Cultura Japonesa Vol. 5 – A Casa Imperial Japonesa (5) – Imperador Showa e a responsabilidade da guerra

HISTÓRIA DA CIVILIZAÇÃO JAPONESA

Trinta e três mil quilômetros
até a recuperação

“Vai levar, pelo menos, uma pedrada!”
dizia a Força de Ocupação, que o Imperador ignorou
e foi de encontro ao povo.

 


Texto original em japonês de Masaomi Ise de 29 de abril de 2000

Referência: (1) “Tennō-ke no Misshitachi – Senryō to Kōshitsu” (Os Emissários Secretos da Casa Imperial – A Ocupação e a Casa Imperial) – Hiroshi Takahashi, Kunihiko Suzuki – Editora Bunshun Bunko, 1989; (2) “Tennō Hirohito no Showashi” (História de Showa do Imperador Hirohito” – Toshiaki Kawahara, Editora Bungei Shunju, 1983; (3) “Showa Tennō no Gojunkō” (A Peregrinação do Imperador Showa) – Masao Suzuki, Editora Tenden, 1992; (4) “Tennōke no Tatakai” (As Batalhas da Família Imperial) – Hideaki Kase, Editora Shincho, 1985; (5) “Tennōsama ga Naite Gojatta” (O Imperador estava chorando) – Kanga Shirabe, Revista “Sokoku to Seinen”, 1999

Capítulo extraído do livro Cultura Japonesa Volume 5, de Abril de 2017


 

 

Imperador Showa (Heisei – o mais novo retrato imperial, Jornal Nippaku Mainichi Shimbun, 1997)

 

O Imperador Showa e a responsabilidade da guerra – haveria tema mais pesado que esse? No conflito entre adeptos da vitória e da derrota do Japão, ocorrido logo após o término da guerra, o simples fato de que o Imperador se achava vivo constituiu, para os adeptos da vitória, prova de que o Japão vencera. Eles estavam convictos de que “o Imperador seria morto pelos americanos e o regime imperial extinto, caso os americanos tivessem vencido”. O regime imperial foi sim preservado, mas porque até os americanos chegavam à conclusão de que a existência do Imperador seria imprescindível para governar o Japão. Mas isso levou o Imperador a profundo sofrimento, que o fez percorrer 33 mil quilômetros pelo Japão afora e conhecer de perto a tristeza e a ira do povo, envolvendo-se no meio dele.
Quais qualidades são exigidas para poder governar um país formado por uma longa tradição denominada Casa Imperial? É correto apoiar um governante, seja da nação ou do estado, interessado somente em aumentar a própria fortuna ou fortalecer o próprio poder? Quando pensamos na atual situação política e econômica do Brasil, seria puro idealismo esperar de seus dirigentes que se comportem como personalidades acima desses interesses mundanos? (Redação Japonesa – Jornal Nikkey Shimbun)

 

 

“Vai levar, pelo menos, uma pedrada!”

 

“Tiveram pais e maridos mortos por causa do Hirohito. Vai levar pelo menos uma pedrada durante a viagem. Será bem feito!

É necessário que os japoneses vejam que Hirohito não passa de um anão corcunda, de mais de 40 anos. Que não é deus, é homem. Essa é a lição da democracia viva.”

Em fevereiro de 1946, quando o Imperador Showa iniciou sua peregrinação pelo país, a conversa entre oficiais do comando da Força de Ocupação era essa. (1)

Entretanto, o resultado contrariou a “expectativa” desses oficiais. O Imperador Showa percorreu o país inteiro com exceção de Okinawa em aproximadamente 8 anos e meio. A distância percorrida foi de 33 mil quilômetros, em um total de 165 dias. Uma multidão de dezenas de milhares de pessoas o cercou nas diversas regiões onde esteve, e não recebeu uma única pedrada.

Jornais ingleses expressaram honestamente assombro:

“O Japão foi derrotado e ocupado por tropas estrangeiras, mas a popularidade do Imperador permanece praticamente inalterada. Ao circular pelas diversas regiões, a multidão o saudou como se ele fosse um ser super-humano. Na sociedade desse país completamente arrasado, o Imperador constitui-se no centro único de equilíbrio.

O rei Emmanuele da Itália foi expulso do país. Seu filho primogênito o sucedeu no trono, mas foi obrigado a abdicar em apenas um mês. Mas o povo japonês conservaria ainda a crença mitológica de que seu Imperador é Deus Vivo? Acontece algo incompreensível ao bom senso dos ocidentais.” (2)

 

“Desejo percorrer o país de ponta a ponta
para consolar e animar o povo”

 

O Imperador manifestou desejo de peregrinar pelo país inteiro em outubro de 1945.
Ordenou a Sussumu Kato, vice-ministro do Interior:

“Por causa desta guerra, perdemos território herdado de nossos ancestrais, perdemos vida de grande parte da população e fomos atingidos por imensa calamidade. Meditei sobre o que me era dado fazer nestas circunstâncias, e também, em abdicar. Entretanto, depois de refletir e refletir, penso que é meu dever percorrer de ponta a ponta o país inteiro para consolar, animar e também dar coragem ao povo para que se levante em busca da reconstrução do país. Penso realizar este intento de qualquer maneira e no prazo mais curto possível. Suponho que os oficiais do Palácio manifestarão preocupação com minha saúde, mas pretendo levar este propósito até o fim, em quaisquer condições físicas. Assim, iniciem providências sem considerações quanto a minha saúde ou coisas semelhantes. Peço ao Ministério do Interior todo empenho em planejar e executar este propósito.“ (3, pág. 23)

Consultado, o alto comando da Força de Ocupação aprovou, com a expectativa acima mencionada.

 

Têm o que comer?” “Têm casa?

 

A primeira visita, realizada em 19 de fevereiro de 1946, foi à fábrica em Kawasaki da Showa Denko. Ela produzia sulfato de amônia empregado em fertilizantes químicos, necessários para elevar a produção de alimentos, mas tivera 70% de suas instalações fabris destruídas por bombardeios. Seus empregados trabalhavam desesperadamente para reconstruir a fábrica.

Aos operários alinhados em fila, o Imperador Showa perguntava: “Como vai a vida?” “Têm o que comer?” “Têm casa?”. Muitos não puderam conter a emoção e choraram. O presidente Mori da empresa que conduzia o Imperador notou que ele só fazia perguntas sobre a vida íntima das pessoas. E lhe ocorreu que jamais o Imperador teria feito perguntas como essas se a vida no Palácio fosse mansa e pacífica. Isso despertou-lhe profunda afeição pelo Imperador. (4, págs. 376 – 381).

 


Showa Denko K. K. (19 de fevereiro de 1946 – ano 21 da Era Showa)


 

Na segunda peregrinação, em 28 e fevereiro, o Imperador percorreu a cidade de Tóquio, transformado em deserto calcinado pelo grande bombardeio.

Notificada da sua chegada, uma multidão o aguardava em Shinjuku. Gritos de “Viva o Imperador!“ se ergueram espontaneamente do meio da população. E quando o Imperador tirou o chapéu em resposta à saudação, a multidão rompeu o cordão de soldados americanos e chegou até a pista de rodagem. Cenas como essa se repetiam em todos os locais por onde passava. (3, págs. 61 – 62)

 

“Nas minas de carvão das terras de Iwaki,
o heroísmo dos homens que trabalham sob forte calor” (tradução livre)

 

O Imperador percorreu as províncias das regiões de Kantō e Tōkai durante o ano de 1946. Em junho de 1947 esteve em Ōsaka, Hyōgo e Wakayama. E quis percorrer todas as províncias da região Tōhoku sob intenso calor de agosto. Seus auxiliares, assustados, lhe pediram que esperasse até a chegada de um clima mais ameno, mas ele não consentiu: “O Tōhoku joga sua sorte (aumento da produção de alimentos) no verão. Faço questão de observar com estes meus olhos a imagem viva do povo em pleno trabalho, quero encorajá-lo” – disse ele.

A guerra terminara havia pouco, não havia ainda hospedarias disponíveis. Assim, passou algumas noites em salas de aula de escolas, e dentro de trem. “É pouco sacrifício diante das privações do povo. Nem me importo em ficar sem banho por dez dias.” – dizia, e prosseguia sua viagem.

Nas minas de carvão de Jōban, Província de Fukushima, importante centro de fornecimento de energia responsável pela produção de 40% do carvão japonês, o Imperador percorreu túneis subterrâneos a 450 metros da superfície à temperatura de 40ºC envergando terno e gravata para encorajar mineradores desnudados até a cintura. Brados de viva ecoaram pelos túneis bem abaixo na terra. O verso de tanka seguinte é desse momento: (3, pgs. 123 – 127)

 

“Nas minas de carvão das terras de Iwaki, o heroísmo dos homens que trabalham sob forte calor” (tradução livre)

 

O verso louva o heroísmo dos homens que trabalham sob o calor intenso das minas de carvão de Jōban, na preciosa tarefa de reconstruir o país.

 

“De regresso ao sopé varrido pelo forte vento
do Monte Asama” (tradução literal)

 

Dois meses depois, o Imperador partiu sem descansar para percorrer a região Kōshin-etsu em viagem de nove dias. Começou caminhando por dois quilômetros entre as primeiras neves do Monte Asama, para visitar a colônia Ōhinata localizada ao sopé da montanha. A aldeia de Ōhinata foi a primeira da nação a realizar emigração parcial à Manchúria. Entretanto, com a invasão das tropas soviéticas, apenas 323 do total de 694 imigrantes, ou seja, pouco menos da metade conseguiram retornar com vida ao Japão. Eles haviam desbravado um terreno agreste a 1095m acima do nível do mar para estabelecer ali uma colônia.

Minao Horikawa, chefe do grupo desbravador que recebeu o Imperador procedeu a leitura do relatório perante Sua Majestade, leitura essa interrompida diversas vezes por pranto. Lágrimas também umedeceram o rosto de Sua Majestade. (3, págs. 163 – 165)

 

“Quão preciosos são os camponeses que trabalham de regresso ao campo varrido pelo forte vento do Monte Asama!” (Tradução literal)

 

 

“Jovens do campo trabalhando em auxílio
ao velho lavrador”

 

Nesse ano, de novembro a dezembro, o Imperador percorreu ainda Tottori, Shimane, Yamaguchi, Hiroshima e Okayama. Na Colônia de Shinkawa, Província de Shimane, compareceu à recepção proporcionada por 30 mil pessoas, dirigindo-se em seguida à Aldeia de Iwano para observar atividades agrícolas.

O presidente da Associação Agrícola local apontou-lhe então um lavrador idoso para explicar: “Ele perdeu seus dois filhos, mas trabalha sem se deixar abater com o auxílio de outros aldeões.”
Sobre isso, o Imperador diria:

“Pude desta vez observar um velho lavrador que, não obstante ter perdido seus dois preciosos filhos, não se deixa abater e luta com afinco para elevar a produção de alimentos. E também, o trabalho denodado de jovens, lavradores e lavradoras, que vêm em seu auxílio – cenas que me tocaram realmente o coração. Essas cenas emocionantes me sensibilizam profundamente. Suponho que a vida lhes seja dura, mas peço que não se esmoreçam.” (3, págs. 201 – 203)

Deixou também o seguinte poema:

 

“Quão preciosa a imagem de jovens do campo trabalhando em auxílio ao velho lavrador!” (Tradução livre)

 

 

“Eis que o sino da paz de Hiroshima
começa a tocar”

 

Dia 5 de dezembro, o Imperador entrou em Hiroshima. Encontrou-se na cidade de Hiroshima com 84 órfãos da bomba atômica no Orfanato de Vítimas da Guerra. Abraçando a cabeça calva por efeito da bomba de um menino, ele levou a mão à pálpebra. A multidão ao redor soluçava em meio ao silêncio.

Passou pela ponte Aioi, região central da explosão, e foi recebido no Templo Motogokoku por uma multidão de 70 mil pessoas, enquanto o sino da paz tocava. Em um ambiente onde ainda restavam troncos de árvores carbonizadas e ferragens distorcidas, o Imperador disse ao microfone:

“Alegro-me pela calorosa recepção que me prepararam. Pretendo hoje observar pessoalmente as áreas devastadas da cidade, mas a cidade de Hiroshima é um caso especial, que muito me entristece. O povo da cidade de Hiroshima deverá empenhar-se na reconstrução da sua cidade e contribuir para a paz mundial.”

 

“Eis que o Sino da Paz de Hiroshima começou a tocar, sinto que a recuperação se inicia, alegro-me por isso.”

 

 


Imperador Showa em Hiroshima, durante a sua peregrinação pelo país inteiro (1947)


 

Kent, censor do Serviço Governamental do Supremo Comando do Quartel Geral da Força de Ocupação que acompanhava o Imperador nessa visita à região de Chugoku se surpreendeu com a inexistência de sequer uma pessoa que guardasse ressentimentos ao Imperador, mesmo em Hiroshima vitimada pela bomba atômica. Esse Serviço Governamental, que já de início, arquitetava extinguir o regime imperial, ordenou o cancelamento das visitas do Imperador porque estudantes da escola primária da Província de Hyōgo recepcionaram Sua Majestade agitando bandeirinhas japonesas proibidas, ato considerado “violação de ordem”.

Entretanto, isso deu causa a uma série de petições e de resoluções em Assembleia das regiões de Kyushu e Shikoku que aguardavam a visita. Sobre isso, supõe-se que o imperador tenha conversado diretamente com MacArthur. Fato é que as visitas foram reiniciadas dois anos depois. (3, pgs. 212 – 238).

 

“Que as crianças sejam felizes!”

 

O Imperador percorreu todas as províncias de Kyushu entre 18 de maio a 10 de junho de 1949. Havia um orfanato budista no Templo Intsuji, cidade de Kiyama, Província de Saga, por onde passou em 22 de maio, que abrigava mais de 40 órfãos de guerra. Entre os órfãos, havia uma menina que abraçava junto ao peito duas tabuletas mortuárias.

O Imperador Showa se aproximou dela para lhe perguntar:
“São de seu pai e de sua mãe?”

A menina respondeu com clareza:
“Sim senhor, são tabuletas de meu pai e de minha mãe.“

“Onde foi?” – prosseguiu o Imperador.

“Sim. Meu pai teve morte honrosa em batalha, perto da fronteira entre Manchúria e a Rússia. Minha mãe morreu por doença, durante a retirada.”

Com o semblante entristecido, o Imperador lhe perguntou: “Sente solidão?” A menina abanou negativamente a cabeça: “Não, eu não sinto solidão. Sou filha de Buda. Os filhos de Buda podem encontrar-se outra vez com seus pais e suas mães falecidos no Paraíso, com toda certeza.”

Sua Majestade estendeu a mão direita e passou-a duas, três vezes sobre a cabeça da menina. Disse: “Sim, os filhos de Buda são felizes. Seja boa menina e procure crescer com saúde, sim?” Muitas lágrimas caíram sobre o tatami.

“Papai!” – a menina chamou o Imperador em voz baixa. (5)

 

“Haja felicidade às crianças que crescem saudáveis seguindo os ensinos do Sagrado Buda.” (Tradução livre do verso tanka composto pelo Imperador).

 

 

“Houve época em que
tive mágoa da Sua Majestade”

 

Uma multidão composta de parentes de falecidos e de retirantes se aglomerava na via de acesso ao Templo Intsuji.

O Imperador Showa se dirigiu a uma senhora idosa, que se achava sentada na primeira fila:
“Perdeu alguém na guerra?”

“Foi meu filho, senhor. Meu único filho” – respondia a idosa com a voz embargada.

“Onde se deu a morte?”

“Na Birmânia. Dizem que a batalha foi violenta e que meu filho gritou ‘Viva o Imperador!’ antes de morrer … Majestade, eu consagrei a vida do meu filho ao senhor. Peço-lhe, tenha longa vida por meu filho, Majestade!”

A idosa desabou em pranto. O Imperador, que a ouvia com atenção, continuava a fitá-la, sem sequer enxugar as lágrimas que corriam livres pela sua face.

Diante do grupo de retirantes, o Imperador Showa se curvou profundamente. Disse-lhes: “Quanto sofrimento os senhores devem ter passado nos longos anos em longínquos países estrangeiros!”. Um retirante se aproximou, para dizer: “Houve época em que tive mágoas de Sua Majestade. Mas a verdade é que eu não estava sofrendo sozinho. Percebi agora que Sua Majestade também sofre. A partir de hoje, eu jamais amaldiçoarei o mundo. Não guardarei mágoa de pessoas. Eu me junto à Sua Majestade e vou à luta!”

A essas palavras, um jovem ao seu lado rompeu em pranto. “Não tinha que ser assim! Não tinha que ser assim! Eu estava errado! Eu estava enganado!” O jovem era um daqueles que passaram por lavagem cerebral durante o período de prisioneiro na Sibéria e fora libertado bem cedo para compor a vanguarda da revolução comunista no Japão. Ele aguardava a chegada do Imperador para forçá-lo a reconhecer responsabilidade pela guerra, se preciso com emprego de violência, e fazer do ato estopim para a deflagração da revolução. O Imperador sorriu com simpatia ao rapaz que soluçava fortemente. (5)

 

A energia da recuperação

 

Em visita a Kyushu, o Imperador passou por 190 localidades. Em cada província onde esteve, foi recebido por sessenta a setenta porcento da população, e assim, ele se encontrou com cerca de 7 milhões de pessoas.

As visitas prosseguiram a Shikoku e Hokkaidō, até 1954. Em oito anos e meio, o Imperador Showa percorrera todas as províncias do Japão com exceção de Okinawa, perfazendo um total de 1411 localidades. Supõe-se que muitos milhões foram recebê-lo.

 

“A preocupação pelo povo vitimado pela guerra nasce continuamente”

“Quanta alegria me dá a alma deste povo, que se esquece de seus sofrimentos para me receber! ”

“Quanta coragem inspira este povo que se dedica aos trabalhos básicos de recuperação da pátria!” (Traduções livres dos sentidos dos versos tanka de autoria do Imperador)

 

Com o desmoronamento do Grande Império Japonês, pessoas do povo tiveram pela primeira vez a oportunidade de chegar próximo ao Imperdor. E quando, para surpresa geral, descobriram que o Imperador sofria e chorava com os sofrimentos solitários de cada um, perceberam que os compatriotas da nação inteira compartilhavam os mesmos sofrimentos e tristezas. Nascia aí o ânimo de lutarem, todos juntos. Foi essa a fonte da energia que impulsionou a notável recuperação pós-guerra do país.

Em setembro de 1988, quando o Imperador adoeceu, quase 9 milhões de pessoas compareceram às preces pela sua recuperação erguidas no país todo e deixaram suas assinaturas. Muitas delas foram com certeza movidas pela visita que lhes fez o Imperador quarenta e poucos anos atrás.

Em seu leito de enfermo, o Imperador Showa perguntou: “Não vai mais dar?” Os médicos entenderam que ele perguntava sobre sua vida, mas não era isso. Ele perguntava se “Não vai dar mais para visitar Okinawa?”. O desejo de Sua Majestade, de visitar Okinawa, a última província restante, seria cumprido pelo Imperador atual em 1993. ❁

 

Continua…

 


Capítulo extraído do livro Cultura Japonesa Volume 5.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

……………………………..

Cultura Japonesa – Vol. 5
A casa imperial Japonesa

Edição: Editora Jornalística União Nikkey Ltda. – Jornal Nikkey Shimbun
Publicação: Biblioteca Jovem de São Paulo – Abril de 2017
Autores: Masaomi Ise, Masayuki Fukasawa, Kohei Osawa
Tradução: Shintaro Hayashi
Supervisão: Masato Ninomiya
Revisão português: Aldo Shiguti
ISBN: 978-85-66358-03-2

Todos os textos em português e japonês com furigana.

……………………………..

 

Solicitamos aos interessados contatarem a livraria abaixo. Efetuamos também remessa pelo correio.

Livraria Sol
www.livrariasol.com.br

www.facebook.com/sollivraria/
Praça da Liberdade, 153 – São Paulo
livrariasol@gmail.com
Tel.:  (11) 3208-6588

Livraria Fonomag
www.fonomag.com.br

www.facebook.com/fonomag/
Rua da Glória, 242 – Liberdade, 01510-000, São Paulo
fonomag@uol.com.br
(11) 3104-3329

Livraria Takano
Rua Conselheiro Furtado, 759

01510-001 São Paulo – SP
Fones: (11) 3209-3313

 

Compre com segurança na Amazon Brasil!
http://amzn.to/2Ah2Daq

 

Comentários
Loading...