ARTIGO > Bruno Omori: Acessibilidade e inclusão social criam sinergia e geram oportunidades

*Bruno Omori

Podemos definir que apoiar, incentivar e implementar a acessibilidade e inclusão social tem 3 fundamentos principais na nossa sociedade: a social, pois integra diferentes demandas das pessoas; a legal, pois todos tem o direito de ir e vir e participar ativamente da sociedade; e a mercadológica pelo fato de que possibilita aumentar a abrangência do mercado consumidor para uma organização.
Segundo dados do IBGE o Brasil possui 46 milhões de pessoas com deficiência, o que corresponde a 24% da população. Ainda, são 21 milhões de pessoas com idade igual ou superior a 60 anos e de acordo com a estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) o país será o sexto em número de idosos em 2025, quando deve chegar a 32 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, população que muitas vezes, necessita das mesmas estruturas de acessibilidade voltadas para as pessoas com deficiência.
No nosso setor de turismo, a implementação de estrutura para acessibilidade e inclusão social criam diversas oportunidades, iniciamos com a diminuição da sazonalidade, pois tanto as pessoas com deficiência como os idosos podem frequentar um destino de lazer durante a semana e em meses de baixa demanda, além de normalmente viajar com sua família ou em grupo; diversas ferramentas como as barras de apoio nos banheiros proporcionam mais segurança e conforto para todos os públicos; uma estrutura preparada para atender um cão guia de deficientes visuais, fortalecem a abertura do mercado pet-friendly que segundo a ABINPET são de aproximadamente 140 milhões animais de estimação no Brasil; tornar todas as áreas com acessibilidade universal por exemplo nas áreas de circulação atendem com qualidade tanto as pessoas com deficiência, como os idosos, casais com carrinhos de bebe, geram mais segurança para as crianças, além de facilitar a logística dos serviços; uma atração como um passeio de cavalo ou barco, tirolesa, piscina adaptados criam sensações e experiências diferenciados e inclusivas; e tudo fortalece a imagem e competitividade do destino.

Selo – Lançado desde 2012, sob a coordenadoria de Edison Passafaro, diretor do IDT-Cema, instrutor dos cursos de acessibilidade da ABNT e com vasta expertise de mobilidade e inclusão no turismo, criou o Programa de Acessibilidade e Inclusão Social que tem o objetivo de oferecer ao mercado hoteleiro e turístico um amplo programa de informação, orientação e capacitação, cujo resultado é a certificação do estabelecimento com o Selo de Acessibilidade e Inclusão Social em parceria com a ABNT.
Como sempre abordamos o equilíbrio entre o corpo, a mente e conquistas materiais, podem ser considerados como a chave mestra para uma vida de sucesso, neste aspecto, fazemos uma analogia com o esporte que proporciona três pilares estratégicos, sendo os mesmos a Saúde, praticar esporte melhora a imunidade e equilíbrio entre corpo e mente; , a formação de Bons Cidadãos, o esporte estimula a disciplina, ensina a saber ganhar e perder, e assim como na vida nunca desistir; e a geração de divisas, em eventos nacionais e internacionais, fortalecimento de marcas/destinos e aumento na distribuição de produtos.
Portanto, neste sentido promover e desenvolver a acessibilidade e inclusão social no esporte proporcionamos o desenvolvimento de aspectos fundamentais para integração social, aumentar a autoestima, criar novos mercados e fortalecer a sociedade Brasileira. Quando uma pessoa com deficiência inicia uma pratica de esporte, melhora a qualidade de vida, psicologicamente, mentalmente e fisicamente, além de proporcionar uma importante inclusão social.
O Brasil é um grande ícone do esporte para pessoas com deficiência, desde a sua primeira participação na história dos Jogos Paraolímpicos, realizados em Heidelberg, na então Alemanha Ocidental, em 1972, até a última edição do megaevento, no Rio-2016, o Brasil mostrou avanços significativos para chegar aos Jogos de Tóquio, no ano que vem, entre as principais potências paraolímpicas do mundo. De acordo com levantamento do departamento de Ciências do Esporte do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), os atletas que representaram o país já conquistaram 301 medalhas na história. Ao todo, foram 87 de ouro, 112 de prata e 102 de bronze.
Bruno Omori – Presidente do IDT-CEMA

O projeto “Juntos pelo Esporte” administrado pelo IDT-Cema, em parceria com a CBDG (Confederação Brasileira de Desportos no Gelo) lançarão, no dia 31/7/2021, na Arena Ice Brasil, a formação da I Seleção Brasileira Paraolímpica de Curling, visando participação na próxima Paraolimpíada, além de criar oportunidades de inclusão social, criação de divisas através de eventos nacionais e internacionais, assim como ampliar o turismo esportivo e de lazer na primeira pista oficial de modalidade no Brasil.

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