâmetro, pois apresentam características totalmente diferentes.
Acrescente a isso, o custo benefício de cada uma. O velho ditado sempre se encaixa, o mais adequado é o que você pode pagar, desde que atenda os requisitos necessários para sua pescaria.
Resumindo: dependendo do tipo de pesca e o peixe alvo, tem sempre várias opções à disposição. Pela diversidade de peixes encontrada no Brasil, é inimaginável ter uma vara para cada tipo de pescaria e para cada espécie de peixe, pois haja espaço para guardar todas. Claro que existem opções que servem como curingas, para uma ou mais modalidades, e isto ajuda bastante.
Podemos dizer também que se você for pescar lambaris na beira de um rio ou lago, próximo da sua casa, uma varinha caipira de bambu vai suprir sua necessidade. Poderá encontrar alguém com uma varinha telescópica ultra moderna, bem mais leve obviamente que o seu equipamento, mas que no final não compromete ou seja fundamental para o sucesso da pescaria. Questão apenas de bolso.
Já numa pescaria de robalos nos mangues com iscas artificiais, uma varinha de boa marca, de qualidade, poderá fazer diferença, principalmente se tiver de colocar a isca em buracos estrategicamente escondidos nas galhadas das margens, para atrair o peixe. Pescador com treinamento e experiência + a tecnologia, vão colaborar para o sucesso da empreitada!

O mesmo se aplica no material para quem gosta de pescar nas praias, o famoso pé na areia, onde varas modernas melhoram muito a performance. Percebe isso claramente nos torneios de arremessos ou competições, onde são destacadas: variadas situações de pesca que podemos encontrar na prática.
A diferença para as situações citadas, observa-se no peso do equipamento, na qualidade dos arremessos, distância alcançada e também obviamente, nos peixes capturados. A modernização pode render ainda muitas inovações para este produto, e assim com certeza muitas surpresas e novidades virão!
Ótimas pescarias!!!


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