Dirce Shimomoto é reeleita presidente da Kibô; desafio será captar recursos para manter a entidade

Dirce Shimomoto, que foi reeleita presidente da Kibô: “Transformamos o medo e a angústia em atitude” (arquivo)

A Sociedade Beneficente Casa da Esperança “Kibô-no-Iê” realizou, no dia 28 de abril, cerimônia de posse online de sua nova Diretoria para a Gestão 2021-2023. Dirce Akemi Shimomoto foi reeleita para mais um mandato à frente da entidade. Na ocasião, também foram empossados os novos membros do Conselho de Administração, que contará com Tério Uehara na vice-presidência.
Fundada em 1963 por Koko Ichikawa e reconhecida oficialmente em 1970, a Kibô – como é carinhosamente conhecida – acolhe hoje 65 adultos em sua sede, localizada em Itaquaquecetuba, na zona Leste de São Paulo. Para Dirce, o principal desafio de seu segundo mandato será, sem dúvida, a captação de recursos para manutenção dos trabalhos da entidade, que gira em torno de R$ 400 mil mensais.
Desde o ano passado, para sobreviver à crise, a entidade vem recorrendo sistematicamente a campanhas de doações, além de procurar empresas e pessoas que sempre apoiaram a instituição para continuar desenvolvendo seu trabalho.
“Considerando que toda a sociedade já está saturada de lives e eventos on line, temos que usar a criatividade para criar novas formas de captação”, comenta Dirce, explicando que, “na área assistencial, como todos os residentes e funcionários já receberam a 2ª dose da vacina da Covid-19 neste mês, nos sentimos mais tranquilos assim, creio que o maior desafio seja suprir a falta que os residentes estão sentindo da família e das atividades externas”.

Fazendo do limão… – Segundo ela, a pandemia do novo coronavírus impactou sensivelmente as atividades assistenciais e de captação de recursos. “Tivemos todas as atividades dos residentes suspensas bem como os eventos de arrecadação. O Programa da Nota Fiscal Paulista que arrecadava mais de 80 mil reais/mês, com o fechamento dos estabelecimentos e isolamento dos voluntários teve queda de mais de 50% na arrecadação. Os eventos de arrecadação que em 2019 arrecadaram mais de R$ 1.400.000 foram todos cancelados, tivemos que reduzir o quadro de funcionários e cancelar a tão aguardada comemoração dos 50 anos da entidade, oportunidade em que o compromisso de manter o legado da fundadora Koko Ichikawa seria renovado”, conta Dirce.
“Mas como diz o ditado que ‘devemos fazer do limão uma limonada’, a Kibô transformou a angústia e medo em atitude: adotou de imediato, medidas para garantir a saúde dos residentes (não tivemos até o momento, nenhum residente infectado pelo novo coronavírus) bem como, a saúde financeira da entidade”, destaca.
Segundo ela, a Kibô foi uma das pioneiras dentre as entidades nikkeis na organização de live com show e campanha de doação e também, de delivery/drive thru de refeições.
“Foram muitos os apoios de pessoas, grupos e organizações que, percebendo a pressão do momento, nos ajudaram com recursos financeiros, doações de alimentos e produtos de higiene e limpeza, além de equipamentos de proteção individual (EPI) para uso dos nossos colaboradores e residentes. O resultado de todas as ações ,embora não sobreponha o que conseguimos no ano anterior,   permitiu que encerássemos o ano com um resultado positivo, o menor em anos, mas ainda positivo”, destaca Dirce, explicando que a entidade vem investindo em campanhas em que as pessoas possam doar sem ser em recurso financeiro.

Para ajudar – Quem quiser contribuir com a Kibô-no-Iê, pode fazê-lo de várias maneiras:

  • Ser um doador automático da nota fiscal paulista onde cadastra seu CPF no programa para que todas as restituições sejam destinadas à Kibô.
  • Indicando estabelecimentos para colocarmos a urna de captação de nota fiscal paulista sem CPF
  • Sendo voluntário nas ações organizadas pela entidade
  • Doando roupas, móveis, objetos para venda no bazar permanente da entidade
  • Ajudando na divulgação do trabalho da entidade, suas ações, suas campanhas.

Para conhecer um pouco mais o trabalho da Kibô-no-Iê acesse: www.kibonoie.org.br

Conselho de Administração da Kibô-No-Iê

– Gestão 2021-2023 –

Presidente: Dirce Akemi Shimomoto
Vice-Presidente: Tério Uehara
Conselheiros: Alzira Mieko Watanabe, Ana Carolina Barros Pinheiro Carrenho, Antonio Kiyoshi Harada, Celso Shizuo Hirata, Claudio Bergamini Mitsuichi, Danilo Yoshiaki Fujita, Edson Sadao Iizuka, Érika Yamauti, Fabio Shiguemassa Kohatsu, Fabricio Iwao Fujisak, Henry Hissashi Pedro Nakaya, João Paulo de A. Vergueiro, Katsumori Miyasato Ueta, Lincoln Keita Uemura, Lucia Mitie Yasuhara, Luiz Enzo Sato, Marcelo Hashimoto, Marcelo Hiroyuki Hideshima, Marcelo Yoshizumi, Marco Aurélio Sanches, Marcos Hideyuki Honda, Marina Tikazawa, Maura Okumura Ribeiro de Souza, Maurício Miyasaki, Nelson Ken Iti Okumura, Nelson Takeshi Teruya, Oscar Osamu Hiramatsu, Paulo Kenhen Taba, Ricardo Uno, Rodrigo Matsucuma Uemura, Yugo Mabe Junior
Gerente Executiva: Valéria Kiyomi Okuno
Conselho Fiscal
Efetivos: Akira Kanegae, Douglas Quimura Ono, Homero Kiyoshi Eguti
Suplentes: Carlos Eiji Torigoe, Rodolfo Wada, Takeyoshi Teruya
Presidente Emérito: Mario Massayoshi Nakamura
Presidente Emérito: Nivaldo Ryosun Odo
Presidente Honorário: Jairo Megumi Uemura
Presidente Honorário: Kihatiro Kita

Confira depoimentos de alguns membros do Conselho de Administração

 “Conheci a entidade em 1994 quando tive a oportunidade de coordenar o estacionamento da Festa do Verde por cinco anos. Foi uma verdadeira escola de vida. E logo depois fui convidado para coordenar a Festa do Verde em 2001, a última festa que teve a presença física da sensei Koko Ichikawa. De lá para cá só tenho boas lembranças. A Kibô-no-Iê para mim significa muito, tenho sentimento de gratidão e de acolhimento e que podemos juntos fazer a diferença para aquelas pessoas que tanto precisam do nosso amor, do nosso carinho e da nossa atenção. E com certeza, de um mundo melhor”
(Marcelo Hideshima)

 “Para mim, a Kibô-no-Iê significa ação, arregaçar as mangas, meter a mão na massa e fazer acontecer”
(Fabio Kohatsu)

“A Kibô-no-Iê é para mim uma forma de retribuir para a sociedade, praticar a filantropia e fazer o bem”
(Mauricio Miyasaki)

“O que mais me motiva estar na Kibô é que precisamos realizar. Não adianta ficar só nos discursos, tem que colocar a mão na massa, tem que enfrentar e fazer acontecer”
(Danilo Fujita)

“Sou voluntário na Kibô há cerca de 14 anos. Cheguei à entidade através minha esposa, que já era voluntária do grupo de senhoras. Foi amor à primeira vista e participando de outros eventos, fui convidado também a participar das reuniões da Diretoria. Foi onde aprendi muito e conheci muitas pessoas do bem e que praticam ações de solidariedade sistematicamente. Um mundo novo que não conhecia e que mudou muito a minha vida”
(Nelson Okumura)

“Conheci a Kibô em 2010 participando como voluntário da Festa do Verde. Em 2017 fui convidado a fazer parte da Diretoria, onde pude conhecer melhor a entidade e, principalmente, a realização de eventos. Dois mil e vinte foi um ano muito desafiador, em que pudemos entender que era necessário seguirmos juntos, acreditando, contribuindo, seguindo as orientações e fazendo a nossa parte. E fazendo o que nascemos para fazer, sermos verdadeiramente humanos. Deus me deu a oportunidade de prosseguir com a missão maravilhosa da fundadora Koko Ichikawa e agradeço de coração o convite da nossa presidente Dirce em fazer parte desta nova gestão”
(Antonio K. Harada)

“Minha história com a Kibô-no-Iê começou lá atrás. O primeiro de muitos eventos beneficentes que eu ajudei a fazer aqui na Kibô foi justamente a Festa do Verde. E desde então a entidade sempre me recebeu com muito carinho e ternura. Para mim a Kibô-no-Iê representa o amor na forma mais pura e é uma honra participar deste grupo ao lado de pessoas que admiro tanto de coração”
(Erika Yamauti)

“A Kibô é de extrema importância social pois adiciona qualidade de vida aos seus residentes. Sou novo nesta equipe. Espero poder colaborar no que estiver ao meu alcance”
(Takeyoshi Teruya)

“A Kibô-no-Iê significa para mim inspiração, significa a importância da inclusão social e isso reflete no momento que a gente vive. Resumindo, significa esperança”
(Yugo Mabe Jr.)

“Já há alguns anos tive a honra de poder participar da Kibô-no-Iê atuando na área de assistência, trabalhando juntamente com a equipe de saúde e me sinto muito honrado e orgulhoso pelo comprometimento e entrega que todos os profissionais da Kibô trazem para gente. Fico feliz ter como líderes inspiradores vários diretores que já passaram e muitos que estão conosco até hoje”
(Marcelo Yoshizumi)

“O que mais motiva ajudar na Kibô é que a gente precisa se desdobrar para ajudar quem mais precisa” (Ricardo Uno)

“Estou na Kibô desde 2007. Fui presidente na gestão 2015-2017. A Kibô para mim é uma grande escola, uma escola de amor onde meus mestres são os residentes. Através de gestos, gritos, palavras ou simplesmente um olhar, eles me ensinaram o verdadeiro significado da palavra amor”
(Nivaldo Odo)

“Participo da Kibô desde 2002, portanto, há quase 20 anos. A Kibô para mim é uma segunda família. Nela fiz grandes amizades nesse período, aprendi muito e continuo aprendendo demais com os companheiros e companheiras da Diretoria, colaboradores, mas, principalmente, com nossos residentes”
(Tério Uehara)

“Faço parte da Diretoria da Kibô já há 24 anos e para mim é uma enorme alegria estar com pessoas maravilhosas como vocês. Estar na Kibô-no-Iê significa um estado de espirito, além de uma gostosa missão”
(Jairo Uemura)

“Falar da Kibô é um pouco difícil porque tem certos sentimentos que a gente não consegue expressar em palavras. Desde o momento em que conheci a entidade, foi algo que entrou no meu coração e hoje tenho uma grande satisfação e muita honra em poder ajudar. Sempre trabalhei como voluntário e este ano foi abrilhantado pelo convite da Dirce para fazer parte do Conselho. Não teria outra resposta se não aceitar porque é uma instituição seria, que eu conheço e sem sombra de dúvida o trabalho realizado por todos é brilhante”
(Claudio Mitsuichi)

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