ERIKA TAMURA: A comparação

Li um artigo, excelente por sinal, que me inspirou a escrever o meu artigo dessa semana.
O artigo em questão, foi escrito pela minha amiga e psicóloga Rubia Infanti, para a coluna do SABJA, na Revista Alternativa. E ele diz sobre o “oubaitori”. Conhece?
Oubaitori é o pensamento japonês usado para não nos compararmos aos outros para a conquista do bem-estar.
Ainda usando as palavras da Rubia: “Quem nunca se comparou a alguém? Somos seres sociais em busca constante de aprovação”.
Pois a filosofia oubaitori nos diz que a comparação pode ser prejudicial para o desenvolvimento do ser humano.
A Rubia, ainda explica: “Se pegarmos a palavra oubaitori escrita em japonês (桜梅桃李), teremos cerejeiras, ameixeiras, pessegueiros e damasqueiros), significando que elas podem florescerem lado a lado, porém cada um em seu tempo.”
E mais uma vez, uma filosofia japonesa que é milenar, vem nos ensinar uma lição apropriadamente para os dias atuais.
Essas palavras que a Rubia escreveu, me fez pensar que, sempre que compararmos algo, estaremos em uma situação desfavorável. O melhor a fazer é mudar o parâmetro, comparando a minha pessoa de ontem, com a minha pessoa de hoje. Assim, fica mais fácil observar evoluções ou erros.
Durante a pandemia, apontar o dedo para o outro e falar sobre a vida alheia ficou muito mais intenso, e os sentimentos muito mais aflorados. Por que não usarmos tudo isso a nosso favor e olharmos para nós mesmos?
É uma chance para colocarmos em prática o oubaitori na nossa vida!

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