BRASIL-JAPÃO: Audiência com embaixador do Japão define pautas de trabalho do Grupo Parlamentar em 2021

O embaixador Akira Yamada (centro) com os deputados Luiz Nishimori, Kim Kataguiri e Herculano Passos (arquivo pessoal)

O Grupo Parlamentar Brasil-Japão esteve em audiência, no dia 3 de fevereiro, com o embaixador do Japão no Brasil, Akira Yamada. Participaram da reunião o presidente do Grupo, Luiz Nishimori (PL-PR) e os vices Kim Kataguiri (DEM-SP) e Herculano Passos (MDB-SP). O encontro teve como objetivo preparar as pautas de trabalho para 2021. O fortalecimento da relação bilateral entre o Brasil e o Japão, a cooperação no campo da ciência e tecnologia, nanotecnologia, tecnologia aeroespacial, robótica e tecnologia para os setores de informação e comunicação foram alguns dos assuntos tratados.
Hoje o Brasil possui a maior colônia de japoneses e descendentes fora do Japão, com quase dois milhões de nipo-brasileiros, em contrapartida o Japão já é moradia para 200 mil brasileiros, sendo a terceira maior comunidade do país no exterior.
A relação diplomática de amizade e intercambio econômico, educacional e cultural entre o Brasil e o Japão já rendeu inúmeras parcerias e grandes projetos, como o Programa de Cooperação Nipo-Brasileiro para o Desenvolvimento Agrícola dos Cerrados (Proceder), o Projeto para Carajás, a Usiminas e o Alumínio do Amazonas.
O deputado Luiz Nishimori (PL-PR), que tem trabalhado pelo Acordo de Livre comércio entre o Brasil e o Japão, participou de missões econômicas para promover as carnes bovina e suína do Brasil, também está abrindo o mercado para frutas tropicais e para os peixes brasileiros.
Segundo ele, a parceria entre os dois países tem rendido bons frutos. “Temos uma relação de grande sucesso, que tem provido o crescimento e desenvolvimento dos dois países. O Japão possui muita tecnologia e ciência, e o Brasil muitos recursos naturais, energéticos e mão de obra qualificada”, explicou o parlamentar.
Essa relação foi lembrada em 2020, quando os dois países celebraram os 30 Anos da Comunidade Brasileira no Japão. No início deste ano, ela foi renovada com a visita oficial do ministro dos Negócios Estrangeiros do Japão, Toshimitsu Motegi. Na ocasião, o chanceler foi recebido pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, e pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. Brasil e Japão concordaram em trabalhar por uma nova trajetória pós-pandemia e em conferir novo impulso ao comércio e aos investimentos entre os dois países.
O ministro Motegi conheceu as oportunidades que hoje se apresentam para investimentos japoneses em projetos brasileiros de infraestrutura e logística. Atualmente, o Japão é o 6º maior investidor estrangeiro no Brasil, com estoque de investimentos de cerca de US$ 25 bilhões.
Os dois governos também acordaram em aprofundar a cooperação bilateral nas áreas de ciência, tecnologia e inovação e meio ambiente, entre outras, inclusive à luz dos acordos firmados na visita. Coincidiram em ampliar a coordenação em fóruns multilaterais, como na ONU (somos parte do G4, juntamente com a Alemanha e a Índia), na OMC, no G-20 e na OCDE, em defesa dos valores democráticos e das liberdades fundamentais.

Motegi cumprimenta Bolsonaro ao lado de Nishimori e Araújo (arquivo pessoal)

Memorandos – Na visita, foram assinados 4 atos internacionais: Memorando de Cooperação no Campo de Tecnologias Relacionadas à Produção e ao Uso de Nióbio e Grafeno, Memorando de Cooperação de Tomé-Açu entre o Ministério das Relações Exteriores da República Federativa do Brasil e o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Japão sobre Uso Sustentável da Biodiversidade da Amazônia, Ajuste Complementar por Troca de Notas para Projeto de Desenvolvimento de Sensores e Plataforma de Agricultura de Precisão em Apoio à Agricultura Sustentável Brasileira e Ajuste Complementar por Troca de Notas para Projeto para o Aperfeiçoamento do Controle de Desmatamento Ilegal por Meio de Tecnologias Avançadas SAR e IA na Amazônia Brasileira.
“Esta é uma parceria de grande sucesso, e vamos continuar nosso trabalho para fortalecer ainda mais esta relação bilateral”, finalizou Nishimori.

(Com informações do site do Ministério das Relações Exteriores)

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