ERIKA TAMURA: Curiosidades sobre as Olimpíadas de Tóquio

Mais uma vez, o tema do artigo será esse evento, grandioso em sua essência, e no momento, tão polêmico.
Digo grandioso porque é o maior evento esportivo que engloba o mundo, envolve países e vidas, os atletas se preparam muito para esse momento. O momento de brilhar, com resultados positivos ou não, o fato de se classificar para os jogos olímpicos é um fato histórico, deixa um legado.
E falando em preparação, sabia que o Japão preparou os seus atletas para os jogos olímpicos de Tóquio? Pois é, há 8 anos, quando a cidade de Tóquio foi a escolhida para sediar os jogos, o comitê olímpico e as federações esportivas já traçaram uma meta de atletas campeões. Sei bem disso, pois na época a minha filha estudava no Japão e estava com 10 anos, e alguns agentes do comitê visitaram a escola em busca de um potencial medalhista. E isso foi feito em todas as escolas japonesas, pois aqui no Japão, a prática esportiva é obrigatória, portanto sempre tem uma modalidade esportiva em que uma determinada escola se destaca, os agentes do comitê estavam em busca dos melhores alunos nas modalidades olímpicas, e neles investiram todo o treinamento e cuidado. O que o quadro de medalhas mostra não é nenhuma surpresa, é apenas consequência de um trabalho levado muito a sério.
O Brasil poderia ser o número um em medalhas, se houvesse o mesmo investimento que o Japão faz e toda a estrutura disponibilizada aos atletas, já pensou? Só ia dar Brasil!
Mas vamos lá, vou escrever sobre os bastidores olímpicos, tudo o que eu presencio nesse momento.
Os atletas não podem sair da vila olímpica, estão rastreados e confinados. Uma situação única, quando se trata de jogos olímpicos, mas bem compreensível se levarmos em conta a realidade que vivemos.
Tanto é que o atleta Arthur Zanetti necessitava de um suplemento pois encontrava-se com fadiga muscular. A sua nutricionista entrou em contato com a prima que mora no Japão, que por sua vez entrou em contato comigo e começou a maratona para sabermos como iríamos entregar esse suplemento ao atleta. Deu certo!
O time de vôlei masculino, pelo qual sou apaixonada, não pode receber nem os presentinhos que comprei para eles, infelizmente. Mas converso por mensagem com alguns jogadores, e também com o técnico Renan. Renan Dal Zotto, que quase morreu por Covid, me disse estar muito feliz e emocionado em estar no Japão, vivenciando toda essa experiência olímpica.
As meninas da vela, Martine Grael e Kahena Kunze, assim que terminaram a prova, meu amigo que está acompanhando a equipe de vela em Enoshima, me enviou um vídeo histórico e emocionante delas, saindo da água e comemorando o feito! Eu chorei de emoção.
Pelo lado do Japão, a eliminação da Naomi Osaka no tênis, trouxe um sentimento de tristeza, mas também acendeu um alerta: saúde mental é importante! (Naomi assumiu estar passando por um quadro depressivo severo).
Saúde mental também foi o tema principal quando Simone Biles, a principal ginasta americana, decidiu abandonar a competição por não estar bem psicologicamente.
Eu estou acompanhando todos os jogos, como vocês no Brasil, pela televisão. Pois os casos de infectados por Covid em Tóquio, não param de aumentar. Nem me arrisco a ir para a porta do estádio ou ginásio, porque eu sei que não posso entrar, e muito menos me arriscar, afinal ainda não fui vacinada.
Estou fazendo a minha torcida do meu jeito, e estou curtindo demais! Apesar dos jogos serem em Tóquio, a impressão que tenho é que nada está acontecendo. Das vezes que precisei ir a Tóquio, achei tudo tão normal…
E conversando com amigos, que moram em Tóquio, eles me disseram que é um acontecimento que parece que não está acontecendo, peculiar, não é mesmo?
Semana que vem volto aqui, com mais notícias dos bastidores…
Até lá!

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