CANTO DO BACURI > Mari Satake: De volta a Brasília

Aconteceu instantes atrás. Numa leitura rápida do texto da vez passada, leio que não prometo estar lá em 2023 e levo maior susto achando ter cometido algum ato falho; já querendo me desculpar, mando mensagem ao editor. Imediatamente, me dei conta: está tudo certo, estamos em 2021 e se as coisas caminharem conforme o calendário oficial do país, será em 2023 a posse do novo presidente.
Por um raspão de instante, achei que estava em um tempo passado qualquer, muito distante de 2023.
A realidade é que 2023 está logo aí. Agora, por quais agruras teremos que ainda passar, não sei. Sei apenas que estamos muito mal.
Não aguentando mais ficar tanto tempo presa dentro de casa, apesar de saber que os vírus e suas variantes andam soltos por aí, inventei de caminhar quase diariamente pelos arredores de casa. Andar é um exercício que sempre gostei e normalmente, me faz bem. Porém não tenho gostado muito do que ando vendo ultimamente. Novos moradores de rua aumentando, mães e filhos pequenos vendendo coisas ou pedindo esmolas nos faróis, homens e mulheres extremamente magros com olhares perdidos parados nos pontos de ônibus. Se por aqui o cenário é esse, nos bairros menos favorecidos deve ser bem pior
Apesar das coisas todas não estarem nada bem, penso que estamos hoje melhor do que há quatro, cinco meses atrás.
Já se reconhece e se admite que o país foi vítima de um golpe que culminou neste estado de coisas que hoje temos. Também, o melhor presidente que este país já teve e que foi preso sem provas apenas para impedir a sua candidatura e vitória em 2018 é hoje reconhecido como vítima do mesmo golpe. Temos também o avanço das investigações da CPI da Pandemia, onde interesses e negociatas escabrosas estão vindo à tona. Somando-se ainda o fato de que cada vez mais as pessoas estão indo às ruas para manifestarem o seu descontentamento.
Sábado passado, 03 de julho, pela terceira vez, desde 29 de maio, aconteceram manifestações pacíficas em várias cidades do país. Pelo que tenho acompanhado, o número de adesões vem aumentando a cada chamado. E a tendência é que as adesões aumentem cada vez mais. Já há uma data programada para uma nova manifestação, 24 de julho. Desta vez, novas cidades deverão aderir ao chamado.
Importante que todos que puderem estejam nas ruas. É preciso dar um basta às ações predatórias que estão acontecendo no país. Dar um basta às inúmeras mortes antecipadas pela covid. Dar um basta à insensatez. Dar um basta a esta troupe do desgoverno e tomar de volta Brasília para aqueles que realmente merecem ali estar. Hoje só temos uma pessoa capaz de reconduzir o país de volta aos trilhos. E ele há de novamente ser reconduzido ao poder pela vontade popular.
Dias melhores teremos. A tempestade irá passar.

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