Cultura Japonesa Vol. 4 – Era Meiji – Tesshu Yamaoka e Takamori Saigo, dois homens sem apego à fama ou fortuna, e até à própria vida, evitam uma guerra civil através da negociação

Os construtores e protagonistas da Era Meiji

Tesshu Yamaoka e
Takamori Saigo

Dois homens sem apego algum à fama ou fortuna, e até à própria vida,
salvam o Japão dos perigos de uma guerra civil


Texto original em japonês de Masaomi Ise
Referência: (1) “Yamaoka Tesshu” – Sogen Omori – Editora Bunshun, 1985
Capítulo extraído do livro Cultura Japonesa Volume 4, de Dezembro de 2016

 

          Tesshu Yamaoka

 

          Takamori Saigo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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O xogunato Tokugawa, embora apoiado pela coligação ainda resistente de suseranias afins, perdia prestígio. A coligação das suseranias independentes lideradas por Satsuma e Choshu ganhava prestígio junto ao Imperador Meiji, recém-empossado, e iniciava um movimento declarado pela derrubada do xogunato. O xogunato resolvia reagir. Com as forças da coligação aliada, investiu contra Quioto, sede do império, iniciando o conflito Toba-Fushimi. Uma guerra se iniciava.


Mas a coligação opositora obtinha uma importante vantagem: conseguira que o Imperador concedesse às suas tropas a condição de kangun, ou seja, exército imperial, e a permissão de conduzir a bandeira oficial do Imperador. Automaticamente, as tropas do xogum e aliados passavam a ser tropas rebeldes, inimigas do imperador.


Desmoralizadas e abatidas, as tropas do xogunato sofriam derrotas sucessivas e se retiravam em direção da capital Edo, onde pretendiam travar guerra decisiva para a subsistência do xogunato.


Essa guerra, caso ocorresse, acabaria com Edo. A capital destruída se transformaria em porta aberta para que a Rússia, do Norte, a China, do continente e os Estados Unidos com seus navios negros invadissem o Japão partilhando-o aos pedaços.


Nessa situação de grande risco à nação, Tesshu Yamaoka e Takamori Saigo, dois samurais líderes em princípio antagônicos, resolviam dialogar com espírito aberto e desinteressado, sem pretender fama ou fortuna, ou até mesmo, conservar suas próprias vidas. Disso resultou a rendição sem sangue do Castelo de Edo, sede do xogunato, e se afastou a pior consequência por intermédio da negociação.


A sociedade brasileira se acha hoje dividida entre partidários do PT e do governo atual. Não se vê, está claro, nenhum risco de conflito interno, muito embora a segurança pública viva ameaçada por criminosos em favelas onde nem a polícia consegue entrar.


Com que espírito, nós brasileiros, devemos empreender a unificação do nosso país? Quem sabe um olhar sobre essa fase da história japonesa, da extinção do xogunato, proporcione alguma inspiração. (A Redação – Jornal Nikkey Shimbun)

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O desejo pela paz

 

Em janeiro de 1868, o xogum Yoshinobu Tokugawa, derrotado na batalha de Toba-Fushimi retornava a Edo. O Imperador Meiji revogara o xogunato, e isso o deprimia. Na madrugada de 13 de fevereiro, escapava secretamente do Castelo de Edo para se internar em penitência no templo de Kan-eiji, em Ueno, em estrita submissão.

Yoshinobu Tokugawa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O exército imperial constituído das tropas da coligação Satsuma-Choshu engrossada agora por muitas outras suseranias, já havia penetrado em Sunpu (Shizuoka) e se preparava para lançar ataque final ao Castelo de Edo, sede do xogunato. Entre as tropas do xogunato, partidários da guerra bradavam por um confronto decisivo com o exército imperial. Eles exigiam a presença do xogum à frente deles.

Pressionado, o xogum convocava Tetsutaro (Tesshu) Yamaoka para uma missão: convencer o príncipe Taruhito, comandante geral das forças imperiais, que queira realmente render-se, apesar dos protestos de parte das suas tropas, que queriam guerra.

O nome de Yamaoka havia sido indicado por Deishu Takahashi, cunhado de Yamaoka. Deishu era samurai de confiança do xogum e responsável por sua segurança. Ninguém melhor que Yamaoka, dizia Deishu, para essa difícil missão.

Yamaoka, na época aos 33 anos de idade, possuía estatura elevada, de quase 190 cm, e era corpulento. Pesava mais de 100 kg. Mestre em kenjitsu, praticava também o Zen.

Disse o xogum a Yamaoka, que comparecera à sua presença:
“– Convoco-o para que leve ao conhecimento do exército imperial estacionado em Sunpu, das intenções reais de fidelidade e submissão deste Yoshinobu. Nada desejo senão a paz da nação.”

Yamaoka se impressionou com a aparência de extremo abatimento do xogum. Pensou preocupado: “Essa responsabilidade tem o peso da morte!”

 

 “Estou sendo absolutamente sincero”

 

Entretanto, não deixou transparecer seus sentimentos, e fez uma pergunta propositadamente maldosa para testar a sinceridade do xogum:
“– Excelência, por que o senhor resolve se submeter só agora, quando a situação é terminal?”

“– Estou sendo absolutamente sincero quando declaro fidelidade e submissão. Sei que a morte me aguarda, uma vez que o Imperador já decretou o fim do xogunato. Quando penso, entretanto, que os meus sentimentos foram transmitidos a ninguém, que morrerei como rebelde, inimigo do Imperador odiado por todos, não há como me conformar …”

Yoshinobu não continha as lágrimas.

Porém, Yamaoka se mostrava ainda mais duro, e replicava em alta voz:
“– Lamúrias como essas me fazem duvidar da sua sinceridade, Excelência! Não estaria o senhor disfarçando, com belas palavras, alguma trama?”

Havia um motivo para questionar até este ponto ninguém mais que o próprio xogum. Yamaoka, homem honesto como ninguém, arriscava a vida nesta missão.

“– Absolutamente. Declaro que não guardo segundas intenções. Jamais desobedecerei uma ordem imperial. Isto está em minha alma” – revelou Yoshinobu.

Yamaoka, finalmente convicto da sinceridade do xogum, prestou então um juramento solene:

“– Uma vez que V. Exa. manifesta verdadeira e sincera submissão, e disso me dá ciência, eu, Tetsutaro, juro dedicar meus parcos recursos para transmitir ao Imperador até o pleno esclarecimento os fatos que me foram dados a conhecer, para dissipar os receios de V. Exa.”

Depois, deixou o local disposto a morrer se necessário nessa missão. Ofereceria sua vida de boa vontade em troca da vida de milhões de compatriotas. Não havia sombra de dúvida em seu espírito quanto a isso.

 

 “Tetsutaro Yamaoka,
vassalo de Yoshinobu Tokugawa,
inimigo do Imperador,
comparece ao quartel geral
do exército imperial”

 

Passando em seguida pela residência de Kaishu (Kintaro) Katsu, Yamaoka obteve dele concordância em procurar o exército imperial em Sunpu.

Já era noite quando retornou à sua casa. Um velho amigo de Satsuma, Shin-hachiro Masumitsu, veio visitá-lo nessa hora por recomendação de Katsu. Pedia permissão para acompanhá-lo. Yamaoka considerou a companhia de um samurai de Satsuma proveitosa, e concordou. Comeu quase dez porções de chazuke (arroz regado a chá acompanhado de tsukemono), avisou ao pessoal da sua casa que iria “dar um passeio”, e saiu como vento em companhia de Masumitsu.

Soldados armados do exército imperial se enfileiravam apertados em ambos os lados da estrada após Shinagawa e Omori, mas prosseguiram por entre eles sem se intimidar.

Chegaram então em uma casa, que parecia sede do comando da tropa. Entraram sem pedir licença e deram com um homem, aparentemente comandante daquela tropa.

Yamaoka anunciou em altos brados:
“– Tetsutaro Yamaoka, vassalo de Yoshinobu Tokugawa e inimigo do Imperador, comparece ao quartel geral do exército imperial! Vou passar!”

Havia ali uns cem soldados, mas nada fizeram a não ser arregalar os olhos, quem sabe estupefatos pela ousadia deles. Quando se refizeram da surpresa, Yamaoka e seu companheiro já haviam desaparecido. Em vão o comandante os despachou ao encalço deles. Nem sombra restava dos dois.

Ao sair de Yokohama para Kanagawa, deram agora com tropas de Choshu. Coube então a Masumitsu anunciar:
“– Nós somos samurais de Satsuma. Estamos indo para o quartel geral em Sunpu, para tratar de negócios.”
Foram então recebidos com cortesia por todas elas.

 

“Sensei!”

 

Viajando noite e dia, os dois chegaram a Sunpu já em 9 de março. Dirigiram-se de imediato ao quartel geral e solicitaram encontro com Takamori Saigo.

“– Sensei (mestre)!” – Yamaoka interpelava Saigo com um grito, como se desferisse um golpe de espada. E continuou:
“– O intuito desta campanha contra os inimigos do Imperador seria atacar rebeldes a torto e direito, haja ou não motivo? Ou então, poupariam aqueles que se mostrem submissos ao Imperador? O que me diz, sensei?”

Yamaoka se expunha por inteiro diante do adversário. Adotava a postura Zen, de “se deitar diante do tigre”. Os grandes olhos de Saigo faiscaram.

“– Naturalmente, eu assumi o Estado Maior das tropas imperiais não para assassinar pessoas e nem para levar o país à revolta. Meu intuito é subjugar apenas os rebeldes que se opõem ao imperador. Mas sensei, por que me pergunta coisas tão banais?”

Saigo também tratava Yamaoka por “sensei”, mostrando deferência mesmo a um vassalo do xogum, inimigo do imperador. Assim era Saigo.

“– É de todo compreensível, sensei, não esperava outra atitude do exército imperial. Pois então pergunto: O xogum Yoshinobu Tokugawa, meu amo, se mostra inteiramente contrito e submisso, recolhido ao templo de Kan-eiji, em Ueno aguardando instruções do imperador. Meu amo pretende seguir fielmente as ordens do imperador, seja para viver, seja para morrer. Sendo assim, onde está a necessidade de avançar com um exército enorme como este?” – Yamaoka pressionava Saigo, contestando sua resposta.

 

 “Não se trata apenas de um Tokugawa.
O que será do futuro do Japão?”

 

Saigo recebera relatório de que parte das forças do xogum havia entrado em combate, resistindo ao exército imperial. Assim lhe era impossível acreditar em submissão, dizia ele.

Yamaoka argumentou que, de fato, alguns dos vassalos do xogum se rebelaram, contrariando a vontade do amo, mas seguramente, Yoshinobu nada tinha a ver com isso. Por isso, declarou em seguida, se arriscara a vir até ali para que o imperador pudesse tomar conhecimento das intenções sinceras de Yoshinobu.

“– Peço-lhe, por favor, sensei, que transmita isso ao príncipe comandante” – suplicou Yamaoka. Saigo, porém, se mantinha calado, de braços cruzados.

Notando que o tempo passava e Saigo não respondia, Yamaoka se adiantou e disse:
“– Eu lhe transmiti com todo respeito, em nome do meu amo, seus sentimentos reais e sinceros. Se sensei não quer aceitá-los, então paciência. Só me resta morrer.

Mas se isso acontecer, senhor, Tokugawa, embora enfraquecido, dispõe ainda de inúmeros samurais determinados entre a guarda de oitenta mil homens que possui. Saiba que este Tetsutaro não é absolutamente o único. E então o que acontecerá? O que está em jogo não é mais o futuro de um único Tokugawa, mas da nação inteira!

Mesmo assim, sensei, o senhor atacará? Caso o faça, suas tropas deixarão de ser o exército imperial. Com todo respeito, penso que o imperador é pai e mãe do povo desta terra.

O exército imperial merece ser assim chamado desde que julgue o que é certo e o que é errado, e castigue os rebeldes. Entretanto, se não age com benevolência a um vassalo inteiramente submisso, que jura fidelidade, e ainda o castiga, torna-se evidente como a luz do sol que isso causará uma enorme revolta no país.

Por favor, sensei! Queira entender esta situação!”

 

 “Há algo insuportável
em termos de sentimento!”

 

O apelo de Yamaoka que, preocupado com o futuro do país, procurava desesperadamente mostrar a realidade conseguia finalmente penetrar na alma de Saigo.

“– Pude me inteirar da situação de Edo graças ao mestre que teve o trabalho de me procurar. Queira descansar um pouco aqui enquanto transmito seus pontos ao príncipe comandante” – disse, e saiu.

Retornou pouco depois com uma proposição documentada concedida pelo príncipe, que impunha cinco condições:

 

Entregar o Castelo de Edo;
Transferir seus defensores à ilha de Mukoujima;
Entregar armas;
Entregar navios de guerra;
Entregar Yoshinobu Tokugawa à Suserania de Bizen.

 

Yamaoka aceitou as quatro primeiras condições, mas protestou decididamente contra a quinta condição, de “entregar Yoshinobu à Suserania de Bizen”. Um outro se teria encolhido ante o olhar fuzilante de Saigo, mas Yamaoka, cultor de kenjitsu, e adepto do Zen, não se mostrava nem um pouco intimidado.

“– Então, sensei! Troquemos de posição, eu e o senhor, e pense: suponhamos que o seu amo, lorde Shimazu senhor de Satsuma, tivesse se tornado inimigo do imperador por um erro qualquer, e recebesse uma ordem imperial como essa. O senhor, sensei, seguiria essa ordem sem uma palavra? Entregaria o lorde Shimazu a uma suserania estranha? E permaneceria perfeitamente indiferente?

Como entende o senhor os sentimentos que ligam o vassalo ao seu amo? Para mim, essa ordem é insuportável em termos desses sentimentos!”

 

“Sei muito bem que o mestre
veio aqui disposto a morrer”

 

Yamaoka tocara um ponto sensível de Saigo. Ele permaneceu calado por certo tempo, e depois, disse com determinação:
“– Entendi. Tem toda razão no que diz. Quanto ao caso Yoshinobu Tokugawa, eu assumo inteira responsabilidade. Não se aflija, nem um pouco.”

As palavras de Saigo tinham peso de uma montanha. Dissimulando a alegria, respondeu Yamaoka:
“– Desde que consinta nesse ponto, não nos oporemos de forma alguma às demais condições. Eu, Tetsutaro, as aceito respeitosamente.”

Saigo se adiantou e o abraçou, batendo em suas costas. E segredou junto aos seus ouvidos, com simpatia:
“– Sei muito bem que o mestre veio até mim disposto a morrer. Entrou em cova de tigre para agarrar o filhote. Mas entenda: seus ombros carregam o destino de uma nação. Não despreze sua vida, estime-se um pouco!”

Selava-se assim o acordo entre dois gigantes. Já descontraídos, Saigo perguntou a Yamaoka como conseguira sair de Edo. Respondeu Yamaoka simplesmente que viera andando, e que encontrara no caminho uma multidão de soldados em fila – um soberbo espetáculo, disse ele.

Até mesmo Saigo se espantou com essa proeza, e observou que, se Yamaoka rompera as linhas do exército imperial, deveria prendê-lo ali mesmo, e acrescentou: “Mas sensei me parece lutador valente, e por isso, será melhor embriagá-lo antes de amarrá-lo em cordas. Ha, ha, ha,… vamos beber!”

E foram procurar a companhia do saquê.

 

“A vida não importa,
nem fama e nem fortuna”

 

O acordo assim selado evitou o ataque a Edo pelas tropas imperiais. Se tivesse ocorrido, Edo inteiro se converteria em mar de chamas provocadas pelo embate entre o exército imperial e tropas do xogum, abrindo espaço à intervenção das potências estrangeiras e pondo em risco a independência do Japão. Mas os dois gigantes da história japonesa abrigavam em seus corações uma única preocupação: – o futuro do Japão.

O acordo final se concretizou no encontro entre Kaishu Katsu e Saigo, em 13 de março na sede da representação de Satsuma em Shiba Takanowa. Terminado, Katsu conduziu Saigo ao Monte Atago, próximo ao local do encontro de onde se avistava a cidade de Edo.

Saigo suspirou emocionado ao contemplar a cidade que conseguiram salvar da guerra.

“– Realmente, o xogum Tokugawa não nega sua fama. Possui um formidável tesouro” – disse ele.

Katsu lhe perguntou intrigado a que tesouro ele se referia.

“– Ah, eu me refiro ao senhor Yamaoka”, respondeu Saigo, e explicou:

“– Pois é, Yamaoka é um intratável. A vida pouco lhe importa, nem fama e nem fortuna. Mas confesso que eu não me disporia a acertar acordos de suprema importância em reunião franca e aberta a não ser com intratáveis como ele. Diria que pessoas verdadeiramente honestas, confiáveis e desprovidas de ambição, são pessoas como o Yamaoka.”

 

Tesshu Yamaoka em seus últimos anos de vida

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Entretanto, a descrição de Yamaoka dada por Saigo, de homem que não se importa com a própria vida, nem por fama e nem por fortuna era aplicável também ao próprio Saigo. E foram esses dois homens que salvaram o Japão da conflagração de um conflito interno e do risco de perda da independência do país.❀

 


Capítulo extraído do livro Cultura Japonesa Volume 4.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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CULTURA JAPONESA 4
Os textos foram extraídos do site de língua japonesa “Curso para a Formação de Japoneses da Geração Internacional”, e aqui traduzidos e publicados com a permissão do autor, Masaomi Ise. Estes tem por intuito expor de forma compreensível as peculiaridades da história e da cultura japonesas.

Edição: Editora Jornalística União Nikkey Ltda. – Jornal Nikkey Shimbun
Publicação: Biblioteca Jovem de São Paulo de 15 de Dezembro de 2016
Redator-chefe: Masayuki Fukasawa
Autores: Masaomi Ise, Masayuki Fukasawa
Tradução: Shintaro Hayashi
Revisão português: Aldo Shiguti

Todos os textos em português e japonês com furigana.

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