CANTO DO BACURI > Mari Satake: Não. Não se desespere

Vai passar. De alguma forma, vai passar.
Há um ano quase, estamos assim. Presos em nossas casas. Cuidando para garantir a nossa sanidade mental e física. Se em abril de 2020, ao assistirmos pequenos trechos daquela famosa reunião ministerial nos enchemos de vergonha alheia por constatar a pequenez daqueles homens nos postos chaves para a condução do país, hoje pouca coisa nos causa espanto. Viramos o país da chacota. Aqui, a pandemia foi proclamada como uma gripezinha, medidas de isolamento social e utilização de máscaras para conter a transmissão do vírus foram declaradas atitude de maricas. Providências para aquisição ou mesmo a fabricação de vacinas foram desdenhadas. Com isso, o que temos? Coronavírus fazendo a festa, mortes diárias na casa dos mil, população desempregada cada vez maior, pequenas e médias indústrias parando suas máquinas, fechando suas portas. Indústrias de origem estrangeira se retirando do país. No comércio não é diferente, é só andar pelas ruas da cidade para constatar as portas cerradas.
Até quando ficaremos vendo os estragos diários sendo enfiados goelas adentro?
Na minha simplicidade de cidadã que deseja apenas ter de volta aquele país orgulhoso dos anos Lula/Dilma, pergunto aos botões, como é que dormem aqueles que se deixaram levar pela campanha monstruosa criada no país a partir de 2013/2014 para derrubar a presidenta legitimamente eleita? Será que se deram conta que foram usados e são também responsáveis pela destruição que nos assola? Triste é constatar que muito deles até hoje se deixam levar pela desinformação e mentiras contadas para enganar incautos. São Paulo deu a mostra disso em novembro de 2020.
É triste! Mas, se vivemos esta tragédia no país hoje é porque parcela significativa da população fez sua escolha e opção em 2018.
Felizmente, ainda há aqueles que acreditam que é possível resgatar o país e lutam incansavelmente à despeito dessa onda nefasta e voraz que nos consome. Essa onda nefasta e escura há de passar. Apesar de todas atrocidades que hoje nos rodeiam.

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