ARTES: JHSP apresenta esculturas cinéticas de Yuko Mohri. Uma exposição para apreciar e se divertir

Eric Klug, presidente da Japan House São Paulo exposição agrada também sob o aspecto brincalhão (Aldo Shiguti)

A Japan House São Paulo apresenta uma nova exposição em seu segundo andar. “Parade – um pingo pingando, uma conta um conto”, da artista japonesa Yuko Mohri, que fica aberta ao público até o dia 14 de novembro, consiste em uma máquina desenvolvida pela artista com a ajuda de engenheiros a partir de uma espécie de toalha de plástico multicolorida que, através de sensores instalados na máquina, “lêem” as cores irradiando impulsos elétricos que fazem uma série de objetos “ganharem vida”, como uma sanfona, um bumbo e espanadores, além de lâmpadas. Esta exposição integra a rede de colaborações da 34ª Bienal de São Paulo – Faz escuro mas eu canto, que acontece a partir deste sábado, 4, e prossegue até 5 de dezembro no Pavilhão da Bienal, no Parque do Ibirapuera (zona Sul de São Paulo).
A exposição na Japan House São Paulo tem como ponto de partida duas de suas principais obras: Parade e Moré Moré, “Parade – um pingo pingando, uma conta, um conto”, instalação criada especialmente para a Japan House São Paulo exalta a filosofia japonesa do [you no bi]. Conforme explica o presidente da JHSP, Eric Klug, trata-se de uma exposição “que realmente é de arte contemporânea”.
“Esta exposição da Yuko Mohri mostra um pouco da diversidade que a Japan House apresenta em seu conteúdo. Até o dia 12 de setembro temos, no térreo, o ‘Lounge Esportivo: Tokyo 2020’: com uma série de atividades e conteúdo sobre os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, e no segundo andar temos a arte contemporânea, dando uma visão bastante ampla para os visitantes de como é o Japão de hoje”, conta Eric, explicando que a exposição “tem um lado bastante lúdico e bastante interessante que vão agradar tanto as pessoas que conhecem muito de arte como pessoas que vão olhar sob o aspecto brincalhão desta instalação”, destaca.

Efêmero – Segundo ele, a exposição “têm conceitos japoneses muito importantes, que são comunicados nesta obra, falando desde os vazamentos de água das estações de Tóquio até conceitos do efêmero transiente, que são muito importantes na cultura japonesa”.
“Então é um jeito de apreciar, se divertir e presenciar um pouco do panorama da arte internacional em São Paulo hoje em dia”, diz Eric, referindo-se à parceria com a Bienal de São Paulo. “É estar ´presente na segunda maior bienal do mundo em termos de importância. Essa relação institucional é bastante importante para a Japan House e quem quiser ter um panorama completo desta artista pode visitar a Bienal e a Japan House”, observa Eric, afirmando que “é uma felicidade muito grande a gente participar deste calendário”.

Curiosidade – Para a diretora cultural da JHSP e curadora da individual, Natasha Barzaghi Geenen, “os projetos de Yuko exploram ideias de energia e força intangível, investigam a gravidade, o magnetismo e a luz como fatores de presença perceptível em espaços antes inocupados”. “A ideia é causar curiosidade e maravilhamento, com os objetos retirados de suas funções primárias e costurados numa teia poética, valorizados nessa colagem espacial, nos deixando mais conscientes do nosso entorno”, diz.
Buscando criar oportunidades equitativas para todos os públicos, a exposição conta com recursos de acessibilidade como audiodescrição, libras e elementos táteis.

Sobre a artista – A arte peculiar de Yuko Mohri lhe conferiu um reconhecimento em países como Japão, França e Inglaterra, algo que só tem crescido nos últimos anos. Entre as apresentações, destaque para as individuais SP. by yuko mohri (Ginza Sony Park, Tóquio, 2020) e Voluta (Camden Art Centre, Londres, 2018) e a sua participação nas coletivas Japanorama: New Vision on Art since 1970 (Centre Pompidou-Metz, França, 2017), e na Biennale d’Art Contemporain de Lyon 2017 (França). Em 2015 ganhou o grande prêmio no “Nissan Art Award” e, em 2016, conquistou o “Culture and Future Prize” no “Kanagawa Culture Award”. No ano seguinte, recebeu o Prêmio de Melhor Artista Jovem do “67º Prêmio do Ministro da Educação para Belas Artes” do governo japonês. Em 2018, foi escolhida como representante japonesa do Programa de Intercâmbio Cultural para o Leste Asiático da Agência de Assuntos Culturais do governo japonês, quando passou uma temporada na China.

“PARADE – UM PINGO PINGANDO, UMA CONTA, UM CONTO”,
DE YUKO MOHRI
PERÍODO: ATÉ 14 DE NOVEMBRO DE 2021
JAPAN HOUSE SÃO PAULO –
AVENIDA PAULISTA, 52
HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO:
TERÇA A SEXTA-FEIRA,
DAS 10H ÀS 17H. SÁBADOS,
DOMINGOS E FERIADOS |
DAS 9H ÀS 18H
ENTRADA GRATUITA
※DEVIDO AO CORONAVÍRUS, A CASA ESTÁ FUNCIONANDO COM CAPACIDADE REDUZIDA.
PARA MAIS INFORMAÇÕES,
ACESSE O SITE DA JAPAN HOUSE SÃO PAULO
(WWW.JAPANHOUSESP.COM.BR)

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