ENFRENTAMENTO À COVID: Conheça as medidas de prevenção adotadas pela Mitsui e empresas membros da seção de produtos químicos da Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil

Escritório da Mitsui (divulgação)

Na quarta edição sobre “Medidas de Prevenção de Infecção pelo Novo Coronavírus” das empresas japonesas atuantes no Brasil, a conversa, referente aos esforços da empresa e das empresas membros da Seção de Produtos Químicos da Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil, foi realizada com Hiroki Watanabe, presidente da Mitsui Chemicals do Brasil Comércio Ltda.. São 29 as empresas membros da Seção de Produtos Químicos envolvidas em uma ampla gama de mercados como os de transporte (automóveis, motocicletas etc.), saúde (alimentos, cosméticos e produtos médicos), agricultura (pesticidas e fertilizantes), impressão (tinta e fabricação de papel), consumidor (ferramentas de escrita e adesivos), entre outros.

Prevenção de Infecções Fora da Empresa: Uma Nova Tarefa

Fazenda de soja em crescimento (divulgação)

A Mitsui Chemicals do Brasil Comércio Ltda. fornece modificadores químicos para materiais usados na fabricação de automóveis, de pesticidas (inseticidas) e de embalagens de alimentos. Possui nove funcionários. Seguindo rigorosamente as diretrizes do governo para a prevenção de infecções, sempre disponibiliza álcool no escritório para a constante desinfecção, mede a temperatura corporal na entrada ao ambiente de trabalho, solicita o uso de máscaras, instalou placas de acrílico na sala de reuniões, criou espaço entre os assentos para os momentos de refeições e intervalos, limitou o número máximo de funcionários que podem ir trabalhar para 50% e recomendou o uso de veículo de propriedade da empresa para o deslocamento ao trabalho.
Além da própria empresa, muitas empresas da Seção de Produtos Químicos que possuem escritórios de vendas optou pelo trabalho a distância desde fevereiro e março de 2020, nos momentos um pouco anteriores ou posteriores ao início da pandemia, e só trabalham presencialmente quando necessário. Uma ou duas empresas tomaram medidas para os funcionários japoneses retornarem temporariamente para o Japão e trabalhar com os assuntos relacionados ao Brasil de forma remota. Embora haja relatos como: “O ambiente de internet no Brasil não era bom e não pudemos realizar reunião devido à desconexão”, também houve casos como: “Aumentou o número de reuniões com o Japão graças às reuniões online”.

Presidente Hiroki Watanabe (divulgação)

“O teletrabalho se combinou bem com os trabalhos de escritório e acho que vai acontecer hibridização entre o trabalho presencial e o teletrabalho no futuro.” diz Watanabe.
A fábrica está funcionando normalmente, e as medidas de prevenção de infecção vêm sendo tomadas junto ao escritório de vendas, mas, principalmente na fábrica, não foi possível evitar os casos de infecções, que ocorrem fora da empresa, o que criou uma nova tarefa a ser resolvida.

Caminhando Bem nas Vendas de Pesticidas, Medicamentos Convencionais e Embalagens de Alimentos

Com relação aos negócios durante a pandemia, aqueles que já existiam estão caminhando bem na Seção de Produtos Químicos, mas há preocupações sobre os atrasos nos projetos de desenvolvimento. No entanto, a produção agrícola do Brasil está saudável e o negócio de pesticidas está crescendo. Além disso, há empresas que observaram aumento na demanda por medicamentos convencionais pelo fato de os pacientes evitarem ir ao hospital e por materiais de embalagem de alimentos devido ao estilo de vida doméstico das pessoas.
Watanabe expressou sua opinião sobre o assunto. “Acho que os hábitos alimentares das famílias brasileiras vão mudar à medida que diminuir o consumo de alimentos fora do lar, e esperamos principalmente pela disseminação dos retort foods. O processamento de retort foods requer embalagens de alto desempenho, que estão sendo desenvolvidas. Como fabricante de produtos químicos neste campo, acho que podemos contribuir de muitas maneiras.”.

Imagem de pacotes (fornecida pela Toyo Ink Brasil)

Uma Outra Possibilidade: Produção de Componentes Eletrônicos no Brasil

Após ver os impactos da pandemia de coronavírus, Watanabe espera pessoalmente, como possibilidade de negócio, a produção de componentes eletrônicos essenciais como semicondutores, displays de cristal líquido e células solares, chamados de “arroz da indústria”, no solo brasileiro.

Refeitório da Toyo Ink Brasil após medidas de prevenção de infecção pelo coronavírus (divulgação)

É previsto que o teletrabalho continue ou evolua mesmo após o período de pandemia, portanto, é necessária uma rede de comunicação e informação de alta velocidade, e semicondutores de alto desempenho vão se tornar cada vez mais essenciais. Além disso, se a disseminação de paperless forem aceleradas, logo serão necessários tablets de baixo custo e de alto desempenho. Para um novo estilo de vida digital, é previsto que será levantada a questão do fornecimento estável de energia e também será necessário considerar a energia renovável que possibilite complementar a geração de energia hidrelétrica, a principal matriz energética do Brasil.
“A confecção de materiais para componentes eletrônicos é uma área em que os fabricantes de produtos químicos japoneses são bons.” Afirma o Sr. Watanabe.
Atualmente, asiáticos como Taiwan, Coréia do Sul e China lideram mundialmente a indústria de eletrônicos e eletroeletrônicos na tecnologia de produção de produtos finais, como semicondutores, displays de cristal líquido e células solares. O Taiwan Trade Center do Brasil visitou a Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil em 23 de setembro e expôs a opinião de que empresas taiwanesas e japonesas devem colaborar em negócios emergentes de agora em diante.
Sobre isso, o Sr. Watanabe analisou: “Os fabricantes japoneses possuem os equipamentos, as tecnologias básicas e os materiais para a criação dos principais componentes eletrônicos. As empresas taiwanesas têm a tecnologia e o know-how para transformá-los em produtos finais. Nesse sentido, acho que há uma grande possibilidade de contribuirmos com a indústria brasileira através da colaboração entre os fabricantes japoneses e os fabricantes taiwaneses do Brasil.”

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