ERIKA TAMURA: Retratos do cotidiano

Desde que cheguei ao Brasil, tenho reparado no dia a dia com um ponto de vista diferente.
Primeiramente, cheguei no Brasil, mais precisamente em Araçatuba, um dia após ao grande assalto que ocorreu na cidade, no fim de agosto.
As cenas pareciam um cenário de filme, se bem que pensei que estaria pior…
Logo na entrada da cidade, o prédio da polícia federal com a rua lateral interditada, já dava sinais de que a normalidade não estava prevalecendo no momento.
Os meus pais moram no centro da cidade, e a recomendação era de que ninguém fosse ao centro pois havia ameaças de bomba e poderia ter algum resquício de violência da noite anterior. Porém, nada disso me abalava, pois eu já estava em um estado de choque (cheguei para o velório e enterro da minha filha), que realmente perdi o poder de indignação diante de toda a situação no momento.
Com o passar dos dias é que fui entendendo a realidade e percebi que o que aconteceu em Araçatuba foi algo tão grandioso e violento que o meu sentimento que já estava ruim, ficou péssimo!
Os dias foram passando e recentemente vi uma notícia sobre uma pessoa que causou momentos de terror no metrô de Tokyo. O homem, vestido de coringa, na noite de Halloween, apavorou os passageiros da linha Keio do metrô, próximo à estação de Shinjuku, na capital japonesa.
Vi o vídeo no momento de pânico das pessoas, tentando fugir, enquanto um vagão pegava fogo.
Escrevendo esse artigo, me pergunto: “O que está acontecendo com a humanidade?”.
O assalto em Araçatuba foi com a razão única de roubar bancos, motivado pelo dinheiro mesmo. Enquanto que, no caso em Tokyo, o acusado disse que a sua vontade era de matar pessoas.
Motivos diferentes, mas que causaram pânicos e deixaram vítimas. Sem contar o terror psicológico que isso causa na população. Quanta crueldade em mundos diferentes.
Difícil é tentar entender essa realidade, e o piro ainda, sobreviver em meio ao caos.
Quantos assaltos mirabolantes não estão sendo planejados neste momento? E quantos “coringas” psicopatas não vivem no meio de nós, planejando o próximo ataque?
Não há respostas, apenas um sentimento: o da sobrevivência!
E cada um dentro do seu mundo, busca pela sobrevivência ao seu modo, não é mesmo?

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