Cultura Japonesa Vol. 5 – A Casa Imperial Japonesa (6) – Imperador Kôkaku – 62 anos de governo que alicerçaram a Restauração de Meiji

HISTÓRIA DA CIVILIZAÇÃO JAPONESA

Imperador Kôkaku

Nesses 62 anos de governo, a autoridade da Casa Imperial se fortaleceu substancialmente a ponto de centralizar o movimento Sonnō-Jōi.

 


Texto original em japonês de Masaomi Ise de 1 de julho de 2007

Referência: (1) “Bakumatsu no Tenno” (O Imperador do Período Final do Xogunato) – Satoru Fujita – Série Kodansha Sensho Metier – 1994

Capítulo extraído do livro Cultura Japonesa Volume 5, de Abril de 2017


 

 

Imperador Kōkaku

 

O volume 4 da “Cultura Japonesa” foi dedicado à Restauração de Meiji. Cem anos antes dessa restauração, o Imperador Kōkaku construía as bases da nação. Por influência desse imperador, a ideologia do Sonnō (reverência ao Imperador) se espalhou no seio do povo e perdurou até a Era Edo. E sua autoridade cresceu e se fortaleceu substancialmente até seu falecimento ocorrido aos 70 anos de idade em novembro de 1840. O título “Kōkaku Tennō (Imperador Kōkaku) lhe foi conferido após morte. Por volta da Era Edo, atribuía-se ao imperador de costume o título “In”. O título “Tennō” ressurgia após 900 anos, com o 57º Imperador Kōkaku. Seu neto, o Imperador Kōmei, unificou o movimento Sonnō-Jōi, e seu bisneto, o Imperador Meiji, exerceu papel central na Restauração de Meiji e promoveu a modernização do país com o restabelecimento do governo imperial.
Esse imperador promulgou a Constituição de Meiji em 1889 após enfrentar o Movimento pela Liberdade e Direitos do Povo, e no ano seguinte, em 1890, inaugurou a primeira reunião do Parlamento Imperial. Vale dizer, o regime imperial cujas bases remontam à antiguidade, muito antes da chegada da democracia, sustentou o desenvolvimento social, econômico e cultural da nação. Quem sabe a tese da singularidade da raça japonesa encontre fundamentos no curso dessa história. (Redação Japonesa – Jornal Nikkey Shimbun)

 

Dezenas de milhares de pessoas
circundam o Palácio

 

Isto começou em 7 de junho de 1787.

Pessoas passavam a circular pelos arredores do muro do Palácio de Quioto. Registra-se que surgiu um certo ancião que se pôs a dar voltas ao redor do Palácio, precorrendo os 1300 metros de sua periferia por mil vezes, uma cerimônia conhecida por Osendo (literalmente, mil vezes). Teria sido esse o início.

No dia 7, havia umas 50 pessoas, mas o número crescia gradativamente. E no dia 10, já eram cerca de 10 mil pessoas, jovens e velhos, homens e mulheres que circulavam junto aos muros do Palácio. E nos poucos dias até as proximidades do dia 18, a multidão teria alcançado o pico de 70 mil por dia!

 


Imagens da cerimônia de Osendo


 

Ao alcançarem o Portão Sul, essas pessoas lançavam moedas sobre o calçamento de pedra adiante do Portão, por entre as estacas da cerca um pouco rebaixada nessa área, e juntavam as mãos em prece, voltadas à direção do Shishinden (Palácio Principal) que se erguia além. A cena se assemelhava ao do Hatsumōde (Primeira Visita ao Templo) de hoje.

A multidão formada para essa cerimônia das mil voltas ao redor do Palácio não se compunha exclusivamente do povo de Quioto. Tendo a notícia se espalhado em um instante por Ōsaka e outras províncias das proximidades, os operadores do transporte naval entre Ōsaka e Fushimi pelo Rio Yodo preparavam barcos especiais com preço de passagem reduzido à metade para transportar passageiros. Saquê, chá e refeições eram oferecidos aos peregrinos nas margens do rio.

O calor era intenso nessa época, e o Palácio lançou no fosso ao redor do muro água fria colhida de fonte, para que as pessoas pudessem lavar suas mãos e rostos. A Imperatriz Go-Sakuramachi providenciou 30 mil maçãs para serem distribuídas, mas elas acabaram durante o período da manhã. Nobres residentes nas redondezas, como o Príncipe Arisugawa e as Famílias Ichijō, Kujō e Takatsukasa distribuíram chá e bolinhas de arroz. Quase 500 ambulantes chegaram para vender doces, saquê, tokoroten e melões.

 

O prestígio do xogunato desmoronou

 

O que as pessoas vinham rezar no Palácio, ou seja, ao Imperador? De acordo com os registros da época, eles vinham rezar porque “se achavam em plena miséria, sem ter o que comer”, “não encontravam arroz”, e porque “o preço do arroz aumentava continuamente”. Em suma, o preço do arroz subia por causa da seca da Era Tenmei e por isso rezavam por socorro para se livrarem dos sofrimentos da vida e por uma colheita abundante.

As pessoas se queixaram repetidas vezes da alta do preço do arroz que estava matando gente de fome tanto à representação do xogunato em Quioto como ao magistrado da cidade. Esses órgãos do xogunato, contudo, não tomavam providência alguma.

No mês de maio anterior, o povo de Ōsaka, enfurecido, assaltara dezenas de comerciantes de arroz. O mesmo sucedeu em Sakai, Harima e Kii. E em 19 de maio, centenas de pessoas em Edo, sede do xogunato, saíram às ruas tocando tambores, armados de lanças de bambu, provocando enorme distúrbio.

A grande seca de Tenmei foi a pior da Era Edo, mas o xogunato não tomava providências eficazes em qualquer parte do país. O prestígio do xogunato desabava. O povo verificava que não adiantava recorrer ao xogunato, e apelava ao Imperador praticando o ritual das mil voltas.

 

Proposta sem precedentes
do imperador Kōkaku ao xogunato

 


Quadro retratando a grande fome da Era Tenmei


 

Ao ver o que sucedia, o Imperador Kōkaku tomou ações imediatas. Em 12 de junho, quando os participantes do rito das mil voltas se elevavam a dezenas de milhares de pessoas, ele ordenava ao Conselheiro Sukehira Takatsukasa que propusesse à representação do xogunato socorro ao povo em miséria por intermédio do Buke Densō (Gabinete Imperial para Assuntos do Xogunato – órgão do governo imperial).

 

“A miséria grassa no país e o povo morre faminto. O Imperador e a Imperatriz, profundamente condoídos…”

 

Perguntava se não seria possível realizar o rito do Shingō (rito em que antigos imperadores distribuíam todos os anos em maio arroz e sal ao povo em miséria), e se não se poderia trazer arroz de Kantō para socorrer os famintos.

Em circunstância alguma o imperador interferira anteriormente em questões políticas atinentes ao xogunato. A proposta, assim, era realmente sem precedentes.

O xogunato de Edo já havia instruído à representação de Quioto a destinar 7,5 toneladas de arroz para socorro aos necessitados. Mas, ao receber a proposta do Imperador, apressou-se em ordenar a distribuição de mais outras 15 toneladas, reportando essas ações ao Imperador.

Durante o rito do Daijōsai realizado em novembro, o Imperador compôs um tanka que se espalhou na população com enorme repercussão:

 

“Não ergo preces por mim. Penso apenas, dia e noite, sobre o bem estar do povo.”
(Tradução livre do sentido do verso)

 

O contraste entre o xogum que cruza os braços diante da fome do povo e o imperador que reza incessantemente pela segurança do povo e ordena o envio de socorro ao xogum se tornou claro aos olhos da população.

O imenso rebuliço do Sonnō-Jōi que depois assumiu a forma da Restauração de Meiji se originou aqui.

 

Espantosa ascenção ao trono

 

O Imperador Kōkaku ascendera ao trono imperial à idade de 9 anos, procedente da Casa Kan-in, uma estirpe colateral à dinastia imperial. A Casa foi fundada em 1710 por sugestão de Hakuseki Arai, para estabilizar a continuidade do trono imperial. O príncipe Naohito, 6º filho do Imperador Higashiyama foi o iniciador dessa estirpe, e o Príncipe Sachi, 6º filho do terceiro sucessor da Casa se tornaria o futuro Imperador Kōkaku.

A possibilidade de um membro de uma estirpe colateral chegar ao trono imperial, ainda mais se tratando do sexto filho, era praticamente nula. Assim, ele estava sendo preparado já aos dois anos de idade para entrar na vida monástica, sucedendo o prior do Templo Shogo-in.

Mas houve uma brusca reviravolta do destino quando o Príncipe Sachi chegou aos nove anos de idade. O imperador da época Go-Momozono falecia repentinamente, vítima de enfermidade, à juventude de 22 anos. Deixava apenas uma filha, nascida nesse mesmo ano. A Casa Imperial, em negociação atrás das portas com o xogunato, escolheu como sucessor o Príncipe Sachi. Ele foi levado ao Palácio antes mesmo de ter decorrido um mês da morte do Imperador Go-Momozono e se tornou novo imperador. Realmente, uma inusitada ascenção.

Propala-se que por sua origem e pelo fato de ter sucedido a Casa Imperial em idade muito tenra, a corte imperial e o xogunato tendiam a desprezar o Imperador Kōkaku. A Imperatriz Go-Sakuramachi (tia do Imperador precedente Go-Momozono. O Imperador Go-Momozono perdeu o pai, Imperador Momozono, aos cinco anos de idade. Assim, a Imperatriz sucedeu ao trono temporariamente até a maturidade dele), duas gerações anteriores ao do Imperador Kōkaku, incentivou-o a se dedicar aos estudos com afinco. O Imperador seguiu esse conselho, respondendo à expectativa da Imperatriz. Embora criança, teria provavelmente sentido o desprezo que lhe devotavam por ser originário de uma casa colateral, mas tinha por imagem um imperador ideal, e desejava comportar-se como tal.

No ano de 1787, quando se iniciou a volta de mil vezes em torno do Palácio, o Imperador Kōkaku possuía apenas 17 anos de idade. Seu conselheiro Naozane Kujo, se achava em idade avançada e enfermo havia alguns anos. Por esse motivo, assumia ele mesmo o comando da Casa Imperial amparado por alguns auxiliares próximos. Também nisso ele diferia dos imperadores precedentes de algumas gerações.

 

Amor e misericórdia ao povo de toda nação

 

Respondendo à Imperatriz Go-Sakuramachi pelos ensinamentos que ela lhe deu, o Imperador Kōkaku escreveu-lhe em 1799:

 

“Renunciar os interesses pessoais e ater-se apenas em amar com afeto e misericórdia o povo da nação inteira é, como a Senhora me ensinou, o primeiro princípio que os monarcas devem respeitar. Quanto a isso, concordam todas as escrituras a começar pelos Anacletos de Confúcio. Todas elas afirmam esse princípio em nada divirjo dos seus ensinamentos, pelos quais me sinto profundamente grato. Acolho respeitosamente o seu conselho, qual seja de guardar no fundo d’alma esses ensinamentos e deles não negligenciar ou esquecer, pois é tratando o povo com misericórdia e carinho que se obtém a proteção dos deuses e a paz descerá sobre a terra.”

 

Erguer preces para a felicidade e bem estar do povo da nação constituía tradição que a Casa Imperial herdava dos antepassados, da qual o Imperador Kōkaku se conscientizava profundamente através de estudos. Essa conscientização lhe inspirou um verso haikai:

 

“Não rezo por mim, penso noite e dia no bem-estar do povo.”
(Tradução literal do sentido do verso)

 

 

O ataque da esquadra russa

 

Um incidente viria a deteriorar ainda mais a autoridade do xogunato, já arruinada pelas depredações ocorridas em diversas regiões, provocadas pela seca do período Tennmei. Em 1806, navios de guerra russo atacavam o extremo norte do Japão.

Isso aconteceu porque o xogunato dera a entender ao emissário russo Adam Laxman em 1792 que pensava em abrir relações comerciais com a Rússia, possibilidade essa que, no entanto, negava mais tarde ao emissário Nikolai Rezanov em 1803.

 


O navio de Rezanov e um dos tripulantes registrados pelos japoneses


 

Inconformados, navios de guerra russos atacaram em retaliação as ilhas Sakhalinas em setembro de 1806. O ataque se repetiu em abril do ano seguinte às Sakhalinas e Iturup, e às instalações e navios japoneses em Rishiri em maio do mesmo ano. O xogunato ordenou então às suseranias da região de Tōhoku que enviassem soldados para a área de Hokkaidō. A tensão crescia de vez. Boatos surgiam em Edo: tropas russas estariam desembarcando em Tōkai, ou já haviam penetrado em Tōhoku. O xogunato foi bombardeado por discursos e ações de protestos pela derrota em confronto com países estrangeiros, sem precedentes desde a criação da nação, vergonha inominável para o Japão.

A situação se agravou ao ponto de levar o xogunato a preparar uma grande mobilização de tropas de diversas suseranias, prevendo guerra real contra a Rússia. E como medida inicial, se apressou em reportar os fatos ao Imperador. Pensou quem sabe em se socorrer com o auxílio da autoridade do Imperador para poder unir a nação em um só bloco e assim enfrentar a guerra.

Historicamente, o xogunato jamais dera conhecimento ao imperador acerca de negociações com países estrangeiros. Era essa a primeira vez. Demonstrava com isso, falta de autoconfiança. E com isso, abriu precedente. Desde então, generalizou-se a consciência de que se fazia necessário obter permissão do imperador a qualquer acordo que o xogunato quisesse estabelecer com estrangeiros.

 

O Imperador se ergue em momentos de crise

 

Nessa época, a ideia de ressuscitar a cerimônia do Rinjisai (cerimônia religiosa realizada em templos com objetivos especiais) nos templos de Iwashimizu Hachiman e Kamo entusiasmava o Imperador Kōkaku. Esses dois templos eram reverenciados pelo imperador em seguida ao Templo de Ise. O início do Rinjisai do Templo de Iwashimizu se deu no ano de 942 em agradecimento pela apaziguação do conflito entre Taira-no-Masakado e Fujiwara-no-Sumitomo, mas foi interrompido em 1432. O Templo de Kamo abrigava os deuses protetores do Palácio Imperial. A Casa Imperial realizava oferendas e erguia preces nesse templo sempre que ocorriam incidentes de gravidade ao país. Mas o Rinjisai desse templo havia sido também interrompido após o conflito de Ōnin (1467 – 1477).

 


Templo de Iwashimizu(wikimedia comons)


 

O Imperador Kōkaku desejava desde cedo ressuscitar o Rinjisai em ambos os templos, mas foi apenas após o ataque dos navios russos em 1806 que ele iniciou negociações concretas com o xogunato para isso. Os custos eram um gargalo, mas os conselheiros do xogunato compreenderam bem o zelo do Imperador e acolheram essa “solicitação especial da corte imperial”. E após 380 anos, o Rinjisai do Templo Iwashimizu foi ressuscitado em março de 1813, e em novembro seguinte, o do Templo de Kamo, após 350 anos.

Já no período final do xogunato, os templos de Iwashimizu Hachiman e Kamo receberam visita do Imperador Kōmei, o segundo a suceder Kōkaku. Nessa visita, o Imperador foi acompanhado pelo xogum Iemochi e ergueu preces pela expulsão dos estrangeiros.

A imagem do Imperador dedicando preces aos deuses pela proteção da pátria deverá ter conscientizado o povo de que era a Casa Imperial quem sustentava a nação durante crises.

 

A terra e o povo são entidades que o imperador deixou aos cuidados do xogum

 

Enquanto o xogum, que não conseguia lidar a contento com os problemas tanto internos como externos, via sua autoridade diminuída diante do povo, o poder da Corte Imperial aumentava de brilho graças ao trabalho do Imperador Kōkaku. E essa tendência se consolidava mais ainda pelo surgimento da “Tese de Delegação de Governo”.

Na obra “Tamakushige”, escrita em 1787 por Norinaga Motoori, o autor defende que “O governo da nação é exercido pelo xogunato por delegação da Corte Imperial”, ou em outras palavras, a terra e o povo da nação foram deixadas pelo Imperador aos cuidados do xogunato e não são propriedades do xogunato.

 


Norinaga Motoori


 

Chikuzan Nakai, confucionista de Ōsaka, e posteriormente Yukoku Fujita, fundador do Mitogaku (escola de estudos da história japonesa e da mitologia Xinto surgida na suserania de Mito, hoje Prefeitura de Ibaragi), compartilharam também a mesma tese.

Mas além desses erdutidos e idealistas, Sadanobu Matsudaira, principal conselheiro do xogunato, deixou para o xogum Ienari Tokugawa na época com apenas 16 anos, um texto conhecido por “Quinze Recomendações ao Xogum”, onde essa tese é também defendida:

 


Sadanobu Matsudaira


 

“A nação japonesa inteira foi emprestada pelo Imperador ao xogum, que em hipótese alguma, deve pensar que ela seja sua propriedade.”

 

A Tese da Delegação de Governo estava sendo pregada em forma de advertência ao jovem xogum. Entretanto, esta tese evoluiu. Concluía-se então que o Governo deveria ser devolvido ao imperador caso o xogum não se mostrasse apto a exercer o poder delegado. Nascia assim a Tese da Devolução do Governo.

 

Ressurreição do título “Tennō” (Imperador) após quase 900 anos

 

Em novembro de 1840, o Imperador Kōkaku falecia aos 70 anos, 39 dos quais no trono e 23 como Imperador Recluso. Período excepcionalmente extenso, em que a autoridade do imperador se fortaleceu substancialmente.

O título “Kōkaku Tennō” (Imperador Kōkaku) lhe foi conferido post mortem, assombrando o povo japonês. Na era Edo, o imperador era normalmente conhecido por “Shujō” (Amo) ou “Kinri” (designativo de corte imperial), e “Tennō” era um título pouco conhecido. E também, no período compreendido entre o 63º Imperador Reizei-In e 118º Go-Momozono-In, atribuía-se aos imperadores o título “In”. O título “Tennō” (Imperador) ressurgia após 57 gerações, quase 900 anos. Um título adequado para coroar a memória do Imperador Kōkaku, que dedicou sua vida à tarefa de ressuscitar a tradição da Casa Imperial.

Segundo Satoru Fujita, professor de Literatura da Universidade de Tóquio e erudito em História Moderna do Japão, se Perry tivesse vindo ao Japão nos meados da Era Edo, o xogunato não teria pedido permissão ao Imperador para assinar o tratado, e tampouco os suseranos e samurais ideologistas teriam iniciado o movimento Sonnō (Respeito ao Imperador), porque os imperadores precedentes a Kōkaku não detinham poder político.

Nesse caso, o movimento pela derrubada do xogunato e expulsão dos estrangeiros não teria conseguido juntar forças sob a bandeira do Sonnō, dando lugar a conflitos prolongados entre o xogunato e as suseranias não pertencentes ao clã Tokugawa. O Japão, com grande probabilidade, ter-se-ia transformado em colônia dos estrangeiros, afirma o professor Fujita.

O Imperador Kōmei, neto do Imperador Kōkaku, unificou o movimento Sonnō-Jōi no período final do xogunato, e seu bisneto, o Imperador Meiji, tomou as rédeas da modernização do país erguendo a bandeira da restauração do regime imperial, sobre os alicerces consolidados pelo Imperador Kōkaku, que dos 9 aos 70 anos de idade nunca deixara de elevar preces “noite e dia pelo bem-estar do povo”. ❁

 


Capítulo extraído do livro Cultura Japonesa Volume 5.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Cultura Japonesa – Vol. 5
A casa imperial Japonesa

Edição: Editora Jornalística União Nikkey Ltda. – Jornal Nikkey Shimbun
Publicação: Biblioteca Jovem de São Paulo – Abril de 2017
Autores: Masaomi Ise, Masayuki Fukasawa, Kohei Osawa
Tradução: Shintaro Hayashi
Supervisão: Masato Ninomiya
Revisão português: Aldo Shiguti
ISBN: 978-85-66358-03-2

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