Verão com noites friorentas e dias chuvosos!

O clima se apresenta de forma atípica nesta temporada, será que o peixe está ativo?

O tempo apresenta variações consideráveis nestes dias de fevereiro e início de março, um frio estranho para o típico verão paulistano. Para quem gosta de pescar a preocupação sempre recai se a água dos lagos, rios e etc estarão quentes ou propícios para os peixes da estação, ou seja na temperatura ideal para ver os costumeiros ataques e rebojos.
O dia amanheceu frio como de costume para a semana – atípico para a estação – depois de um período de chuvas fortes e intensas que causaram grandes estragos na capital paulista.
Aproveitando a estadia do Adailson, devidamente instalado com a família na chácara do amigo Daniel, em Embu das Artes/SP – local que vira e mexe é palco de matéria, pelo lago povoado de espécies de bom porte e fazem a nossa alegria – este que vos escreve, lá compareceu para esticar as linhas mais uma vez.
Neste local uma coisa a observar é o vento. Se varrer a superfície do lago, normalmente os peixes ficam ariscos e se refugiam um pouco abaixo da linha dágua. Isto complica a visualização da batida do peixe, pela quantidade de “marolinhas” na superfície do lago. Com esta condição presente, o ideal é utilizar um indicador (seja boinha lambari ou similar) para sinalizar melhor a batida do peixe na isca, ou ter na própria isca recurso visual (por exemplo: pintura branca ou amarela para ser facilmente avistada no meio desta turbulência e das rações flutuantes).
Estes mesmos ventos podem empurrar a ração utilizada como chamariz para outra parte do lago, tirando-os do local programado, e dependendo do tamanho do lago, dificultando o alcance dos arremessos.

Cabe destacar que nesta situação, os espécimes ficam ainda mais atentos, e qualquer deslocamento do pescador, como a procura de um melhor ponto, tem de ser feita de maneira discreta e sem barulho. Caso o pescador prefira ficar bem próximo dos rebojos, melhor manter-se abaixado, preferencialmente camuflado entre arbustos enquanto aguarda a batida do peixe na isca. Obvio, que o vestuário deve ser sem cores berrantes. É bom lembrar que conversar pode, agora correr ou bater os pés, nem pensar.
A preocupação com o tempo esquisito, alguns momentos com chuva fina, logo virou alegria ao ver, após arremessar ração flutuante, grandes rebojos, mostrando os peixes atacando com voracidade e vontade bem próximos a plataforma.
Equipamentos diferentes montados, fui com uma vara de fly, e enquanto optei por imitação de ração flutuante o meu parceiro Adailson com bait, preferiu a anteninha no formato libélula.
Normalmente a ansiedade do pescador se apresenta num patamar muito alto durante os primeiros minutos da pescaria, é visível e retratado fielmente nos olhos, acompanhando com atenção a isca na superfície dágua, à espera da bocada fatal. Estes poucos instantes, carrega uma grande carga emocional que explode, com a confirmação da fisgada certeira.
E foi justamente desta forma logo no primeiro arremesso. A isca boiando a poucos metros, rebojos em toda a volta, vi a isca sendo engolida pela tilápia que veio com vontade. Com a mesma disposição, puxei a linha com a mão esquerda enquanto a outra levantava a vara de fly, embodocando-a. Com a confirmação do peixe fisgado, daí para frente, foi não deixar a linha bambear (ter folga) para o peixe não se desvencilhar do anzol – sem farpa – e pacientemente sentindo o peso da “bichona” a correr para um lado e outro ir pouco a pouco, recuperar a linha utilizada para a briga. Longos minutos depois, o exemplar era levado para dentro do coador. Pose para fotos, apreciação rápida e sua posterior devolução para o lago.

Meu parceiro de pesca insistia em tentar iludir os peixes com a anteninha escolhida a dedo, mas não tendo a mesma eficácia, resolveu optar por outras iscas e isto iria mostrar, posteriormente que que é o que tinha a ser feito.

O atípico clima pode ter sido a razão dos peixes passarem a evitar rapidamente as primeiras iscas, sendo necessário mudar formato e cores, até acertar na adequada para o momento. Depois de tentarmos algumas flutuantes, a escolha foi para as que trabalham um pouco mais abaixo do que as anteninhas, e assim a bola da vez era a miçanga. Sua particularidade de poder ajustar o trabalho até certa profundidade abaixo da superfície, e a facilidade na percepção do momento da fisgada (afundou é fisgar), era o ideal para a situação, com espécimes ariscos e desconfiados demais.

Notamos também rabos vermelhos amarelados entre os rebojos das grandes tilápias, o que indicariam a presença das Piraputangas e Dourados. Inclusive em uma situação, depois da fisgada, restou a nós somente observar os saltos vigorosos, e embora o cuidado em manter a linha esticada, num dos pulos, conseguiu se desvencilhar da isca.
Isto faz parte do processo pois para quem aprecia a haliêutica, além da descarga de adrenalina, nem sempre o dia está para o pescador. Claro, que se ao final conseguir fotografar o peixe, estariam todos muito mais felizes, mas fica para próxima.

Ótimas pescarias!!!


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