Varas para pesca

As varas mais rudimentares da pré-história eram confeccionadas a partir de vários materiais, principalmente madeira e galhos de arbustos.

Ilustrações datadas por volta de 2000 a.C. indicam o uso de varas rudimentares na pesca.

Manuscritos chineses, anteriores à Dinastia Chang (1600 a.C. – 1046 a.C.) mencionam a pesca recreativa com vara de bambu, linhas de seda, e anzóis ornamentados com plumas de aves exóticas.
Na Grécia e Roma antigas, pescar com vara já era uma prática comum. Por volta de 400 a.C., era de Platão a 900 a.C., época de Homero, as varas eram feitas a partir de uma planta típica do Mediterrâneo, o Arundo donax, um tipo de cana que cresce até cerca de 9 metros. Tiras de cedro e outros tipos de madeira também eram usados e amarrados para formar as varas da antiguidade.
A primeira crônica sobre a pesca com Fly, é atribuída ao escritor romano Claudius Aelianus (cerca de 250 d.C.), que a descreve como um costume praticado pelos nativos da Macedônia, em um rio chamado Astraeus entre as cidades de Beroea e Thessalônica. Mais tarde, se soube que Marco Polo importou para Veneza técnicas e equipamentos do Oriente.
Por volta da metade do século 17 d.C. passou-se a usar uma argola na ponta das varas para facilitar a passagem da linha e seu recolhimento, bem como linhas de 24 metros de comprimento. Em 1770, as varas de pesca já contavam com o uso de passadores em todo o seu comprimento. Durante esse período, significativas melhorias apareceram, como o uso de madeiras mais elásticas oriundas da América, e principalmente o bambu da Ásia. Até o século 19, as varas eram fabricadas hexagonalmente por meio da laminação de cinco ou seis tiras de bambu.
Durante o século 20, passaram a ser mais curtas e leves, sem perder sua resistência. O bambu foi em grande parte substituído pela fibra de vidro, e ao mesmo tempo surgia a tecnologia do náilon no período pós-guerra (1945). Esse foi o primeiro grande marco da evolução da vara de pesca fabricada a partir de material sintético. Praticamente indestrutível sob flexão, a fibra de vidro constitui hoje a matéria prima mais empregada na construção da vara de pesca. Com o advento do carbono, a partir da década de 1970, as varas ficaram mais finas e pelo menos cinco vezes mais leves.

CARBONO E O GRAFITE
Durante o processo de tratamento e manufatura, se a temperatura for elevada acima de 2.500 graus centígrados, não teremos carbono, e sim grafite, mecânica e estruturalmente muito mais resistente.
Todas as varas utilizam grafite em diversos níveis de qualidade. No processo de fabricação de varas, tanto a fibra quanto o grafite são transformados em mantas com um aglomerante de resina e acondicionados em câmara frigorífica. Durante esse processo, os engenheiros de desenvolvimento estruturam cortes de lâminas de tecido, para determinar cada modelo de vara específico. Este corte é “passado com um ferro quente” e rolado a mão numa mesa, para depois ser cozido num forno rotativo.
Numa vara de composição mista, a fibra de vidro é responsável pela flexibilidade e o carbono ou grafite, pela resistência. Varas com maior pureza de grafite são mais robustas, porém tem menor flexibilidade, isto é, exigem maior cuidado ao serem manuseadas. Assim, apoiar a mão no meio do blank na hora da briga ou no embarque do peixe, pode ocasionar a quebra da vara.
Já uma vara que tenha uma ação mais lenta e feita de pura fibra pode ser manuseada de forma mais “desleixada”. Com maior peso, é mais resistente na hora de envergar no momento da briga com o peixe.
Essas informações colaboram para quando for adquirir uma vara destinada para determinada modalidade. Por exemplo: se vai realizar uma pescaria de piaparas, a ação da vara não necessita ser rápida, mas se for pescar grandes tucunarés na Amazônia com iscas artificiais, as varas exigem ação rápida e muita resistência.

AÇÃO E POTÊNCIA
Muitas pessoas confundem estas duas palavras. A ação da vara nada mais é do que sua velocidade de reação á puxada do peixe. Ela se divide em:
– ação rápida (fast) – quando acionadas, curvam em seu terço superior; – ação moderada ou média (regular) – quando acionadas, curvam a partir de sua mediana ou a partir do meio da vara; – ação lenta (slow) – quando acionadas, curvam a partir do real seat (empunhadura).
Já a potência, é justamente a capacidade de carga que ela suporta. Com variação de 2 até 200 libras, cada fabricante informa este aspecto, que de forma geral funciona assim:
Pesadas (heavy) – para linhas acima de 35 libras Média-pesadas (medium heavy) – para linhas entre 20-35 libras Médias (medium) – para linhas entre 14-17 libras Média-leves (medium light) – para linhas entre 10-14 libras Leves (light) – para linhas abaixo de 10 libras

Para ser considerada uma boa vara existem outras peças fundamentais na montagem, tais como o real seat, cabo em cortiça ou EVA, e os passadores que devem ser de ótima qualidade, pois a linha terá seu caminho traçado por eles, e ainda são de fundamental importância na hora das fisgadas, já que quanto maior o número de passadores, mais eficaz é a fisgada e arremessos mais precisos. Por último, a ponteira que suporta o maior peso quando a vara está envergada.
Como a maioria das varas tem anotações em inglês, seguem algumas unidades:

PESO
1 oz (onça) – 28,35g 1 lb (libras) – 453,59g

COMPRIMENTO
1’’ (polegada) – 2,54 cm 1’ (pé) – 30,48 cm 1yd (jarda) – 0,91 m 1 milha marítima – 1,85 km

MEDIDAS DE USO FREQUENTE
¼ oz – 7,09 g ¾ oz – 21,26 g 15 libras – 6,80 kg 20 libras – 9,09 kg 25 libras – 11,34 kg 30 libras – 13,61 kg 5’6’’ (pés) – 1,67 m 6’ (pés) – 1,83 m 6’6’’ (pés) – 1,98 m 7’ (pés) – 2,13 m 9’ (pés) – 2,74 m 100yd (jardas) – 91,44 m 150yd (jardas) – 137,16 m 300yd (jardas) – 274,32 m

Lembrar sempre de equilibrar o conjunto: vara, linha, molinete e carretilha.
Quando for possível, ótimas pescarias!!!


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