Cultura Japonesa Vol. 3 – Tetsuo Okamoto – primeiro atleta a conquistar medalha olímpica para a natação brasileira

HISTÓRIA DA IMIGRAÇÃO JAPONESA NO BRASIL

Tetsuo Okamoto

A história secreta dos 1500m nado livre das Olimpíadas de Helsinque que levou ao pódio 3 atletas de nacionalidades diversas, de sangue japonês


Texto original em japonês – Redação Japonesa do Jornal Nikkey Shimbun
Capítulo extraído do livro Cultura Japonesa Volume 3, de Agosto de 2016

 

 

Tetsuo Okamoto, 1952

 

 

O Rio de Janeiro foi sede dos Jogos Olímpicos de 2016, a primeira Olimpíada na América do sul. Isso faz lembrar a Olimpíada de 1952, em Helsinque, quando três atletas de sangue japonês, de nacionalidades diversas, subiram ao pódio na competição de 1.500m em nado livre. O primeiro lugar coube a Ford Konno, nikkei americano. O segundo a Shiro Hashizume, japonês, e o terceiro a Tetsuo Okamoto, nikkei brasileiro. Okamoto se tornou no Brasil um herói por ter trazido ao país a primeira medalha em natação. Mas foi também o primeiro nikkei brasileiro a conquistar uma medalha. Rememoremos em seguida a história desse nipo-brasileiro que deu ao Brasil uma grande e inolvidável contribuição. (A redação – Jornal Nikkey Shimbun)

 

 

 

Podium da final dos 1500 metros dos Jogos Olímpicos de Helsinque de 1952. À esquerda Shiro Hashizume do Japão – medalha de prata, ao centro Ford Konno dos Estados Unidos – medalha de ouro e à direita Tetsuo Okamoto do Brasil – medalha de bronze

 

 

Tetsuo Okamoto (03/1932 ~ 10/2007) nasceu em Marília, Estado de São Paulo. A Prefeitura de Marília foi criada em 1929, apenas 3 anos antes dele nascer. Por isso, a certidão de nascimento leva o número 36. Ou seja, ele próprio faz parte da história da cidade. Seu pai, Sentaro, era natural de Hokkaido, e sua mãe, Tsuyoka, da Província de Fukuoka. Era o caçula do casal – a família era constituída ainda pelo irmão Yoshio e pelas irmãs Yoshie, Suzue e Kunie.

Marília fica cerca de 440km a Noroeste da capital paulista. É uma das cidades mais prósperas dentre aquelas da extensão da linha Paulista. Tetsuo iniciou a prática da natação em 1940, aos 7 anos de idade, às vésperas da conflagração da Grande Guerra do Pacífico. Sofria de asma infantil e começou a nadar por insistência do pai, para fortalecer o corpo.


Segundo o jornal Paulista Shimbun de 18 de setembro de 1952, Shinzo Tozaki e Yoichi Yamazaki, naturais do Distrito de Yashiro, Província de Kumamoto, construíram em 8 de outubro de 1940 uma “Piscina Japonesa” na fazenda deles, com o dinheiro do próprio bolso. Tinha 25 metros de comprimento por 12 metros de largura. O custo previsto era de 30 contos de réis, mas acabou custando 50 contos, segundo dizem. Na época, era raríssimo encontrar japoneses que possuíssem piscinas.


Okamoto começou a nadar nessa piscina. Em uma entrevista ao jornal Nikkey Shimbun, noticiada na edição de 14 de agosto de 2004, dizia ele: “Piscinas ladrilhadas não havia no interior. Essa foi construída fechando um córrego. Havia muitos sapos nadando ali. Bastava começar a nadar para que a água ficasse logo turva. Abrindo os olhos, não se podia ver nada dentro dela.”

 

 

Okamoto conta saudosamente sobre a sua vida cheia de glória, no Jornal Nikkey Shimbun, edição de 14 de agosto de 2004

 

O Yara Clube foi fundado por volta dessa época e Okamoto começou a nadar nesse clube.

 

O atleta desponta
em pleno período de provação
dos imigrantes

 

Okamoto viveu a fase dos 10 anos de idade em pleno período de provações para os imigrantes japoneses do Brasil, em decorrência da guerra.

O pai Sentaro não era imigrante rural. Era engenheiro agrimensor nascido em Sapporo, ao norte de Hokkaido e viera ao Brasil saindo da Inglaterra para a Amazônia. Residiu na Rua Conde de Sarzedas, em São Paulo, na época da Revolução do Isidoro em 1924. Em 1920, criava-se a Associação Patrocinadora da Escola Primária Japonesa Taisho (esta escola foi fundada em 1915). Sentaro foi um dos sócios fundadores. Mudou-se para Duartina no ano da revolução, e depois, desde 1932, para a recém fundada cidade de Marilia, onde se fez líder do ensino da língua japonesa do período pré-guerra.

Foi também presidente da Associação dos Japoneses da cidade de Marília, colaborou para a fundação da Federação dos Professores e da Associação Educativa da Extensão da Paulista. Essa associação angariava fundos para promover todos os anos excursões de formatura, exposições de obras, festival escolar de artes, competições de atletismo e competições de judô e kendô. Por volta de 1937, quando o ensino da língua japonesa se expandia, havia só na região de Marília, 1740 estudantes registrados. (Han Marilia Sanjuunenshi “Toyohara” (“Toyohara”, História dos 30 anos de Pan-Marília) – 1959, Tomin Nakamura – “Sanjunenshi” (História dos 30 anos) – Editora Kankokai).

Em 1937, a política nacionalista da ditadura de Getúlio Vargas começava a vigorar. Em 1938, proibia-se o ensino da língua estrangeira a menores de 10 anos e no final desse mesmo ano, todas as escolas de ensino das línguas japonesa, italiana e alemã foram fechadas. Em julho de 1941, a edição de jornais em língua japonesa ficava proibida.

Em janeiro de 1942, a Conferência Pan-americana de Ministros do Exterior realizada no Rio de Janeiro sob a liderança dos Estados Unidos decidia romper relações econômicas com os países do eixo, decisão essa aceita por 10 das nações participantes, excluída a Argentina. Dia 29, o Brasil decidia também romper relações diplomáticas com os países do eixo.

O Departamento de Segurança do Estado de São Paulo passava a impor, como medidas de fiscalização do “povo inimigo”, a proibição da “divulgação de textos escritos em língua própria”, do “uso de língua própria em público”, do “deslocamento sem o salvo-conduto expedido pelo Departamento de Segurança”, da “mudança de residência sem aviso prévio ao Departamento de Segurança”, entre outras.

A “piscina dos japoneses”, embora construída, apresentava irregularidades de documentação e sua utilização foi proibida logo após a inauguração. Procurou-se então obter orientações imediatamente junto ao Departamento de Segurança em São Paulo.

O atendimento foi cordial. O Departamento explicou em detalhes os procedimentos necessários. “A interdição, que vigorou por certo tempo durante a guerra, foi liberada por Padilha. Pode-se até dizer que foi Padilha, chefe do Departamento de Segurança, quem criou Tetsuo Okamoto” (informações da imprensa japonesa). Graças ao atendimento especial concedido a um membro do “povo inimigo”, Okamoto conseguiu continuar com a natação para posteriormente, ingressar no Yara Clube e aperfeiçoar seu desempenho.

Logo após a guerra, a partir de março de 1946, a comunidade nipo-brasileira se viu em meio a um caos sem precedentes provocado por atritos entre os partidários da vitória e da derrota japonesa.

Desde 1941, quando a circulação de jornais em língua japonesa foi proibida, os imigrantes japoneses tinham nos noticiários do Estado Maior das forças japonesas transmitidas em ondas curtas pela Rádio de Tóquio a única fonte acreditável de informações. Na mentalidade deles, o noticiário da imprensa brasileira não passava de “maquinações dos Estados Unidos”.

Por isso, a comunidade se dividiu entre os kachigumi (partidários da vitória) que não queriam acreditar na rendição incondicional do Japão e os makegumi (partidários da derrota), que reconheceram de pronto a derrota do Japão. Japoneses se mataram em um país estrangeiro, em uma crise que deixou mais de 20 mortos. A matança chegou ao auge entre os meses de abril e julho de 1946, e prosseguiu até o ano seguinte.

Os jornais em língua japonesa voltavam a circular em 1946, e a situação se acalmava, mas a divergência continuou por cerca dos dez anos seguintes.

Em 1948, quando o conflito era ainda intenso, Tetsuo participava aos 16 anos da competição sul-americana realizada no Uruguai.

“A noite cai sobre a metrópole,
Véspera da primeira batalha de natação”

Eufórico, o pai Sentaro compôs esse verso de haicai.

 

O “Peixe Voador de Fujiyama”
modifica o destino de Okamoto

 

Em 1950, um acontecimento modificava a vida de Okamoto. Uma equipe de nadadores japoneses chegava ao Brasil em 4 de março, iniciando o intercâmbio nipo-brasileiro do período pós-guerra. A equipe era constituída pelo treinador Masanori Yusa, capitão da equipe Shuichi Murayama, e pelos nadadores Hironoshin Furuhashi, o “peixe voador de Fujiyama”, Shiro Hashizume, Yoshihiro Hamaguchi, e outros.

Okamoto, que nessa época já representava o Brasil, passou dois meses em companhia da equipe japonesa participando de competições amistosas organizadas em cidades como São Paulo, Marília e Londrina, onde havia grande concentração de japoneses e descendentes. Okamoto se emocionava com o desempenho dos mais velozes nadadores do mundo.

O Japão, derrotado na guerra, não pode participar da Olimpíada de Londres de 1948. No entanto, seu retorno à Confederação Mundial de Natação foi reconhecido em junho de 1949. Já em agosto do mesmo ano, seis atletas, inclusive Furuhashi e Hashizume, estavam participando a convite do campeonato americano de natação, onde acabavam de conquistar novos recordes mundiais em nado livre, de 400, 800 e 1.500 metros.

Esses resultados excepcionais foram obtidos em meio a enormes dificuldades: na época, o tratado de Paz de São Francisco não fora assinado ainda. O Japão não dispunha de dólares. A façanha foi possível graças às doações da Federação Japonesa de Natação e de japoneses residentes nos Estados Unidos. A equipe foi saudada pela imprensa dos Estados Unidos como “os peixes voadores de Fujiyama”, enchendo os japoneses de ânimo.
No ano seguinte, de regresso das competições nos Estados Unidos, a equipe fazia uma jornada pela América do Sul a convite do Ministério de Esportes do Brasil. Uma competição nacional de natação foi organizada nessa oportunidade na piscina do Estádio Municipal de Pacaembu, em São Paulo, na qual Furuhashi estabelecia novo recorde sul-americano de natação em 400 metros, nado livre.

Nessa hora, por providências especiais do governador do Estado, a bandeira nacional japonesa tremulou pela primeira vez em cerimônia pública após 8 anos do rompimento das relações diplomáticas, levando consolo e ânimo aos sofridos corações dos imigrantes japoneses, angustiados pelos terríveis anos de guerra.

Okamoto recebia nessa oportunidade um conselho da equipe japonesa: devia “intensificar muito mais os treinamentos se quisesse obter bons resultados”. Até então, Okamoto treinava nadando apenas 1000 metros por dia. O conselho foi de que aumentasse para 10.000 metros, todos os dias, que ele seguiu rigorosamente a partir de então (Jornal Nikkey Shimbin).

Diz a Folha de São Paulo em sua edição de 3 de outubro de 2007: “Numa época em que não havia ainda piscinas aquecidas, ele cumpriu a norma dos 10.000 metros diários lutando contra o frio e com os olhos avermelhados pelo cloro, em um esforço dir-se-ia até fanático” (N.do T. – texto traduzido do japonês, não original).

Na série “Japanese Olympian Spirits”, publicada no site da Comissão Olímpica Japonesa, lê-se na coluna dedicada a Furuhashi que, conforme suas próprias palavras, ele costumava frequentemente treinar nadando 20.000 metros por dia quando era praticante, ou seja, duas vezes mais que Okamoto. O recorde mundial resultava desse impressionante esforço.

Com a chegada da equipe de natação japonesa, os kachigumi, que não conseguiam acreditar na derrota da sua Pátria, ganhavam novo alento. Em novembro de 1950, a polícia de Marília prendia 50 elementos da quadrilha Kokumin Zen-ei Tai (Tropa Popular de Vanguarda) especializada em fraudes, que enganava os kachigumi recolhendo deles dinheiro para regresso ao Japão. Assim, as sequelas do conflito entre adeptos da vitória e da derrota eram ainda claramente visíveis em Marília. Foi para a comunidade japonesa um período tenebroso.

 

O herói desponta do treino intensivo

 

O treino intensivo de Okamoto surtiu efeito em pouco tempo. Nos Jogos Pan-Americanos abertos em Buenos Aires, em 1951, vencia as provas de 400 e 1.500 metros nado livre e classificava o Brasil em segundo lugar na prova de revezamento de 400 metros nado livre. Tornou-se o primeiro brasileiro a vencer nos Jogos Pan-Americanos.

O Brasil na época não se recuperara ainda da derrota sofrida na fase final contra o Uruguai, na Copa Mundial de Futebol realizada no próprio país. Marília decretou feriado municipal, desfilou com Okamoto em carro aberto pela cidade e levou o povo à loucura. Mas enquanto isso, um ladrão invadiu a residência de Okamoto e roubou bens e dinheiro, tragicomédia tipicamente brasileira.

A comunidade japonesa de Marília, em festa, quis premiá-lo com um automóvel, mas Okamoto recusou. Ponderou que um atleta olímpico, por ser amador, não deveria receber presentes que poderiam ser tomados por prêmio e levá-lo a perder a condição de amador.

A época era muito diferente de hoje, quando profissionais podem participar de Olimpíadas.

A Olimpíada de Helsinque de 1952 proporcionou a cena em que, na competição de 1500 metros nado livre, ocuparam o pódio Ford Konno, nipo-americano nascido no Havaí em primeira posição (18min30s3), seguido por Shiro Hashizume, japonês (18min41s4) e Tetsuo Okamoto, nissei brasileiro, na terceira posição (18min51s3).

Segundo o jornal Nikkey, Okamoto estava prestes a perder os sentidos de cansaço na última volta dos 1500 metros, quando ouviu a voz do pai que lhe dizia: “Você é neto de samurai! Mostre o que é um samurai antes de morrer!” Isso lhe deu coragem para continuar nadando desesperadamente, não importava se morresse. São comentários que fazem referências à época. Quando soube da conquista do terceiro lugar, dizem que Okamoto sentiu a mente embranquecer, tamanha era a emoção, e chorou.

Okamoto, na fase preliminar, obtivera 19min19seg6. (recorde sul-americano) para avançar para a final. E na final, reduzira em 15 segundos esse tempo, para 18min51s3 (novo recorde sul-americano), um resultado excepcional que quebrava o recorde sul-americano anterior mantido por 10 anos!

A diferença entre o tempo dele e de Konno, em primeiro lugar, era de 20 segundos, e entre Hashizume, em segundo, de 10 segundos. Em entrevista ao jornal Última Hora em agosto de 1952, logo após o retorno triunfal, respondendo a uma pergunta, Okamoto se mostrou confiante: “Se tivesse mais dois meses de treinamento até Helsinque, teria alcançado o primeiro lugar”. Estava com 20 anos, uma idade propícia para grandes conquistas.

Na Olimpíada de Helsinque o Brasil obteve apenas uma medalha de ouro e duas de bronze. O país iniciou conquistando uma medalha de ouro, uma de prata e uma de bronze, ao todo 3 medalhas na Olimpíada de Antuérpia (Bélgica) em 1920, quando o Brasil participou pela primeira vez. Outras olimpíadas se seguiram com resultados nulos em termos de medalha, até a de Londres, onde obteve um bronze. Logo a seguir vieram as medalhas de Helsinque, entre as quais a primeira obtida em natação. Não deixa de ser uma preciosa contribuição para o Brasil.

O país obteve até hoje nas Olimpíadas, em competições de natação, um total de 13 medalhas (ouro – 1, prata – 4, bronze – 8). Dos esportes nacionais, a natação se coloca em quinto lugar em medalhas olímpicas conquistadas, atrás do vôlei, iatismo, atletismo e judô. A primeira foi de Okamoto.

Ele disputara com Hashizume que apenas 2 anos antes, em 1950, havia entusiasmado os brasileiros com a equipe japonesa. Agora, subia ao pódio com ele. Certamente, um momento de profunda emoção.

O jornal Paulista, de 13 de agosto de 1952, traz um comentário de sua irmã: “O terceiro lugar do Testuo foi meio surpreendente. Acreditávamos que, se conseguisse pelo menos um quarto ou quinto lugar, já estava bom, mas aí chegou em terceiro. E por cima, era a primeira vez que a bandeira brasileira subia em natação! Recebi muitas manifestações de alegria sincera, a começar pelo pessoal do Yara Clube, amigos e conhecidos de Tetsuo, e principalmente, de brasileiros de todos os lados. Até fiquei tonta.” A emoção da bela batalha atingia até os familiares, como se percebe.

Ford Konno nasceu no Estado de Havaí em 1933. Praticou natação desde os tempos de estudante do Colégio McKinley de Honolulu e da Universidade Estadual de Ohio. Em Helsinque, em 1952, obteve três medalhas: duas de ouro e uma de prata. E posteriormente em Melbourne (1956), uma de prata. Um herói da natação dos Estados Unidos.

Entretanto, o muito famoso Hironoshin Furuhashi, “peixe voador de Fujiyama”, acabava em oitavo lugar em Helsinque, na competição de 400 m nado livre, prejudicado por diarreia amébica contraída durante a excursão pela América do Sul. Embora recordista mundial por diversas vezes, acabou sem conquistar uma única medalha olímpica em sua vida.

 

“Pensavam que eu era
um vagabundo desocupado”

 

Para comemorar a extraordinária façanha de Okamoto, Marília organizou em 28 de setembro de 1952 uma festa denominada Kappa Matsuri (Festa do Kappa). Três bois foram consumidos no churrasco dessa festa. O evento foi noticiado pelo Jornal Paulista de 2 de outubro de 1952. Segundo o jornal, Sentaro, pai de Tetsuo, bem-humorado o tempo todo, comentava: “Eu comecei por ensinar-lhe o meu estilo Kankairyu …”

Okamoto foi depois estudar geologia na faculdade A&M de Texas (Texas Agricultural Mechanical College) onde se formou, e afastou-se da natação. Ao voltar para o Brasil empregou-se em São Paulo. “Trabalhou em empresas como a “Ajinomoto” e outras americanas, e fundou em 1976 uma empresa de perfuração de poços para a exploração de lençóis subterrâneos. Dirige até hoje essa empresa, exercendo atividades principalmente na região do Grande São Paulo” (Jornal Nikkey Shimbun).

Okamoto se manteve solteiro por toda vida. Dizem que comentou a respeito, sorrindo descontraído: “Naquela época, não se recebiam convites para comerciais mesmo ganhando medalhas. Diferente de hoje, isso não rendia dinheiro. Pelo contrário, os esportistas eram tidos como vagabundos desocupados. Mas eu pude conhecer diversos países graças à natação, e por um tempo, me vi herói, tive bons sonhos. Exerço até hoje atividades relacionadas com a água, e bem, para mim, que não me casei, a água é, quem sabe, uma espécie de mulher …” (Jornal Nikkey Shimbun).

 

 

Artigo lamentando a morte de Okamoto (Carta Capital, edição de 10 de outubro de 2007)

 

Ao falecer em 2 de outubro de 2007, a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos – CBDA anunciou “luto por 3 dias” em homenagem ao nadador que trouxe a primeira medalha olímpica da natação ao Brasil. ✿

 


Capítulo extraído do livro Cultura Japonesa Volume 3.

 

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Cultura Japonesa – Vol.3

Autores: Masaomi Ise, Masayuki Fukasawa
Tradução: Shintaro Hayashi
Revisão português: Aldo Shiguti
Edição: Editora Jornalística União Nikkey Ltda. – Jornal Nikkey Shimbun
Redator-chefe: Masayuki Fukasawa
Publicação: Biblioteca Jovem de São Paulo, de Agosto de 2016

Biblioteca Jovem de São Paulo
Diretora: Lena Maki Kitahara
Colônia Pinhal, CxP 80 – CEP 18230-000
São Miguel Arcanjo, SP

Todos os textos em português e japonês com furigana.

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