ENTIDADES: Vitor Nakamura assume presidência da JCI Brasil-Japão com foco em projetos sociais

Conselho Diretor (da esquerda para a direita) Roger Okura, Jacqueline Nakirimoto, Marcelo Asamura, Vitor Nakamura, Leandro Iuamoto, Ruth Faraga e Fatima Nakamura (divulgação)

Em cerimônia online realizada no dia 1º de fevereiro, a JCI Brasil-Japão apresentou e empossou sua nova Diretoria para a gestão 2021. Com o rito da passagem do colar presidencial, Marcelo Asamura transferiu oficialmente a chefia da organização ao presidente Vitor Nakamura. O Conselho Diretor será formado ainda por Leandro Iuamoto (Presidente Subsequente), Ruth Faraga (Secretária Geral), Roger Okura (Tesoureiro), Jacqueline Nakirimoto (Vice-Presidente Executiva), Maria de Fátima Nakamura (Presidente Executiva) e Marcelo Asamura (Assessor Legal). Foram empossados também os membros do Conselho Fiscal e Conselho Consultivo.
Compuseram a Mesa Virtual o cônsul geral do Japão em São Paulo, Ryosuke Kuwana, o presidente da Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil, Toshifumi Murata; o presidente da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social (Bunkyo) Renato Ishikawa e o vereador de São Paulo Aurélio Nomura, além do presidente nacional da JCI Brasil, Marco Poffo.
Compareceram à solenidade virtual autoridades, empresários, parceiros, patrocinadores, membros juniores e seniores da JCI Brasil-Japão e líderes de entidades da comunidade nipo-brasileira de São Paulo.
Presidente do Bunkyo, Renato Ishikawa lembrou – bem como as autoridades que discursariam na sequência – que 2020 foi marcado por um “grande infortúnio”: a pandemia da covid-19. “Tivemos muitas perdas, muitos prejuízos e muitos projetos que não puderam sair do papel,. Obviamente quem se prendeu somente a este terrível cenário teve um ano muito ruim. Mas aqueles que buscaram inovar, enxergar novas oportunidades e se encheram de motivação para superar as adversidades tiveram um ano esplêndido e repleto de realizações”, disse Ishikawa, acrescentando que “o grande destaque da gestão de Marcelo Asamura foi o movimento Água no Feijão, “um projeto primordial neste momento tão dramático para muitas famílias”. “Parabéns aos membros da JCI Brasil-Japão pela liderança nesta maravilhosa ação social idealizada pela nossa chef Telma Shiraishi que, aliás, também foi membro da JCI Brasil-Japão”, comentou Ishikawa, que encerrou seu discurso desejando uma excelente gestão ao novo presidente, Vitor Nakamura.
“Soube que é praticante de kendô e precisamos de líderes com boa conduta, princípios e valores. Acredito que os ensinamentos aprendidos no kendô serão sua marca de liderança para inspirar a nova diretoria e membros da JCI Brasil-Japão a realizarem uma excelente gestão e que seja repleta de realizações e projetos que causem impactos para comunidade nikkei e para toda a sociedade brasileira”, finalizou o presidente do Bunkyo.

Resiliência – Já o presidente da Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil, Toshifumi Murata, ressaltou que “na situação inusitada da pandemia, a verdadeira força da organização foi testada”. “E a JCI Brasil-Japão demonstrou muita competência a serviço da comunidade nikkei”, disse Murata, explicando que em 2021 gostaria que a Câmara de Comércio e a JCI Brasil-Japão “caminhassem lado a lado”. “Vamos ser resilientes”, disse Murata, que pediu a união de todas as entidades nikkeis para a realização de “vários projetos filantrópicos, acadêmicos e econômicos, entre outros, e que a JCI Brasil-Japão lidere todas as entidades, unindo esforços e direcionando todos ao objetivo comum de todos nós”.

Marcelo Asamura (E), que passou o cargo para Vitor Nakamura (divulgação)

Omoiyari – O cônsul geral do Japão em São Paulo Ryosuke Kuwana observou que, apesar do pouco tempo no cargo, já ouviu falar bastante sobre as várias atividades da JCI Brasil-Japão. Estou muito impressionado”, disse o cônsul, que citou o movimento Água no Feijão e o RevitaLiba.
Sobre o primeiro, idealizado pela chef Telma Shiraishi, o cônsul disse que “foi bastante veiculado pela mídia, inclusive no Japão, pela NHK. “Creio que foi possível mostrar não só a vitalidade desta associação mas também o espírito japonê ‘omoiyari’, que é a alma compassiva pelos outros”.
“Também soube que fizeram o Revitaliba, um grande projeto de limpeza no bairro da Liberdade para melhorar a atmosfera econômica da área e da comunidade nikkei”, explicou. Segundo ele, o mutirão lembrou o tradicional ritual do osoji, que é a grande faxina do Japão.

Liderança – Para Ryosuke Kuwana, “é encorajador ver que uma instituição como a JCI Brasil-Japão tem mostrado liderança neste momento atual que o país atravessa, “contribuindo tanto para a comunidade nikkei como para a sociedade brasileira” . “Espero que sob a liderança do novo presidente as atividades da JCI Brasil-Japão se intensifiquem ainda mais. Nós, como Consulado do Japão, desejamos trabalhar juntos, estreitando nossos laços com a JCI para um maior desenvolvimento da comunidade nikkei e também para melhorar ainda mais as relações Brasil-Japão.”, finalizou o cônsul.
O vereador Aurélio Nomura iniciou sua fala destacando a “brilhante gestão” do passado presidente, Marcelo Asamura, e que a organização está “em ótimas mãos” sob a liderança de Vitor Nakamura. Lembrou o tempo que foi membro da JCI Brasil-Japão, entre 1985 e 1993, e citou nomes como os de Edson Kodama, Ciro Saito, Décio Haniu (in memorian), Milton Yuki e Carlos Takahashi, entre outros. “Todos nós que saímos da JCI Brasil-Japão saímos com uma única certeza, que é o de fazer o melhor para que todos nós possamos futuramente oferecer para as novas gerações uma condição mais adequada do que a que nós estamos vivendo no momento”

Diferença – Para o parlamentar, com o movimento Água no Feijão, a JCI Brasil-Japão ”fez a diferença” na região de Heliópolis, na zona Sul de São Paulo, ao distribuir, gratuitamente, mais de 200 mil marmitas num período de oito meses. “[Vocês] Saíram da zona de conforto e foram para uma região de São Paulo onde estava configurada uma situação de guerra. Foi um trabalho fantástico e que deve ser ampliado não só para toda a cidade de São Paulo como também para o país, onde a demanda for necessária”, afirmou Aurélio Nomura.

Diretores da Gestão 2021 da JCI Brasil-Japão (divulgação)

Despedida – Em seu discurso de despedida, Marcelo Asamura destacou que 2020 “foi um ano atípico, com muitos desafios, mas que trouxe grandes aprendizados para nossa organização”. Segundo ele, “são a nossas qualidades humanas que nos faz especiais, pois pensar no próximo, desenvolver novos líderes e sempre buscar resolver problemas sociais são alguns dos objetivos da JCI”.
Ele observou que, por conta do isolamento social, “tivemos que migrar tudo para o meio digital e viver cada vez mais conectados por meio da tecnologia”.

Água no Feijão – “Mas quem diria que seria possível coordenar um projeto quase que 100% por meio da internet? A chef Telma Shiraishi idealizou o projeto que viria a ter grande destaque em 2020”, disse, referindo-se ao movimento Água no Feijão, que envolveu mais de 60 voluntários, parceiros, patrocinadores e membros da JCI Brasil Japão. “Fico muito feliz em saber que esse legado continuará em 2021 e como a fome não acaba, precisamos continuar combatendo-a diariamente”, explicou, acrescentando que “outro problema social que nos assombra é o desemprego”.

FormaJobs – “Sabemos que ele será uma grande preocupação para os próximos anos. Por esse motivo, nossos esforços para gerar renda e diminuir o desemprego continuam. O FormaJobs, nosso projeto premiado poderá se tornar um caminho para geração de oportunidades com cursos profissionalizantes, aumentando as chances de inúmeras pessoas conseguirem emprego”, disse Marcelo Asamura, lembrando que o lema de sua gestão foi “Inovar para Crescer”. “Acredito que conseguimos inovar muito e que crescemos ainda mais no sentido de nos tornarmos pessoas melhores. E isso é o que me motiva a fazer parte da JCI, desenvolver pessoas e descobrir novos líderes a cada gestão que passa”, afirmou.

Membros do Conselho Fiscal e Conselho Consultivo (divulgação)

Novas lideranças – E o compromisso de formar novos líderes também foi o tom adotado pelo novo presidente. “A JCI Brasil-Japão como uma entidade formada por jovens, e na vanguarda juntamente com outras entidades jovens nikkeis, tem o compromisso de ajudar nestas mudanças. E o grande desafio, de conciliar essa grande onda de inovação e transformação digital com os valores e a cultura nikkei, que faz parte do DNA desta organização”, explicou Vitor Nakamura, que reiterou a missão da JCI Brasil-Japão em continuar a formar novos líderes que impactem de forma positiva a comunidade”. “Para isso, trabalharemos este ano para aprimorar ainda mais a união entre nossos membros, continuaremos com o constante aprimoramento de habilidades necessárias para o desenvolvimento da liderança, e buscaremos aumentar o nosso número de associados. E continuaremos a fortalecer nossas importantes parcerias com as entidades, empresas e instituições que nos apoiam”, disse Nakamura, cujo lema para 2021 é   “Confiança para retomar”.
Além de continuar apoiando o Água no Feijão, Vitor Nakamura conta que a ideia é retomar projetos sociais que foram impossibilitados de acontecerem no ano passado em razão da pandemia, como o FormaJobs, “que irá promover a capacitação e facilitar o emprego de jovens carentes”.   Para ele, sua gestão será uma jornada repleta de muito aprendizado e crescimento. “Que continuemos a utilizar tudo o que aprendemos com esta pandemia. E somemos ainda mais conhecimento, mais ações e muita energia para contribuir para uma grande retomada”.

40 anos – E concluiu seu discurso citando o pesquisador Charles Darwin, “naturalista, cientista e pai da teoria da Origem das espécies que teria dito que, ‘na longa história da humanidade, aqueles que aprenderem a colaborar e improvisar de forma mais eficiente, prevalecerão’. E eu acredito que não existe espécie mais adaptável e colaborativa do que os juniores da JCI”, finalizou Vitor Nakamura, destacando que no próximo ano a JCI Brasil-Japão completará 40 anos sob a gestão de seu sucessor, Leandro Iuamoto, “e que desde já está sendo cuidadosamente preparado para podermos celebrar juntos”.

Cerimônia realizada online reuniu membros da organização e lideranças nikkeis (divulgação)
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