TECNOLOGIA E INOVAÇÃO: Seis projetos futurísticos que são comuns entre os japoneses

Japão começou a investir em tecnologia depois da Segunda Guerra e virou referência para outros países (divulgação)

Quando paramos para refletir sobre o que seria o futuro, logo pensamos em automatização de serviços, smartphone cada vez mais avançado, casas inteiramente tecnológicas e, quem sabe, carros que voam. Apesar disso, enquanto nós sonhamos, a tecnologia e inovação no Japão apenas cresce, mostrando a nós que o que conhecemos hoje já está no passado e os japoneses já estão vivendo no futuro.
Basta observar e pesquisar sobre o desenvolvimento tecnológico do país e logo você verá notícias sobre robôs, carros, máquinas automatizadas, avanços na medicina e muito mais. Assim, é possível perceber que, embora haja o lado mais tradicional e cultural japonês, a tecnologia e inovação no Japão encontraram seu espaço, uma vez que buscam trazer à humanidade melhorias e praticidade no dia a dia, sendo aperfeiçoadas cada vez mais.

História da tecnologia e inovação no Japão
Entre 1867 e 1912, durante a chamada era Meiji, a tecnologia e inovação no Japão eram voltados apenas aos exércitos, assim como era feito em muitos outros países. Esse período foi um momento de paciência e aprendizado, em que os japoneses tomavam conhecimento por meio de viagens a outros territórios ou mesmo aulas com  professores estrangeiros que ensinavam matemática, tecnologia e demais conteúdos essenciais à evolução do país.
No entanto, foi apenas após a Segunda Guerra Mundial, durante o famoso Milagre Econômico Japonês, que o Japão iniciou sua revolução tecnológica, contando, para isso, com o auxílio dos  Estados Unidos que buscavam se mostrar aliados, embora tenham sido inimigos no tempo de guerra.
Nessa época, os japoneses começaram a aumentar a produção e a variedade de produtos, acreditando que era necessário oferecer uma diversidade de produtos com excelente qualidade para aumentar a satisfação dos clientes e diminuir prejuízos, ao mesmo tempo em que aperfeiçoa o  desenvolvimento tecnológico, se tornando modelo a outros países, tanto em questão de tecnologia e inovação quanto na economia.

6 Novidades que irão revolucionar o mundo
Analisar a tecnologia e inovação no Japão é quase como ver nosso futuro. Já que o país possui uma variedade tecnológica que muitas vezes só virá a nós num futuro distante. Algo comprovado ao perceber que nossos produtos atuais já são considerados ultrapassados, no território japonês. Apesar disso, não perca as esperanças de que em breve seremos tão modernos quanto os japoneses. Até porque, no Brasil, já podemos ver algumas casas e caixas de supermercados automatizadas. Logo  não estamos tão distantes da realidade do Japão.
Para se atualizar ainda mais, conheça a seguir a tecnologia e inovação do Japão que chegará a nós algum dia. Quem  sabe, talvez, isso não dê alguma ideia para que alcancemos o futuro tão desejado?

1. Robôs

Robôs já são uma realidade no dia a dia dos japoneses (divulgação)

Ao  tocar no assunto “robôs”, isso já não parece mais novidade a ninguém, visto que a inteligência  artificial já foi apresentada em diversos documentários e matérias televisivas, muitas vezes sendo mostradas como uma forma de substituir o serviço do ser humano. E isso já não é mais algo futurístico.
No Japão, há o hotel Henn na, completamente robotizado, que o oerece um serviço diferente de qualquer outro, mantendo a eficiência e prazer da viagem, não bastando, o local ainda proporciona uma experiência de  outra época, já que até mesmo os quartos são automatizados. havendo sensor de presença para controle da iluminação e temperatura.
Os robôs japoneses ainda podem servir em restaurantes, auxiliar nas tarefas domésticas, realizar tradução simultânea e se assemelhar aos humanos, tanto em aparência quanto em comportamento.
Ainda assim, há quem seja contrário a ideia da coexistência entre humanos e robôs, já que, a partir de então, muitas profissões deixarão de existir, há quem irá preferir os robôs aos humanos e ainda  há o medo de que o avanço tecnológico seja tanto que os robôs passem a pensar por conta própria.
Mas então aí vai a nossa pergunta: o que você acha de um mundo robotizado?

2. Tecnologia 6G

A tecnologia 6G está prevista para 2030 no Japão (divulgação)

Se você está impressionado com a tecnologia 5G que chegou ao Brasil em julho deste ano então irá admirar ainda mais com o 6G previsto, no Japão, para 2030. O 5G é a revolução do 4G e do 4.5G, oferecendo cerca de 10 a 20 vezes mais velocidade de conexão e downloads, além de uma cobertura mais ampla permitindo que mais usuários utilizem a rede sem interferência na conexão.
Ao mesmo passo, a tecnologia 6G já está sendo desenvolvida no Japão, trazendo como promessa a sua velocidade aumentada em 10 vezes mais que o 5G. Sua criação é voltada ao uso em máquinas, já que busca a automatização de casas e até mesmo uma cidade, promovendo eficácia no apontamento de problemas, conforto e segurança.

3. Máquinas automatizadas

A automatização de serviços não é mais novidade no Japão (divulgação)

A automatização de serviços não é mais uma novidade no Japão, de modo que é comum observar  caixas de supermercados de autoatendimento, vasos sanitários tecnológicos e, principalmente, as chamadas jidouhanbaiki. Pela denominação jidouhanbaiki temos quase certeza que poucos conhecem, mas sabe aquelas máquinas que vendem refrigerante ou salgadinhos que vemos em metrôs, aqui mesmo no Brasil? Então, é disso que estamos falando.
No entanto, em se tratando de tecnologia e inovação no Japão, o mundo se impressiona com a quantidade de máquinas de venda  automáticas japonesas, dessas que além de vender refrigerantes e suco ainda oferecem um pouco de tudo, como refeições, roupas, doces e até mesmo ovos e legumes. O interessante dessas máquinas de vendas é que são práticas e podem ser encontradas espalhadas por todo o território japonês.

4. Trem bala

Trem bala é considerado um dos meios de transporte mais seguro (divulgação)

No Brasil, a ideia de um trem bala que conectasse São Paulo ao Rio de Janeiro estava prometido para 2012. Contudo, mesmo atualmente a estreia dessa inovação tem sido adiada. Enquanto isso, o Japão construiu o famoso Shinkansen ainda em 1964 e foi melhorando e expandido sua rede gradualmente.de modo que até hoje pode ser considerado um dos serviços de transportes mais seguros. Além disso, em julho deste ano foi inaugurado o N700S, um trem ainda mais rápido, silencioso e seguro, com uma bateria de íons de lítio que o faz funcionar em qualquer situação, mesmo com falta de eletricidade.

5. Hotel cápsula

Hotel cápsula japonês é sinônimo de praticidade e conforto (divulgação)

O hotel cápsula do Japão é sinônimo de praticidade e conforto por um preço acessível. Seu primeiro  projeto foi inaugurado ainda em 1979, em Osaka. Muitos estabelecimentos aceitam apenas indivíduos do sexo masculino, devido ao seu intuito de receber pessoas embriagadas ou que perderam o último trem do dia. Ou seja, esses hotéis vieram ao mundo como uma forma de receber pessoas que necessitam de um lugar para ficar por uma noite.
Apesar disso, atualmente, o hotel cápsula se tornou uma espécie de turismo a quem vai ao Japão, tanto que seu design se assemelha a algo futurístico e moderno, possuindo um espaço confortável para descanso, wi-fi e televisão. No Brasil, já é possível encontrar acomodações em hotel cápsula, porém, não é o mesmo que as japonesas pois se trata basicamente de um quarto comum de 3m² que comporta apenas uma cama de solteiro.
Logo a experiência é completamente diferente.

6. Automatização de carros

Carros automatizados já não são mais utopia (divulgação)

Carros autônomos e voadores já não são mais utopias ou ideias de desenhos animados. Tanto que os  estudos referentes aos veículos independentes de motoristas foram realizados ainda em 1939, tendo o primeiro projeto bem-sucedido em 1968.
Mas você sabia que esses carros são classificados em 6 níveis?

  • 0: o nível 0 já não é mais novidade a ninguém, sendo esse comum em carros mais novos de qualquer país. Esse não apresenta autonomia em relação a condução, porém oferece auxílio ao motorista durante o ato de estacionar;
  • 1: assim como o 0, o nível  ainda depende bastante do condutor, servindo mais como um sensor de aproximação entre o seu carro e os demais, logo esse tipo contribui mais para evitar batidas e acidentes;
  • 2: com a chamada autonomia parcial, o nível 2 necessita de um indivíduo para dirigir, embora já seja capaz de frear, manter uma distância segura de outros carros e centralizar o veículo na pista;
  • 3: o nível 3 ainda é uma projeção, mas algo não tão distante do agora, visto que se trata da autonomia condicional em que o motorista não será necessário, porém, deve ficar atento caso precise tomar atitudes;
  • 4: ideal para quem quer estar totalmente relaxado, sua autonomia é tão alta que mesmo a atenção ao trânsito não será necessária., apenas em casos de aviso do automóvel;
  • 5: o último nível é a autonomia total do carro, tornando o motorista apenas um passageiro que poderá monitorá-lo e comandá-lo por voz. Seu projeto será tão bem desenvolvido e  avançado que saberá o que fazer em qualquer situação, além de se autocorrigir.

Vale lembrar que ainda este ano foi testado o carro voador no Japão, capaz de ficar no ar por cerca de 1 hora.

Então por que duvidar do futuro tão próximo de nós?

(Mariana Kisaki)

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